10 Ditados que incentivam a boa gestão das poupanças

Em altura de apertar o cinto, conheça alguns ditados que o Saldo Positivo foi resgatar, que podem ajudar a gerir o orçamento familiar .

 

5. Pai rico, filho nobre, neto pobre

Este ditado podia ser substituído por outro igualmente conhecido: “A primeira geração constrói, a segunda usufrui e a terceira destrói“. É certo que todos gostaríamos de conseguir juntar uma quantia razoável de dinheiro que nos permita viver uma vida e deixar os filhos e gerações vindouras numa situação financeira confortável. No entanto, tão importante quanto alcançar alguma independência financeira é passar os valores da boa gestão do dinheiro aos descendentes.

Neste sentido, é importante que, desde pequenos, os filhos aprendam a importância de poupar e gerir as finanças. É preciso dar o exemplo, não ceder a todas as suas vontades, ensiná-las a viver com a mesada e a respeitá-la. Um exemplo positivo são os norte-americanos Trump. Apesar de já irem na terceira geração de fortuna, Donald Trump fez questão de incutir aos filhos os seus valores sobre o dinheiro e trabalho. Desta forma, ao contrário de outros herdeiros, desde cedo que os seus descendentes começaram a trabalhar e a criar riqueza. Sobre isto, o milionário afirmou: “Não ensinar os filhos sobre dinheiro é como não se preocupar se eles comem. Se entrarem no mundo sem conhecimento financeiro, será muito mais difícil. Assegure-se que lhes passa a sua forma de pensar sobre o dinheiro – como gere as despesas, como poupa, onde investe. Ensine-os que ter o dinheiro não é necessariamente sinal de ganância. É um elemento importante de sobrevivência”.

 

6. Quem não deve não teme

O excesso de dívidas é uma enorme fonte de ‘stress’ para a população. Para além das implicações legais, também pode causar originar mal dormidas, assim como perturbar a vida social e profissional. Estar sempre preocupado com o dinheiro, como vai pagar as contas ou se vai conseguir regularizar a dívida, pode até ser uma causa de depressão.

Para evitar esta situação, é importante que conheça a sua taxa de esforço, ou seja, a percentagem do rendimento familiar destinada a pagar as prestações de crédito. Se quer ter uma vida económica descansada os créditos não devem exceder 35% dos rendimentos. Mais do que isto, significa que uma parte relevante do dinheiro que o agregado ganha é canalizado para as dívidas e quanto maior esta for, maior o risco de ter dificuldades financeiras caso surja algum problema imprevisto, como o desemprego.

 

7. Quem suas dívidas paga, sua fortuna aumenta

Ter um orçamento familiar é uma ferramenta fundamental para estar sempre a par da sua situação financeira, nomeadamente, do dinheiro que entra todos os meses, das despesas que tem e dos créditos que paga, assim como para saber se a taxa de esforço não é muito elevada. Outro aspeto fundamental é alertar para a regularização das dívidas bancárias nas datas previstas.

As consequências de deixar de pagar uma dívida, ou de se atrasar a regularizá-la, podem ser prejudiciais para a sua situação financeira. A partir do momento em que salta o pagamento de uma prestação, na totalidade ou parcialmente, já entrou em incumprimento. Quando está com dificuldades em pagar as suas dívidas, não deverá deixar arrastar a situação. O ideal é que contacte imediatamente as entidades credoras para esclarecê-las sobre a situação e tentar estabelecer um acordo de pagamento. Caso contrário, corre o risco da dívida aumentar até chegar ao ponto de lhe serem penhorados os bens.

 

8. Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar

Antes de investir as suas poupanças deverá definir o seu perfil de investidor: conservador, agressivo ou moderado? Este perfil deve ser traçado tendo em conta alguns fatores, nomeadamente, qual a tolerância ao risco, assim como a idade.

