Como lidar com o stress financeiro provocado pela crise

Oito conselhos que podem ajudá-lo a lidar melhor com os efeitos da crise económica.

stressartigoA palavra “crise” está nas bocas do mundo e entrou como um furacão em muitas casas portuguesas. Com ela veio o desemprego galopante e o agravamento do problema do sobreendividamento, causando um grande stress financeiro nas famílias.

Às dificuldades financeiras junta-se a incerteza sobre o futuro: o medo de perder o trabalho ou os investimentos realizados, a possibilidade de ter os salários reduzidos ou congelados enquanto o custo de vida continua a aumentar ou a maior pressão no emprego com alterações de horário e sobrecarga de responsabilidades. São motivos mais do que suficientes para que as famílias estejam sob um stress financeiro que, em casos mais graves, pode conduzir a sentimentos de ansiedade, desalento, impotência, vazio e solidão.

Os números não deixam margem para dúvidas sobre a gravidade da situação que muitas famílias enfrentam. Entre Janeiro e Junho de 2013, foram 17.380 as pessoas que pediram ajuda ao gabinete de apoio ao sobreendividado da Deco, mais 10% do que nos primeiros seis meses do ano anterior e mais 60% do que no mesmo período de 2011.

Em declarações ao Saldo Positivo,uma especialista em lidar com casos de pessoas sobreendividadas confirma que é confrontada com estes casos todos os dias e diz que é frequente as famílias acusarem um grande desgaste físico e emocional, que muitas vezes não dispensa um acompanhamento psicológico.

Como se a impossibilidade de fazer face às suas necessidades e às dos que dependem de si não bastasse, muitas vezes as famílias confrontam-se com o assédio das empresas de recuperação de créditos. “Recebemos denúncias de pessoas que estão constantemente a receber telefonemas no local de trabalho, alguns cobradores chegam mesmo a contar a situação aos superiores hierárquicos e aos vizinhos, fazem contactos pessoais e intimidatórios”, adianta a mesma técnica.

Sob pressão, as relações familiares acabam muitas vezes por se desagregar. São vários os casos de separação nestas situações e a mesma especialista refere que muitos divórcios só não se consumam porque os elementos do casal não têm meios financeiros para sustentar uma segunda casa, acabando “por partilhar a morada ainda que com vidas separadas”.

Nestes casos, agir rapidamente é fundamental. Saiba como:

 

1. Reaja desde logo

Muitas vezes por falta de literacia financeira ou por vergonha, as situações acabam por se arrastar e agravar. Não negue o problema, quando começar a não cumprir as suas obrigações e o pagamento de créditos, mesmo que pequenos, algo não está bem.

 

2. Apoie-se nos seus amigos e familiares

Perante as dificuldades financeiras, as pessoas tendem a isolar-se, mas lembre-se que é muito importante contar com os que lhe são mais próximos, a começar pela família.

 

3. Não esconda as dificuldades aos mais novos

As dificuldades financeiras atingem todo o agregado familiar e a tendência para esconder a verdadeira situação aos filhos é sempre uma má prática. Os mais novos acabam por se aperceber das dificuldades, portanto, o melhor é conversar com eles de forma simples e adequada à idade de cada um, explique-lhe que não há culpados pela situação e que há outras famílias em condições semelhantes. Envolva-os tornando-os agentes ativos: explique como podem poupar água e energia, depois partilhe com eles o resultado dessa mudança de comportamento; permita que eles participem na discussão do orçamento familiar, percebendo o que são gastos essenciais e compreendam a extravagância de algumas das suas exigências; leve-os às compras e desafie-os a encontrarem os produtos mais baratos no supermercado.

Continue a ler este artigo na página seguinte

Continue a ler o artigo nas páginas seguintes: 1 2 | Ver artigo Completo

Deixe um comentário

A Caixa de Comentários é moderada. O Saldo Positivo reserva-se o direito de não publicar os comentários que possam ser considerados ofensivos.

PUB