Cinco meios de transporte mais ecológicos

Conheça cinco alternativas de transporte ao automóvel que podem ajudá-lo a poupar alguns euros, ao mesmo tempo que poupa também o ambiente.

mobilidade1Sabia que a pegada ecológica de Portugal é tão grande que, para mantermos o nosso estilo de vida seriam necessários recursos naturais equivalentes aos produzidos por mais de dois planetas e meio? As conclusões são do relatório Planeta Vivo 2014, elaborado pela WWF – organização internacional de defesa do ambiente – e posicionam Portugal na 27ª posição entre os 151 países do ‘ranking mundial’ com a maior pegada de carbono. O estudo revela que no País, tal como no resto da União Europeia, a pegada ecológica (medida da pressão humana sobre a natureza) é elevada e a biocapacidade (possibilidade de reposição de recursos) é reduzida.

As consequências podem ser devastadoras para o planeta a médio longo prazo. No entanto, já se fazem sentir. O estudo “The cost of air pollution: health impacts of road transport”, publicado em 2014 pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico – dá a conhecer a dimensão dos custos associados aos efeitos sobre a saúde causados pela poluição atmosférica.

Segundo a publicação, a poluição do ar mata cerca de 3,5 milhões de pessoas por ano em todo o mundo e tornou-se no fator ambiental que mais contribui para o aumento das mortes prematuras, à frente da falta de condições de salubridade e da carência de água potável. O mesmo estudo revela que em Portugal ocorreram 3.842 mortes prematuras em 2010 devido à poluição atmosférica, com um custo associado de 8,5 milhões de euros (9,6 milhões de dólares). Cerca de 50% dos custos estavam relacionados com a poluição atmosférica causada pelo transporte rodoviário. Leia o artigo: 10 Dicas para poupar… nos transportes

Contribuir para um planeta mais sustentável está ao alcance de todas as pessoas. Basta, para isso, tomar decisões conscientes no dia-a-dia, nomeadamente, no que diz respeito ao transporte. Conheça algumas alternativas ao automóvel.

 

1. Bicicleta

Quer seja por razões económicas ou preocupações ambientais, ir de bicicleta é uma prática muito adotada pelos portugueses nos últimos anos. De acordo com a Mubi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, a utilização da bicicleta no quotidiano pode ter benefícios para o ambiente, mas também trazer poupanças em muitos custos relacionados com a utilização diária do automóvel, nomeadamente, combustível, portagens, desgaste e reparações. Saiba mais aqui. Leia também o artigo: Seis formas de poupar sendo sustentável

 

2. Bicicleta elétrica

Para quem está em baixa forma física ou tem um percurso para o trabalho com muitas subidas, uma alternativa viável é a bicicleta elétrica. Assim poderá pedalar ou, se o percurso for mais difícil, ligar o motor elétrico. No entanto, é importante lembrar que estas bicicletas são mais caras do que as tradicionais e não conseguem emissões zero. Segundo um guia de compra da Deco Proteste, de 2013, “as [bicicletas] elétricas consomem alguma energia, o que as torna menos ecológicas do que as clássicas. Mas a energia consumida é muito reduzida face a outros veículos motorizados. É o meio de transporte mais próximo da mobilidade sustentável”. Se está interessado em comprar uma bicicleta com estas características saiba que é possível adquiri-la por preços a partir dos 400 euros. Leia o artigo: Como ganhar dinheiro com a reciclagem

 

3. Transportes públicos

Se utilizar os transportes públicos em vez do automóvel para a maior parte das deslocações que efetua diariamente, poderá sentir uma redução das emissões de dióxido de carbono na ordem dos 85% se for de comboio, de 80% se for de metro e de 60% caso opte pelo autocarro, de acordo com a calculadora da Pegada de Carbono da Caixa Geral de Depósitos. Faça as contas para conhecer a sua pegada de carbono e saber quanto poderá poupar.

 

4. ‘Carpooling’

Se não consegue mesmo deixar de se deslocar de carro durante a semana equacione o ‘carpooling’. Este conceito consiste em partilhar o automóvel, assim como as suas despesas, com alguém que faça o mesmo trajeto. Tanto pode ser aplicado em viagens ocasionais, como uma ida de Lisboa ao Porto, por exemplo, ou nas viagens do quotidiano do trabalho para casa e vice-versa. Pode começar por questionar na empresa onde trabalha se há alguém que viva na mesma zona, tenha os mesmos horários e não se importe de partilhar carro e despesas. Também pode recorrer a inúmeros ‘sites’ que existem, como o “bla bla bla” ou o “pendura.pt” Leia ainda o artigo:  ‘Carpooling’: Adira à moda das boleias e poupe dinheiro

 

5. ‘Carsharing’

Embora possa parecer semelhante ao ‘carpooling’, o conceito não é o mesmo. O ‘carsharing’ é um modelo alternativo de aluguer de veículos, em que o cliente aluga o veículo pelo número de horas utilizadas. Segundo a explicação do Citydrive, o ‘carsharing’ é um modelo de disponibilização de carros de curta duração em que só se paga o que anda. O cliente faz um contrato anual com a empresa e só paga o que utiliza. Todos os custos adicionais estão incluídos no preço final. “A cada momento, o utilizador terá à sua disposição automóveis espalhados pela cidade para serem alugados pelo tempo que desejar e terminar a viagem onde desejar”, explica a empresa no site. Saiba mais no site do Citydrive e Mobiag.

 

As vantagens de andar a pé

Para quem vive e trabalha na cidade andar a pé traz inúmeras vantagens. Funciona como um “dois em um”: faz exercício físico ao mesmo tempo que poupa o ambiente e a carteira. Mas os benefícios de andar a pé na cidade não ficam por aqui. Ao contrário do que muitos imaginam, ao andar a pé está a ganhar tempo, porque não fica horas preso no trânsito ou à espera do transporte público.

 

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