Cinco razões para fazer um PPR

Apesar da perda de benefícios fiscais, os PPR podem ser uma boa opção de investimento para a reforma. Saiba porquê neste artigo.


PPRA sigla PPR já não é segredo para a maioria dos portugueses. Os planos de poupança para a reforma são o mais conhecido instrumento financeiro com vista à construção de uma poupança vocacionada para a velhice. Os números do Instituto de Seguros de Portugal comprovam a popularidade destas aplicações financeiras: em 2011 existiam mais de 14 mil milhões de euros investidos em PPR em Portugal. O valor, entretanto, diminuiu devido à queda de rendimento disponível das famílias mas, sobretudo, por causa do corte dos benefícios fiscais associados às entregas nestes planos. No entanto, e apesar de terem perdido uma parte substancial das vantagens fiscais, os PPR continuam a ser uma opção interessante para quem quer preparar uma velhice confortável. Se ainda não fez um PPR, o Saldo Positivo dá-lhe a conhecer cinco razões para o fazer já.

 

1. Precisa de assegurar uma velhice confortável

As alterações legislativas que têm vindo a ser implementadas desde 2007 tornam evidente que os consumidores não podem apenas confiar na pensão que será paga pela Segurança Social para garantir na velhice o mesmo nível de vida que tinham durante a sua idade ativa. Além das mudanças da fórmula de cálculo das pensões e da introdução do fator de sustentabilidade, os portugueses terão ainda de contar a partir do próximo ano com um conjunto de novas medidas que vão penalizar ainda mais a vida dos pensionistas portugueses. A partir do próximo ano a idade da reforma aumentará para os 66 anos. Já os reformados que recebem as pensões através da Caixa Geral de Aposentações vão levar um corte médio no valor das suas pensões na ordem dos 10%. Além destas más notícias há ainda outras que também vão penalizar os rendimentos de quem tem mais de 65 anos: As pensões de sobrevivência também sofrerão cortes em determinadas situações e quem tem pensões no montante acima dos 1.350 euros terá de pagar a contribuição extraordinária de solidariedade – à semelhança do que aconteceu já este ano. Leia aqui todas as mudanças que vão afetar a vida dos pensionistas em 2014.

Todas estas notícias fazem antever cada vez mais a urgência de cada português em começar a construir um complemento de poupança para garantir uma velhice confortável. E neste cenário, o investimento numa aplicação financeira vocacionada para a poupança de longo prazo (seja num PPR, nos Certificados de Reforma, em ‘unit linked’s’, ou numa carteira de fundos de investimento) é mais do que oportuno.

 

2. Os PPR não são todos iguais: irá encontrar no mercado um mais adequado ao seu perfil

Existem dezenas de Planos Poupança Reforma disponíveis nos bancos, seguradoras, ou sociedades gestoras em Portugal. E não são todos iguais. Isto significa que poderá escolher o produto financeiro que mais se adequa ao seu perfil do investimento. Se, por exemplo, for um investidor com um perfil conservador, avesso ao risco, então poderá optar por um PPR sob a forma de seguro. Este tipo de PPR caracteriza-se pelo facto de garantirem o capital investido. Além disso, a grande maioria prevê ainda uma taxa mínima de rentabilidade anual. No entanto, e tal como uma moeda tem duas faces, também o investimento neste tipo de aplicações tem um reverso: as rendibilidades geradas tendem a ser mais tímidas. É este o preço da segurança do seu dinheiro.

Já se tiver um perfil de investidor um pouco mais agressivo, se prefere investir em aplicações financeiras com potencial para gerar retornos mais elevados, também existem no mercado PPR mais adequados ao seu caso. São os PPR sob a forma de fundo de investimento. Estes produtos podem ter uma exposição da carteira às ações até 5% (no caso dos fundos PPR da categoria A), até 15% (no caso dos fundos PPR da categoria B), até 35% (categoria C) ou mesmo superior a 35% (categoria D). Pela sua natureza estes PPR não garantem o capital investido. Além disso, devido às suas políticas de investimento estão mais expostos às oscilações dos mercados. Quer isto dizer que nas épocas em que as ações e obrigações têm um bom desempenho, estes PPR apresentam valorizações atrativas. Mas em alturas de crise, estes produtos financeiros podem ter desempenhos negativos.

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