Casas novas com rendas acessíveis em Lisboa? Sim, é possível

Os preços médios das rendas previstos no programa da Câmara de Lisboa vão de 250 euros a 450 euros. Conheça os pormenores.

lisboa-artigoSe tem o sonho de viver em Lisboa, mas nunca o conseguiu concretizar devido aos elevados preços das casas, então deve conhecer o programa de rendas a preços acessíveis, da Câmara Municipal de Lisboa. O projeto de arrendamento a preços controlados será desenvolvido em várias zonas da capital portuguesa e, segundo a autarquia, até final do ano deverão arrancar os primeiros concursos para a concessão dos fogos. Mas nem todos os cidadãos podem ter acesso. Saiba em que condições e quais os preços médios que estão previstos para as diferentes tipologias de apartamentos.

 

Quem se pode candidatar?

De acordo com a brochura    da Câmara Municipal, o programa de rendas acessíveis é dirigido a todos os cidadãos da classe média, mas sobretudo a jovens, cujo rendimento bruto anual por agregado familiar se situe entre 7.500 euros e 40 mil euros.

 

Quais os valores das rendas das casas?

Os montantes variam consoante a tipologia, mas o valor da renda não poderá ser superior a 30% dos rendimentos brutos do agregado familiar. Os preços finais ainda estão dependentes dos resultados dos concursos para seleção dos concessionários das obras, mas a autarquia avança para já com valores médios de referência, que contrastam com os preços médios do mercado:

T0 = 250 euros (contra 550 euros de preço médio de mercado)

T1 = 350 euros (contra 800 euros de preço médio de mercado)

T2 = 450 euros (contra 900 euros de preço médio do mercado)

 

Onde serão localizados os imóveis?

As casas estarão em vários pontos da cidade, abrangendo bairros antigos e modernos e, nuns casos, serão imóveis reabilitados, noutros, construção nova. No total são 15 áreas abrangidas: Av. Marechal Teixeira Rebelo, Rua de São Lázaro, Paço da Rainha – Rua de Santa Bárbara, Rua Gomes Freire, Av. Marechal F. Costa Gomes, Vale de Santo António, Restelo – Embaixadas, Rua Pardelha Sanchez, Lote G2 – Lumiar, Bairro das Laranjeiras, Alto da Ajuda, Bairro das Furnas, Bairro da Flamenga, Qta Marquês de Abrantes e Bairro do Condado.

 

Como funciona o programa?

A Câmara de Lisboa disponibiliza os terrenos ou os edifícios, financia a urbanização ou equipamentos de apoio (creches, escolas, por exemplo) e seleciona os concessionários privados por concurso público para a construção e gestão dos edifícios. Cabe também à autarquia selecionar as famílias que terão acesso às casas, através de sorteio. Já os construtores privados ou as empresas que reabilitarem os edifícios recebem as receitas provenientes das rendas ou da venda das casas. No final da concessão, as empresas voltam a entregar os imóveis ao município.

 

Quando estarão disponíveis as casas?

Ainda não se sabe ao certo. A Câmara Municipal de Lisboa assegura que os primeiros concursos de concessão devam arrancar no final deste ano. Depois começam as obras de construção ou reabilitação e só mais tarde serão sorteados os inquilinos. De acordo com a autarquia, o programa poderá abranger entre 5 mil a 7 mil famílias de classe média.

 

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