Oito passos para ser um investidor em ações bem sucedido

Num momento em que os mercados acionistas europeus estão a gerar ganhos, muitos investidores estão a regressar às ações. Saiba como investir.

ações-artigoMuitos investidores fugiram delas como o “diabo da cruz” durante a crise da dívida soberana que afetou Portugal e vários outros países periféricos da Zona Euro. O medo instalou-se e um pouco por toda a Europa os investidores preferiram refugiar-se em ativos mais conservadores, como os depósitos a prazo. No entanto, o cenário mudou e as ações voltaram de novo ao radar dos investidores.

Apesar da performance atrativa que esta classe de ativos possa registar, os investidores devem sempre manter os pés “em terra firme”. Não só porque ganhos passados não são garantia de resultados futuros mas sobretudo porque o investimento em ações exige alguns requisitos da parte dos investidores. Conheça os oito princípios básicos para verificar se tem ou não perfil para ser um investidor no mercado acionista bem-sucedido.

 

1. Não ter medo de correr riscos

Conhece o teste da almofada? Este teste é a melhor forma de aferir se tem (ou não) perfil para investir em ações. Confuso? É muito simples: se pertence ao grupo de pessoas que investe em ações mas ao final do dia, ao deitar-se com a cabeça encostada na almofada, não consegue dormir a pensar que pode perder o dinheiro aplicado, então tal significa que as ações não são adequadas para si. O investimento nesta classe de ativos não tem garantia do capital, é um investimento de risco no qual o investidor pode perder parte ou mesmo a totalidade do dinheiro aplicado. Se não está preparado para esta eventualidade, então procure outras soluções de investimentos mais conservadoras.

 

2. Não investir tudo em ações

Mesmo que seja um investidor destemido e sem medo de arriscar, nunca deverá alocar a totalidade do seu património apenas em ações. Seguindo o princípio da diversificação dos investimentos, os investidores “não devem colocar todos os ovos no mesmo cesto” porque se o cesto cai ao chão, todos os ovos se partirão. Imagine que todas as suas poupanças estão aplicadas em ações de uma determinada região e que os títulos dessa região entram num ‘bear market’ (ciclo de queda de cotações). Neste caso, o investidor vê todo o seu património sofrer fortes desvalorizações. Para evitar perdas no portfólio deverá ter uma carteira composta por diferentes classes de ativos, exposta a diversos setores de atividade e a diferentes regiões. Desta forma, quando um dos seus investimentos registar um comportamento negativo terá outras aplicações a entregar-lhe retornos à sua carteira.

 

3. Investir numa perspetiva de longo prazo

O investimento em ações deve ser encarado numa perspetiva de longo prazo –  acima de cinco anos. É um investimento que requer paciência e tempo para dar frutos. Isto porque o tempo ajuda a diluir o risco inerente ao investimento em ações. Quanto maior for o prazo de investimento menores as probabilidades de incorrer em perdas. Isto não significa que não se possam fazer ganhos de curto prazo no mercado acionista: há até investidores que seguem estratégias para gerar ganhos com as oscilações de preços dos títulos verificadas ao longo do mesmo dia. São os chamados ‘day traders’. No entanto, esta estratégia tem um grau elevado de risco associado.

Como as ações são um investimento de longo prazo é aconselhável que os investidores apliquem nesta classe de ativos apenas o capital que sabem que não vão precisar nos próximos anos. Caso contrário e perante um imprevisto financeiro que ocorra na sua vida poderá ver-se obrigado a vender a sua carteira de títulos e enfrentar perdas de capital.

 

4. Estudar, estudar, estudar

O investimento em ações não se faz por palpites ou porque “um amigo de um irmão de um primo” lhe disse que determinado título é a melhor ação de sempre. A aplicação de capital nesta classe de ativos requer do investidor um conhecimento sobre o modo de funcionamento dos mercados e um acompanhamento diário das variáveis que fazem as cotações das ações subir ou descer. Só assim se conseguem identificar as boas oportunidades de compra e os momentos mais adequados para a venda de uma carteira de títulos. Desta forma, os investidores conseguem estar mais protegidos da tomada de decisões movidas por ganância ou pânico. Entre as principais variáveis às quais é necessário prestar atenção estão os resultados e contas das empresas, o cenário macro-económico do país e as recomendações dos analistas, entre outros fatores.

 

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