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12 desejos financeiros para o novo ano

O Saldo Positivo fez o trabalho de casa e pensou em 12 desejos que poderá pedir para que 2012 lhe traga uma conta bancária saudável. Todas as pessoas gostariam de ter as suas finanças pessoais em ordem durante o ano todo, mas nem sempre conseguem. Um novo ano pode representar um começar de novo, aproveitando para limar algumas arestas imperfeitas na gestão do seu património, por mais pequeno que seja. Dia 31 de Dezembro, quando bater a meia noite e estiver com uma taça de champanhe numa mão e 12 passas na outra, peça, além de muita saúde e amor, a capacidade para gerir o seu dinheiro – aquele que tem e não o que gostaria de vir a ter.

Quando soarem as 12 badaladas, peça para ficar com as finanças em forma

Para colocar as suas finanças pessoais na linha, não é preciso ser nenhum especialista na matéria. Há apenas quatro segredos: gastar sabiamente, poupar para algum percalço futuro, investir para a reforma e não incorrer em endividamento excessivo. Por isso, comprometa-se! Em 2012 vou…

1. Conter-me nos gastos

Muitas pessoas gastam demasiado dinheiro quando estão deprimidas e não têm nada para fazer além de ir para o centro comercial passear, acabando por cometer alguns erros crassos e pondo em causa a saúde da conta bancária. Se se identifica com esta descrição, descanse, porque existe salvação para si. O primeiro passo é saber quanto dinheiro pode gastar e usar o cartão de crédito com moderação, aproveitando vantagens e descontos em marcas associadas e as possibilidades de devolução de algum do dinheiro gasto nas compras (cashback). Depois é importante fazer um check up às suas finanças, descobrir onde gasta cada cêntimo dos seus rendimentos e fazer um orçamento.

2. Fazer um orçamento

Pegue numa caneta e papel, investigue a consulta de movimento bancários durante o último mês e aponte todos e quaisquer gastos que tenha nesse período. Quando, depois de definidas as despesas fixas e outros gastos indispensáveis, descobrir o que é que é responsável pelo esvaimento do seu dinheiro durante o mês, modere ou corte a fundo essas despesas excessivas. Um sacrifício que valerá a pena para colocar as suas finanças pessoais em ordem e chegar ao fim do ano com um pé-de-meia que se veja. A partir desse mapa mensal pode traçar um orçamento mensal para os períodos seguintes que facilita a sua gestão do dinheiro e o ajuda a saber quanto pode destinar a cada área do seu quotidiano.

3. Poupar e investir

Poupar é uma grande virtude, já diziam os nossos avós. No entanto, muitas pessoas vêem este acto como dispensável, principalmente quando estão no pico da sua vida e a última coisa que querem é não gastar o seu dinheiro. E, muitas vezes, quem faz poupança, prefere ter o dinheiro na conta corrente, só pelo prazer de olhar para um extracto bancário recheado. Mas lembre-se: o dinheiro terá mais valor se o usar sabiamente, ou seja, aplicando-o em produtos de investimento que possam satisfazer as suas necessidades e que levem a sua poupança a bom porto. Assim, a primeira questão a que tem de responder é: “Qual é o meu objectivo de poupança?” Comprar uma casa, um carro, planear a reforma, fazer umas férias ou simplesmente ter dinheiro de lado para uma ocasião menos positiva. Quando descobrir o seu objectivo, o passo seguinte é encontrar um produto que rentabilize a sua poupança e a torne mais avultada.

4. Poupar automaticamente

Se todos os meses esgota o seu dinheiro sem conseguir poupar, tente inverter o processo. No momento de receber o seu salário, tire logo uma fatia (mesmo que muito pequena) para um produto de poupança começando a pagar os outros encargos (créditos, rendas, serviços, etc) depois de feita esta transferência. Se mesmo assim achar complicado fazê-lo sozinho, o seu banco pode ajudá-lo, já que poderá fazer mensalmente esta entrega para uma conta poupança de forma automática, dando ordem ao seu banco para transferir a um dia definido um montante previamente estipulado.

5. Pagar tudo a tempo e horas

Não deixe para amanhã o que pode – e deve – fazer hoje. Falamos de regularizar as suas dívidas a tempo e horas. Regra geral, a procrastinação do pagamento só vai fazer com que pague multas ou juros de mora. Tenha a sua relação com as Finanças, a Segurança Social e empresas de serviços como água, electricidade e gás, em dia. No caso de estar a pagar créditos, considere a amortização antecipada de parte do empréstimo para desafogar a sua despesas mensal com prestações.