Seja qual for a sua tolerância ao risco, há um aspeto que não pode descurar: Tão importante como poupar, é aplicar esse dinheiro num produto de aforro que traga algum retorno, pelo menos, acima da inflação esperada. Se prefere investir num produto com uma taxa de juro reduzida, mas que o deixe dormir à noite, sem medo de perder o dinheiro que custou a juntar, então tem um perfil conservador. Para estes casos, há inúmeros produtos nos quais poderá aplicar as suas poupanças, como os depósitos a prazo, fundos de investimento de tesouraria ou certificados do tesouro.

 

9. Quem não arrisca não petisca

Ainda no campo dos investimentos há uma máxima que não deve ser esquecida: O risco e o retorno andam de “mãos dadas”. Ou seja, quando se analisa a rentabilidade associada a uma aplicação financeira, não se pode dissociar o conceito de retorno à da ideia de risco. Os dois termos estão interligados: os investimentos que comportam um nível de risco mais elevado são também aqueles que têm potencial para gerar ganhos mais exuberantes. Pelo contrário, as aplicações mais conservadoras, com pouco risco, geram retornos mais modestos.

Numa lógica de investimento, antes de decidir o que vai fazer às suas poupanças deverá questionar-se: ‘Quanto pretendo ganhar?’, ‘Estou disposto a arriscar o meu dinheiro?’ e ‘Quando necessito do dinheiro de volta?’.

Não se esqueça de que as estratégias de investimento mais agressivas devem ser delineadas a longo prazo, porque o risco dilui à medida que o período da aplicação aumenta. Se tomarmos o exemplo das ações, é conveniente investir numa perspetiva de longo prazo, uma vez que o ciclo pode ter altos e baixos e se resgatar o dinheiro a curto prazo por necessidade, poderá dar-se o caso de registar menos-valias e perder dinheiro.

 

10. Não coloque os ovos todos no mesmo cesto

Mesmo que seja mais afoito nos investimentos e esteja disposto a arriscar um pouco, é importante que não aplique todo o seu dinheiro em produtos de elevado risco, exatamente porque tem maior possibilidade de o perder.

A isto é o que se chama o princípio da diversificação: para minimizar o risco, deverá repartir o seu dinheiro por vários produtos de investimento com risco variável. Para se salvaguardar de eventuais perdas, deverá considerar investir o dinheiro de acordo com a pirâmide do investimento, que defende que deve haver sempre uma parte da poupança investida em produtos absolutamente seguros, com garantia de capital, que possam compensar eventuais perdas pelo investimento em produtos mais arriscados.

De acordo com o Manual das Finanças Pessoais, de João Pessoa Jorge e Ricardo Ferreira, o investidor deve investir de acordo com o seu perfil: Se for conservador pode investir 70% em obrigações, 20% em ações e 10% em outros. Se for moderado, pode investir 50% em obrigações, 35% em ações e 15% em outros ativos financeiros. Já um perfil mais agressivo pode investir 20% em obrigações, 70% em ações e 10% em outros instrumentos.

 

Veja todos os artigos que fazem parte do Especial Mês da Poupança 2014:

– Saiba como algumas emoções podem arruinar as poupanças

– Como renovar a sua casa sem gastar muito dinheiro 

– Como calcular os juros das suas poupanças?

– Entrevista: “A poupança não deve ser uma medida de SOS”

– 10 Dicas para poupar… com as crianças

– Quatro bloggers, quatro conselhos de poupança

– Teste- Descubra se é uma pessoa poupada ou gastadora?

– Entrevista: “Não é possível o Estado continuar a tomar conta de nós”

– 10 Dicas para poupar… em casa

– Seis programas de televisão que ajudam a poupar

– Entrevista: “A crise obrigou-nos a ter comportamentos mais inteligentes”

– 10 Dicas para poupar… com os transportes

– 10 Ditados que incentivam a boa gestão das poupanças

– Teste: Saiba qual é o seu perfil de investidor

– Entrevista- “Para poupar é necessária uma evolução económica positiva”

– 10 Dicas para poupar… na empresa

 

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