Sete números dourados sobre o seu dinheiro

Alguns conselhos que deve ter em conta na hora de pensar em dinheiro.

O mundo das finanças pessoais é feito de muitos números que tentam fazer mais pelo dinheiro dos consumidores. Alguns estão ligados à poupança, outros ajudam na hora de investir e há ainda os que são bons instrumentos para projectar os objectivos de futuro.

Estabeleça critérios para as suas finanças.

10%

Se há um conselho que os especialistas por todo o planeta repetem é este: Tente sempre poupar pelo menos 10 por cento do seu rendimento mensal. Por exemplo, se os seus rendimentos vêm do trabalho, e se ganha 1000 euros líquidos, aponte para uma poupança de pelo menos 100 euros. Segundo o livro “Tempos Complicados Soluções Difíceis”, da jornalista Bárbara Barroso, este número é a resposta para quanto se deve começar a poupar. E ainda de acordo com a autora, se não conseguir poupar 10 por cento no início da sua jornada de aforro 5 por cento já “é um começo”.

1/3

Nunca deixe que o peso dos créditos ultrapasse um terço do seu rendimento disponível mensal, isto é que a taxa de esforço seja superior a 33 por cento do seu rendimento. Segundo a Deco Proteste, a a maioria dos bancos não empresta a quem tem uma taxa de esforço superior a 30 ou 40 por cento e com este peso ficará a salvo de males maiores numa situação de desemprego ou acidente que limite o seu rendimento.

72

É o número que está associado “à mais poderosa força da natureza”, conforme qualificou Albert Einstein os juros compostos. A “regra de 72” indica o tempo necessário para um aforrador ou investidor duplicar o seu dinheiro numa aplicação. Para saber quanto tempo tem para dobrar as suas poupanças terá apenas de dividir o número 72 pela taxa de juro que conseguiu para os seus investimentos. Se tem, por exemplo, uma taxa de juro de 4 por cento nos seus depósitos a prazo e os renovar nas mesmas condições então fique a saber que para duplicar o seu dinheiro terá de esperar: 72/6=18 anos. Se quer saber quanto demora a triplicar o seu dinheiro nas mesmas condições use o número 115 na fórmula.

1

Este um é de primeiro. Seja o primeiro a receber na hora de distribuir o seu salário pelas suas despesas fixas. Isto é, assim que recebe o seu rendimento mensal seja você o primeiro destinatário da parte referente às suas poupanças e só depois comece a pagar a casa, o carro, os serviços básicos que estão associados à casa e as demais despesas fixas do seu lar que estão contempladas no seu orçamento. Se está a pensar guardar para o fim do mês a altura de poupar, provavelmente a sua disciplina financeira poderá atraiçoa-lo.

Uma das formas de pagar a si primeiro é através da poupança automática, atribuindo ao seu banco o papel de retirar parte do seu dinheiro todos os meses para um produto de investimento escolhido por si.

6

Quantos meses conseguiria resistir se de repente ficasse sem o seu salário? Esta pergunta deve fazer parte dos planos financeiros de todos, e a resposta não pode andar abaixo de 6 meses se quer ter margem para ajustar uma abrupta quebra no seu rendimento. Um fundo de emergência que consiga pagar pelo menos 6 meses das suas despesas fixas é fundamental para estar protegido financeiramente e é a base da sua pirâmide de investimentos. Só depois de ter garantido este fundo de salvação é que deverá passar aos seus objectivos e metas como poupar para a reforma ou poupar para os estudos do seu filho.

100…menos a idade

Quantas vezes já pensou na maneira ideal de diversificar os seus investimentos pelas diferentes classes de activos. Para quem está a traçar um plano de reforma com um prazo longo existe uma regra nos mercados que indica que a percentagem de acções a ter em carteira deve ser a que resulta de retirar ao número 100 o número de anos do investidor. Por exemplo, um investidor com 35 anos deveria investir 65% das suas aplicações em acções e o restante em títulos de dívida ou produtos de baixo risco. Com as contingências da nova demografia e da esperança de vida, para lá da idade da reforma, estar a aumentar a regra tem derivado para os 120-idade, atribuindo um maior peso às acções face aos activos mais conservadores.

2

Tente não ter mais do que 2 cartões de crédito. O conselho é da própria ASFAC (Associação de Instituições de Crédito Especializado), e segue a lógica de que não precisa de mais do que 2 cartões para suprimir os seus desejos e gastar menos em anuidades ou juros. Úteis e práticos na hora de usar pondere moderar o seu uso e o pagamento para lá do período de crédito gratuito, normalmente até 50 dias.

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