Como os casais devem gerir o seu dinheiro

Saiba como devem os casais fazer uma boa gestão financeira, de forma a evitar discussões.

casais-carrosselQuando um casal divide o mesmo teto existe uma série de condicionantes que podem levar ao aumento das discussões. Entre elas está a gestão do dinheiro e forma como cada um utiliza o seu ordenado ao fim do mês. A utilização de dois ordenados faz com que a riqueza dos casais aumente. Mas também pode ser um foco de discussões. Não havendo um hábito prévio de gerir as contas e de pensar na concretização de objetivos futuros, como viagens ou a compra de uma casa ou de um carro, torna-se mais difícil para o casal comunicar sobre dinheiro. Assim, o Saldo Positivo dá-lhe alguns conselhos que pode utilizar para implementar na sua vida e na do seu parceiro.

 

Aprenda a conversar sobre dinheiro

De forma a existir um planeamento financeiro em comum, o mais sensato é conversarem os dois sobre as contas. Não deixe que assuntos importantes cheguem a discussões, uma vez que isso só piora a vida do casal. Defina um dia por semana ou por mês para falar sobre este tema e sobre outras questões práticas da vida do casal e, assim, terá mais dificuldade em adiar a conversa sobre as suas finanças em comum.

 

Faça um orçamento

Fazer um orçamento parece uma solução simples, mas para isso é necessário que se conheça com clareza todas as despesas do casal. Nem todos os casais se regem pela regra de que “o que é meu, é nosso”, o que pode revelar-se um problema na hora de fazer um orçamento e ser mesmo a causa de algumas discussões. Partilhar as contas faz com que ambos os elementos do casal tenham conhecimento para onde vai o dinheiro e o que podem poupar ao fim do mês.

 

Trace um plano de futuro

Para que iniciem uma poupança entre os dois, definam um objetivo para o dinheiro poupado. Seja para comprar um carro, fazer as férias de sonho ou até ter um filho, uma poupança serve sempre como uma rede de segurança no caso de algum imprevisto. Aprenda a fingir que o dinheiro poupado não existe, para que no caso de uma emergência financeira, o orçamento familiar não seja demasiado pequeno para as suas despesas.

 

Decida como se dividem as contas

É normal no nosso País existirem algumas disparidades de ordenado entre um casal, até porque as qualificações ou o tipo de trabalho pode ser diferente entre os dois. Assim, é preferível que quem ganhe mais dispense uma parcela maior do seu salário para pagar as despesas da casa. A divisão de despesas face ao salário de cada um é uma decisão ponderada e justa e muito praticada por vários casais.

 

Vale a pena iniciarem uma conta conjunta?

A criação de uma conta conjunta – onde são colocados os rendimentos dos dois membros do casal e de onde são pagas todas as despesas – pode ser uma boa aposta. No entanto, como este método é muito transparente, não se esqueça que vai dar a conhecer todos os seus gastos à sua cara-metade. O modelo mais comum entre os casais é ter uma conta conjunta, mas mantendo a independência através de uma conta bancária própria e individual. Desta forma, ambos os membros do casal continuam a ter alguma autonomia financeira para os seus gastos pessoais, sem descurar dos encargos que a vida em comum apresenta.

 

Perceba como o seu parceiro funciona com o dinheiro

A sua cara-metade pode ter uma maneira diferente da sua de gerir o dinheiro, o que deriva de vários fatores, entre eles, a própria educação que teve durante a infância e adolescência. Gastar muito dinheiro ao longo do mês ou tentar poupar o máximo que se consegue podem levar a problemas entre o casal. Não tente mudar a sua cara-metade na forma como ela lida com o dinheiro, uma vez que isso só irá aumentar os problemas entre os dois. Em vez disso, faça acordos e combine quais os limites específicos de despesas para gastos e investimentos.

 

Envolva os seus filhos

Se já tem filhos, dê-lhes a conhecer desde cedo quais as despesas e quais as poupanças que existem e como funciona o orçamento familiar. Tente chegar a acordo com o seu parceiro sobre qual a melhor forma de educar o seu filho financeiramente, para que ele percebe qual a melhor forma de utilizar no futuro os seus rendimentos.

 

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