Cinco erros que arruínam a sua reforma

Acha que é tarde demais para começar a poupar? Não sabe quanto vai precisar para viver na reforma? Conheça cinco erros que arruinam a reforma.

arruínam a reformaA ideia de uma reforma perfeita pode variar de pessoa para pessoa, mas um dado é certo: ninguém quer perder qualidade de vida durante a aposentação. Embora seja um assunto que ninguém gosta de dedicar muito tempo a pensar, a reforma deve ser planeada. Com os problemas de sustentabilidade da Segurança Social – devido ao envelhecimento da população – os cidadãos verão as suas pensões diminuir ou então terão de trabalhar até mais tarde.

A melhor forma de evitar um empobrecimento nos “anos dourados” é a prevenção, que passa por definir uma estratégia de poupança ao longo da vida laboral, que possa resultar num complemento para a reforma. Leia o artigo: Sete dicas para se reformar mais cedo

Conheça alguns erros que deve evitar se não quer arruinar a sua reforma.

 

1. Não fazer contas ao que vai precisar na reforma

É impossível prever o futuro. Por isso, calcular o valor que vai necessitar para a reforma não é uma ciência exata, mas pode, e deve, pensar num número que considere ser razoável para manter um bom nível de vida durante a reforma. Nas contas que fizer deve incluir despesas como: casa, comida, automóvel, saúde – esta é muito importante, porque a fatura costuma aumentar com o avançar da idade – e lazer. Faça uma estimativa de quanto irá gastar nestes itens por ano e multiplique por 20 anos (a esperança média de vida para mulheres aos 65 anos). Não se esqueça da inflação. Desta forma, poderá encontrar um valor aproximado de quanto irá necessitar para viver e calcular quanto terá de poupar por mês. Leia o artigo: Como calcular as penalizações nas reformas antecipadas

 

2. Começar a poupar demasiado tarde

Muitas pessoas só começam a pensar na reforma poucos anos antes de se aposentarem. Um erro, porque, desta forma, o esforço mensal que terão de fazer para conseguir amealhar o suficiente para manter o estilo de vida será superior. Por exemplo, se tiver de amealhar 20.000 euros para a reforma e apenas começar a fazê-lo 10 anos antes da data prevista, terá de amealhar 160,69 euros por mês (aplicando num produto com uma taxa de juro bruta de 1%) para conseguir alcançar essa meta. No entanto, se começar a colocar uma quantia de lado aos 25 anos, pressupondo que se reforma aos 65 anos, apenas terá de colocar de lado 35,95 euros (aplicados no mesmo produto com taxa bruta de 1%). Uma taxa de esforço bem inferior. Faça as contas no simulador do Todos Contam. Se começar a poupar demasiado tarde é possível não consiga fazer o esforço financeiro necessário para juntar a quantia desejada. Leia o artigo: Reformas antecipadas em 2015: Quem pode pedir?  

 

Dica:

Não se esqueça de que terá de aplicar o dinheiro para a reforma num produto financeiro que permita reforços mensais, como uma conta poupança ou um PPR.

 

3. Pensar que é tarde demais

Qualquer que tenha sido o motivo para não poupar desde cedo, não pense que é tarde demais e que não vai conseguir amealhar dinheiro. Nunca é tarde para começar uma poupança, no entanto, isto pode significar que terá de cortar em algumas despesas para conseguir alcançar o objetivo. Se não tem um orçamento familiar é altura de fazer um. Se já tem esta ferramenta poderá começar a analisar a coluna das despesas (que não as básicas) para ver onde é que gasta mais dinheiro e descobrir onde pode cortar, para canalizar para a poupança. Pense que é um esforço agora, que será compensado mais tarde.  Leia o artigo: Conheça seis formas preguiçosas para conseguir poupar

 

4. Não aplicar o dinheiro

O esforço mensal para alcançar o objetivo final será menor se aplicar o dinheiro em produtos de investimento, com uma taxa de juro que permita, pelo menos, compensar a evolução da inflação. Para ter uma ideia da importância da aplicação do dinheiro, se juntar 40 euros por mês numa conta à ordem, ao final de 30 anos acumulou 14.400 euros. No entanto, se colocar esse mesmo dinheiro num produto que permita reforços mensais, e que pague uma taxa de juro bruta de 3%, no final desses 30 anos acumulou 20.272 euros, de acordo com as contas feitas na calculadora do Todos Contam. Leia o artigo: Conheça os descontos para reformados

 

5. Ter demasiadas dívidas

Um dos principais erros de quem está a poupar para a reforma é ter um nível de endividamento muito elevado. Se o crédito é importante para conseguir comprar alguns bens essenciais, como casa ou carro, ter demasiadas dívidas pode arruinar as hipóteses de ter uma reforma tranquila. Em primeiro lugar é importante que, ao longo de toda a vida, cumpra a regra de não ter uma taxa de esforço superior a 35% do rendimento líquido mensal, ou seja, os créditos não devem pesar mais do que 35% do que ganha. Em segundo lugar, é importante que estabeleça um plano para regularizar o pagamento de todas as dívidas que tem até à altura que pretende aposentar-se. Quanto menos obrigações financeiras tiver durante a reforma, melhor será a qualidade de vida. Leia o artigo: Trabalhei no estrangeiro. Como devo pedir a reforma?

 

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