Como organizar o orçamento quando tem pouco dinheiro

Se está com problemas de dinheiro é possível que não tenha um orçamento concebido para os rendimentos. Saiba como reorganizar as contas.

orçamentoOrganizar o orçamento familiar quando a balança está desequilibrada não é fácil. Se está com problemas de dinheiro é possível que não tenha um plano de gastos concebido para os seus rendimentos atuais. Um orçamento inteligente evita que fique financeiramente desamparado a meio do mês e previne o sobre-endividamento.

No entanto, se já está com dificuldades em fazer face às despesas mensais mas quer colocar as suas contas no caminho certo, é preciso comprometer-se, o que leva algum tempo. Conheça cinco conselhos para organizar as finanças quando está sem dinheiro.

 

1. Orçamento: Evite o desastre financeiro no seu orçamento

Esconder a cabeça na areia para não ver o real estado das suas finanças é a pior alternativa. Se está prestes a deixar de conseguir fazer face às responsabilidades com o crédito, tem dívidas acumuladas às Finanças ou Segurança Social ou já não paga as despesas fixas mensais há algum tempo, entre em contacto com as instituições credoras e peça ajuda adequada ao seu caso antes que seja tarde demais e possa ser alvo de penhoras.

Se o problema são dívidas ao banco, pode entrar em contacto com a instituição bancária e pedir a renegociação das condições de pagamento da dívida, como um período de carência, o alargamento do prazo de pagamento ou pedir uma alteração da taxa de juro aplicada. Quando for ao banco pedir novas condições deverá expor a sua situação para que possam encontrar uma solução. Faça uma avaliação dos custos inerentes à renegociação do crédito, nomeadamente se se tratar de um crédito pessoal, pois nestes casos o banco pode cobrar uma comissão, ao contrário do que acontece no crédito à habitação. Se não estiver em condições para negociar, peça ajuda a especialistas no assunto, como o Gabinete de Apoio ao Sobre endividado (GAS), da Deco.

Nos restantes casos – dívidas às Finanças, Segurança Social ou contas mensais em atraso – entre em contacto com as empresas/instituições e peça um plano de pagamento faseado.

 

2. Priorize as contas

Analise as suas contas mensais e estabeleça o que deve ser pago em primeiro lugar e depois faça um esquema de pagamento. É importante que nunca fique sem dinheiro para as despesas mais básicas, como alimentação, a renda ou o crédito à habitação. No entanto, se alguma conta ficar para pagar mais tarde, contacte a companhia a explicar a situação para estabelecer um plano de pagamento. Seja honesto.

 

3. Cortar nas despesas “extra”

É altura de estabelecer as diferenças entre as necessidades e desejos. Se tem de priorizar as contas fixas, há pouca margem para despesas extra. Para conseguir contornar esta limitação poderá, por exemplo, aderir às lojas de trocas. Estas lojas podem ajudá-lo a obter os artigos que necessita sem ter de gastar dinheiro. No que diz respeito a entretenimento, procure formas ‘low cost’ ou gratuitas de entreter a família, como um piquenique no parque, por exemplo.

No que diz respeito à conta de telemóvel, procure um tarifário básico sem internet e com chamadas gratuitas para os números para os quais costuma ligar mais frequentemente telemóvel, de forma a ter menos uma despesa fixa mensal.

 

4. Obtenha rendimentos extra

Se o orçamento familiar está desequilibrado, ou seja, tem mais despesas do que rendimentos, é necessário inverter esta tendência. Se já cortou nas despesas extra, reduziu as despesas mensais fixas ao máximo e mesmo assim o resultado não é o mais satisfatório, pondere arranjar um segundo trabalho em part-time ou então transformar os seus hobbies em formas de fazer dinheiro.

 

5. Adote um estilo de vida mais frugal

Ser frugal não significa que tenha de deixar de fazer aquilo que gosta por questões financeiras. Antes pelo contrário: É ser feliz a fazer o que gosta sem gastar muito dinheiro. Não é preciso comprar um livro para a apreciá-lo, pode pedi-lo emprestado ou ir à biblioteca para pôr a leitura em dia. A filosofia adotada pelos adeptos da vida frugal pode ser canalizada para vários aspetos da vida: Será possível viver numa casa mais barata? Terá mesmo de levar o carro para o trabalho todos os dias? Tem mesmo de ter o melhor telemóvel do mercado para ser feliz?

 

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