15 regras para chegar a milionário

Com a mudança para os euros ficou mais fácil tornar-se milionário. Comece já hoje a trabalhar para se juntar ao clube.

Há pequenas e grandes decisões financeiras que pode tomar já hoje e que podem fazer a diferença no seu caminho para ser milionário. Estas 15 regras são de ouro para o ajudar a chegar a esse estatuto mítico. Este artigo é para imprimir e afixar no frigorífico.

1. Invista em acções

É nos mercados accionistas que pode garantir que não terá de continuar a trabalhar depois da reforma. Mesmo que não seja o próximo visionário da internet ou que não ganhe o Euromilhões, as acções podem permitir-lhe chegar a milionário. Apesar das flutuações, que fazem com que a bolsa caia a pique em alguns momentos, no longo prazo, as acções são os activos que mais rendem. Vários estudos académicos demonstram que as acções rendem cerca de dez por cento por ano. Um dos fundos de acções mais antigos geridos em Portugal rendeu 10,85 por cento por cada ano desde 1991. A esse ritmo, uma poupança mensal de 500 euros transforma-se num milhão de euros em menos de 30 anos.

chegar a milionário
Com a mudança para os euros, ficou mais fácil ser milionário

2. Invista de acordo com a sua idade

Mesmo sendo os activos que mais rendem, as acções são muito voláteis. Em períodos inferiores a cinco anos, os investidores podem perder muito dinheiro. Assim, é melhor aplicar os seus investimentos de curto e de médio prazo noutros activos, como obrigações. Há uma regra simples para decidir que percentagem do seu dinheiro deverá ter no mercado accionista: basta que subtraia a sua idade a cem. O resultado é a percentagem que deve ter de acções na sua carteira. Em traços gerais, quanto mais velho for, mais conservador deve ser.

3. Dê valor aos fundos

Se não percebe nada de acções, uma boa aposta para si são fundos de investimento. As acções representam uma participação numa empresa e, se o negócio da empresa correr bem, em princípio, as acções valorizam. Nos fundos, os gestores juntam o dinheiro de vários investidores e aplicam-no nos activos que acreditam terem maior potencial de valorização. Há quatro razões para optar pelos fundos de investimento: regra geral, são baratos, de fácil acesso, bem geridos e diversificados.

4. Poupe nas comissões

Devido aos avanços na área da banca electrónica, que permitem que os custos de emissão de unidades de participação em fundos sejam praticamente nulos, já não faz sentido pagar comissões de subscrição por estes produtos. Tenha especial cuidado com os fundos imobiliários e com os Planos de Poupança Reforma. Evite também pagar comissões de resgate, embora seja aceitável que as sociedades gestoras as cobrem num investimento de curto prazo (até seis meses) nos fundos de acções, de modo a afastar potenciais investidores de curto prazo em acções. Certifique-se ainda que a soma das comissões de gestão e de depósito não ultrapassa os dois por cento por ano num fundo tradicional de acções e um por cento por ano num fundo comum de obrigações. Se a área de investimento for muito específica ou rara, como acções da Tailândia ou do sector biotecnológico, os gestores podem merecer mais.

5. Tenha para a reforma 25 vezes o que precisa por ano

Se sabe que vai precisar de mil euros por mês para viver confortavelmente na reforma mas que a Segurança Social só lhe dará cerca de 60 por cento desse valor, terá de ter disponíveis mais 400 euros por mês, ou 4.800 por ano. Dessa forma, terá de acumular 120 mil euros (4800 x 25) até atingir a reforma para conseguir manter o nível de vida. Se na reforma conseguir ganhar cerca de quatro por cento por ano (o que não é muito difícil), pode sempre manter esses 120 mil euros a capitalizar na conta bancária.

6. Quanto investir?

Definidos os seus objectivos, saiba quanto pode ter na reforma por cada cem euros de investimento mensal durante dez, 20, 30 ou 40 anos. Por exemplo, com uma rendibilidade estimada de oito por cento, bastam pouco mais de 200 euros mensais durante 20 anos para acumular 120 mil euros.

7. Se não percebe, não invista

Há muito por onde investir no mundo todo. Só os mercados accionista e obrigacionista valem cerca de 70 biliões de euros (o que significa que os dez milhões de portugueses teriam de trabalhar todos os dias durante 460 anos para conseguirem comprar todas as acções e obrigações cotadas). Há também produtos mais exóticos, como mercadorias, divisas, derivados e hedge funds. Mas não tem de perceber de todos os investimentos existentes, podendo construir um portfolio aceitável apenas com dois fundos de investimento, um de acções europeias e outro de obrigações europeias. Para atingir os seus objectivos, não procure ganhos de dois dígitos elevados. Basta conseguir um ganho ligeiramente superior à média nos bons momentos e perder ligeiramente menos quando o pessimismo assola os investidores.