6. Ter cuidado com as extravagâncias

Provavelmente esta dica é para os seus filhos e não para si. Alguns adolescentes (mas também alguns adultos) acreditam que a sua auto-estima é definida por produtos de marca. Muitos conhecem de cor o preço dos gadgets preferidos e das roupas do momento, mas nem sequer sabem o que vale o Euro. Os pais, que por vezes não sabem lidar com isso, optam por oferecer tudo aos seus filhos, a fim de colmatar algumas das suas inseguranças. Em vez disso, experimente recompensá-los com o seu tempo, irem almoçar juntos, irem passear e conversar. Outra boa opção, que pode incentivar à poupança é recompensar pelos bons resultados escolares ou comportamento. Assim, de cada vez que  tiverem boas notas ou ajudarem com tarefas mais pesadas, coloque algum dinheiro num mealheiro, que terá como finalidade comprar, por exemplo, o mp3 com que andam a sonhar. Além de ser pedagógico, está a contribuir para fortalecer a literacia financeira, ensinando-o a economizar e poupar para alturas especiais.

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7. Não gastar mais do que tenho

Às vezes, a linha que separa o que realmente precisa e aquilo que é um desejo supérfluo é muito ténue… pelo menos aos seus olhos. Gaste dinheiro, mas faça-o com inteligência. Primeiro, os produtos de primeira necessidade e, mesmo assim, tenha sempre em atenção os descontos, saldos e ofertas. Caso o seu orçamento lhe traga alguma folga, talvez seja caso para se mimar com aquele par de sapatos que ficou a namorar na montra e que também estava em saldos. Mas se o seu orçamento não permitir, já vai estar a gastar mais do que tem e a desequilibrar a balança da sua economia caseira. Se a sua ideia é contrair crédito para financiar um sonho lembre-se da regra de ouro que diz que as prestações de empréstimos não devem superar um terço do seu rendimento disponível mensal.

8. Deixar mais vezes o carro em casa

Se vive numa zona com rede de transportes, use-a. Ainda que o próximo ano reserve um aumento do preço dos transportes públicos e já tenham ficado mais caros, em média, 15 por cento em Agosto deste ano, o dinheiro que vai poupar pode aumentar o seu pé-de-meia. Além disso, torna-se muito mais fácil fazer o orçamento mensal. Se os transportes públicos não são uma opção, porque trabalha demasiado longe de casa, então crie um sistema de boleias no trabalho ou para levar os filhos à escola. Assim, podem dividir a despesa do combustível e eventuais portagens.

9. Ser um smart shopper

Significa apenas comparar preços quando está às compras, mas devia ser considerado uma arte. Andar pelos corredores do supermercado, escolher os produtos que são de qualidade e mais baratos ou que estão em promoção pode fazer com que a simples compra de um produto demore mais uns minutos do que estava contar, mas valerá a pena pelos euros poupados. Experimente ainda fazer compras a granel, em vez de adquirir produtos empacotados e troque os produtos de marca pelos equivalentes de distribuição.

10. Fazer um fundo de emergência

Não vale a pena pensar no pior, mas convém estar preparado para eventualidades que podem virar a sua vida financeira do avesso. E pode ser algo mais insignificante como uma avaria no automóvel, que necessita de arranjo de 500 euros, ou até algo mais grave como ficar sem emprego. Nestas alturas, fica a pensar: “mas porque é que não tenho um fundo de emergência?”. Pois não fique. Comece este ano a tratar disso [2]. O ideal é ter de lado o valor equivalente a três meses das suas despesas fixas (desde créditos a água e luz). Assim, em caso de azar, não terá de recorrer nem às suas poupanças de longo prazo nem a mais crédito.

11. Conversar sobre dinheiro

Lá diz o ditado: os opostos atraem-se, mas quando o casal não consegue chegar a uma conclusão quanto ao destino a dar ao dinheiro, podem surgir conflitos intermináveis, principalmente quando um é o poupador e o outro é gastador. Como resolução do novo ano, comece por chegar a um entendimento com o seu parceiro/a sobre o que fazer com as poupanças, sobre quanto querem colocar de lado para uma eventualidade e começar a tratar da reforma dos dois. O importante é chegarem a um acordo de compromisso, no qual nenhum dos dois fique a perder.

12. Optimizar a energia de casa

São simples actos, mas que fazem a diferença na hora de pagar sua factura mensal de luz, água e gás. Para começar, reduza a factura energética ao iluminar a sua casa com lâmpadas economizadoras ou de baixo consumo – emitem a mesma luz que uma lâmpada incandescente, mas gastam menos 80% de energia. Outras dicas: aproveite ao máximo a luz solar e desligue as luzes, evite abrir a porta do frigorífico durante muito tempo, evite ter vários aparelhos ligados ao mesmo tempo, desligue o aquecimento durante a noite, não deixe os aparelhos electrónicos em standby e lembre-se de tirar sempre as fichas da corrente dos carregadores de bateria dos telemóveis. Para reduzir na água e no gás, algumas dicas: evite os banhos de imersão, pois gasta mais do dobro de água e gás, não deixe a torneira aberta quando lava os dentes, não ponha as máquinas de lavar loiça e roupa a funcionar sem estarem cheias e quando cozinhar mantenha os tachos tapados, já que os alimentos cozem mais depressa.