Cinco formas de investir cinco mil euros

Sabe quanto renderiam cinco mil euros se os aplicasse num depósito, num PPR, ou num fundo de investimento?

cincoartigo“Trocar por miúdos”, “fazer as contas” ou colocar tudo “preto no branco”. Por vezes, no mundo dos investimentos recorrer à sabedoria popular poderá ser vantajoso para clarificar ideias e ajudar na tomada de decisões. Por isso mesmo, mais do que apresentar as rendibilidades que estão a ser geradas pelos vários produtos de investimento e de poupança, o Saldo Positivo apresenta cinco simulações de investimento para um pé-de-meia de 5.000 euros para que os leitores possam ter uma noção concreta das mais-valias e dos euros gerados em cada aplicação. Saiba então quanto engordariam cinco mil euros se os aplicasse de cinco formas diferentes:

Quanto renderiam cinco mil euros se….

1. Investisse num depósito a prazo:

Segundo dados do Banco de Portugal, no final de agosto, a taxa média praticada para os novos depósitos era de apenas 2,03%. Contas feitas, significa que se investisse 5.000 euros, ao final de um ano, teria uma mais-valia de 101 euros. No entanto, não se esqueça que a este valor terá ainda de subtrair o imposto cobrado (no valor de 28%). Ou seja, o rendimento líquido apurado deste investimento ficaria apenas em 73 euros.

Há ainda que ter em atenção que nem todos os depósitos são iguais. É importante saber escolher o depósito mais interessante, uma vez que a oferta é muito vasta e com juros muito díspares, já que oscilam entre os 3,9% de TANB e os 0,1% de TANB para o prazo de um ano. Ao fim do ano, a escolha entre o melhor e o pior depósito poderá fazer uma diferença na sua carteira entre conseguir ter um rendimento líquido de 140 euros ou de 1,4 euros.

 

2. Se investisse num PPR sob a forma de seguro:

Um outro instrumento de poupança bastante popular entre os portugueses são os Planos de Poupança Reforma (PPR). Dentro desta categoria de produtos, os PPR sob a forma de seguro (com garantia de capital) são aqueles que têm maior expressão junto dos aforradores portugueses. A rendibilidade deste tipo de PPR é divulgada apenas uma vez por ano e é publicada no site do Instituto de Seguros de Portugal (ISP) aqui. As últimas rendibilidades disponíveis referem-se a 2012. Segundo dados do ISP, no ano passado os PPR sob a forma de seguro obtiveram uma taxa de rentabilidade bruta de 2,68%. Ou seja, se tivesse aplicado 5.000 euros no início de 2012 no final do ano teria uma mais-valia de 134 euros. Não se esqueça, no entanto, que se trata de uma taxa bruta.

À semelhança do que acontece com os depósitos, também aqui existe uma vasta oferta de PPR, com rentabilidades geradas muitos dispares. Segundo o ISP, no ano passado o melhor seguro PPR gerou uma rentabilidade de 11,01%, enquanto que o seguro PPR com pior performance obteve um desempenho negativo de -1,62%. Por isso, estude bem o mercado, coloque questões sobre o histórico de remunerações do PPR que tem em vista e informe-se das comissões que recaem sobre este produto.

 

3. Se aplicasse num PPR sob a forma de fundo investimento:

Uma outra solução alternativa aos PPR sob a forma de seguro, são os planos de poupança reforma sob a forma de fundo de investimento. Estes produtos não têm capital garantido e estão mais sujeitos às oscilações dos mercados. Como têm uma maior liberdade para investir em ações e em outros instrumentos, este tipo de PPR apresenta um potencial para gerar ganhos mais elevados face aos ganhos gerados pelos seguros PPR, que têm um perfil mais conservador. No entanto, não se esqueça que são mais arriscados. Segundo dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento Pensões e Património (APFIPP), os fundos PPR estão a render desde o início do ano e até ao final de setembro na ordem dos 2,35%. Analisando a performance média dos últimos 12 meses terminados em setembro, os valores são ainda mais positivos: 4,37%. Mas há quem tenha superado estes valores. O melhor fundo PPR, segundo dados da APFIPP, está a gerar ganhos a 12 meses superiores a 12%.

Desta forma, se tivesse investido há 12 meses num fundo PPR (a uma taxa média de rentabilidade de 4,37%) teria visto os seus cinco mil euros engordarem para um total de 5.218 euros.

 

4. Se investisse num fundo de ações portuguesas:

Analisando o desempenho da bolsa portuguesa no último ano, o saldo é positivo. Esse comportamento reflete-se também nos ganhos gerados pelos fundos de investimento que apostam nas ações portuguesas. Segundo dados da APFIPP estes fundos geraram nos últimos 12 meses uma rentabilidade de 23% (taxa líquida). Ou seja, cinco mil euros aplicados nesta classe de produtos financeiros teriam rendido em mais-valias 1.164 euros. Desta forma, o seu pé-de-meia teria engordado para os 6.164 euros. No entanto, é importante lembrar que ganhos passados não são garantia de rentabilidades futuras. Como tal, não é possível garantir que um investidor que agora aplique o seu dinheiro num fundo de ações nacionais venha a beneficiar dos mesmos rendimentos gerados nos últimos 12 meses. Como se trata de um investimento exposto a ações, as rentabilidades geradas poderão ser negativas ou positivas, consoante a oscilações do mercado acionista.

 

5. Se colocasse o dinheiro debaixo do colchão:

Se é avesso ao mundo financeiro e se o que prefere fazer é mesmo manter o seu dinheiro parado numa conta à ordem ou debaixo do colchão, saiba que esta não é uma opção muito rentável. Além de não ver o seu dinheiro crescer, verá também o real valor do seu dinheiro a cair, por via da inflação. Isto porque a subida dos preços dos bens e serviços vai corroendo o valor real do nosso dinheiro. Por exemplo, se hoje tiver 5.000 euros e colocá-los debaixo do colchão durante 15 anos, chegará ao fim desse tempo e os seus 5.000 euros valerão, em termos reais, 3.715 euros – isto se a taxa média de inflação anual durante este período for de 2%. Por isso mesmo, é importante saber escolher uma aplicação financeira (seja um depósito, um seguro de poupança ou um fundo de investimento) que garanta um rendimento acima da inflação.

 

Veja também os seguintes artigos:

Seis dicas de investimento para iniciantes

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Qual é a diferença entre um depósito e uma conta-poupança

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