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8. Poupe pelo menos dez por cento do seu salário

Quanto mais cedo começar a poupar, mais tranquila será a sua reforma. Saiba que um euro poupado aos 20 anos, significa tanto na reforma como dez euros poupados aos 40 anos. É o poder da capitalização, que deve usar a seu favor. Poupar um mínimo de dez por cento do seu vencimento é o recomendado, mas, quanto mais anos tiver mais deverá amealhar, a não ser que já satisfaça a quinta regra.

9. Transfira o crédito se baixar o spread em 0,5 por cento

Apesar de as comissões de transferência da maioria dos créditos hipotecários terem sido limitadas a 0,5 por cento do capital em dívida, há outros custos a ter em conta, nomeadamente a avaliação, a escritura e os registos. Contudo, se conseguir que o spread baixe meio ponto percentual, provavelmente já valerá a pena. No caso de um crédito de 150 mil euros a 30 anos, essa redução cobre os custos da mudança em menos de dois anos.

10. Entre em casa com 20 por cento

Se der uma entrada de 20 por cento para a compra da sua casa, vai conseguir melhores condições na hora de negociar o empréstimo. Isto porque o spread aumenta significativamente se não der dinheiro do seu bolso. Não se esqueça que, além da entrada, também terá de gastar algum capital no processo (avaliação, escritura, registos e impostos). Imagine que quer comprar uma casa por 150 mil euros, a pagar ao longo de 35 anos. Se não avançar com dinheiro seu, dificilmente conseguirá melhor que um spread de 0,8 por cento, uma prestação ligeiramente superior a 800 euros. Se avançar com 30 mil euros e pedir apenas 120 mil euros, consegue, com toda a certeza, menos 0,1 por cento no spread, uma prestação de 634 euros. No final dos 35 anos, o que poupou dava para comprar mais meia casa a pronto.

11. Gaste um terço do seu rendimento com a casa

As despesas com a casa incluem a prestação ao banco ou a renda e todos os outros custos periódicos, como os seguros, os gastos energéticos e as manutenções. A recomendação é do Observatório do Endividamento dos Consumidores, um organismo que funciona na Universidade de Coimbra, que aconselha as famílias a terem um grau de esforço para as despesas da casa não superior a 33 por cento do rendimento global. Tente estimar os seus custos e os rendimentos futuros de forma a não vir a ter problemas.

12. Tenha três a seis meses de despesas correntes de lado

Pode parecer desnecessário, mas é muito importante que tenha algum dinheiro de parte para emergências. Seja para uma despesa inesperada ou para uma situação de desemprego, não precisa de entrar em pânico. Se tiver filhos, este fundo de emergência deverá aguentar mais do que três meses. Deve aplicar este dinheiro num fundo de obrigações de taxa variável ou num depósito a prazo a três meses automaticamente renovável. Não escolha um depósito que lhe dê uma taxa anual bruta inferior a 3,5 por cento, porque fica melhor servido com um bom fundo.

13. Diminua os pedidos de empréstimo

Pode parecer óbvio, mas se pede emprestado sem parar, nunca será milionário. Se tem um empréstimo para a compra da casa, recorre a crédito pessoal para comprar electrodomésticos e mobília, usa o cartão de crédito para as férias, antes do fim do mês já está sem dinheiro. Saiba se pode pedir mais.

14. Como não pagar a anuidade do seu cartão de crédito e beneficiar das suas vantagens

Muitos cartões isentam a anuidade se facturar um determinado valor anual. Faça as suas compras com o cartão de crédito para beneficiar dessa isenção e pode ainda ter outras vantagens adicionais, descontos ou acumulação de pontos para obter produtos ou serviços. Pode conseguir estes benefícios pagando a sua dívida no final do mês ou optar por crédito com uma das alternativas de taxa de juro disponíveis, podendo mesmo, em certos casos, acumular novos benefícios pela sua utilização.

15. Não partilhe os seus dados pessoais com ninguém

Na comunicação com os clientes, os bancos nunca pedem pins de Multibanco ou de serviços de banca electrónica, nem dados pessoais. Se alguém lhe pedir esses dados, por correio electrónico ou telefone, é porque está a preparar-se para o enganar. Caso isso aconteça, contacte rapidamente o seu banco para esclarecer o assunto. É importante que também confirme o endereço online do seu banco antes de introduzir qualquer código na internet. Os especialistas em segurança estimam que os roubos por esta via ultrapassem anualmente os mil milhões de euros a nível global.

Uma resposta a “15 regras para chegar a milionário”

  1. Maciel

    Quem escreveu isto nem percebe a diferença entre 0,5% e 0,5p.p . Percentagem ou ponto percentual são coisas completamente diferentes.

    Responder

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