Como preparar a sua carteira para a retoma económica

Saiba quais são os investimentos que mais beneficiam de uma recuperação da economia portuguesa e da Zona Euro.

retoma económicaQuinta-feira, dia 7 de novembro: O INE anuncia que a taxa de desemprego em Portugal caiu dos 16,4% para os 15,6% no terceiro trimestre, surpreendendo os economistas. Um dia antes, o PSI 20, o índice de referência da bolsa portuguesa, tinha batido o nível mais elevado dos últimos dois anos. Na segunda-feira, dia 11 de novembro, são publicados novos dados positivos: as exportações portuguesas voltaram a crescer no terceiro trimestre, avançando 5,8%. A esta boa notícia somar-se-ia uma outra: na quinta-feira, dia 14, o INE revela que a economia portuguesa cresceu 0,2% no terceiro trimestre de 2013 – sendo o segundo trimestre consecutivo em que o PIB português registou um crescimento. Este feito permitiu tirar oficialmente Portugal da recessão técnica.

No espaço de uma semana, e com o País mergulhado num clima de crise e austeridade, a divulgação de alguns dados económicos e financeiros indicia uma ténue mudança de ciclo económico. A retoma económica não parece ser mais uma miragem. Mas terá ela força suficiente para tirar o País da austeridade? E deverão os investidores começar a fazer ajustamentos nos seus portfólios para melhor aproveitarem a mudança de ciclo económico em Portugal e na Zona Euro? Para responder a estas questões o Saldo Positivo falou com dois especialistas em gestão de ativos.

 

Otimismo sim… mas com alguma cautela

Para o administrador de uma sociedade gestora de ativos portuguesa os números do crescimento do PIB divulgados na última quinta-feira “vêm confirmar que os dados que já tinham sido divulgados no segundo trimestre (dando conta de uma recuperação da atividade económica) não eram uma miragem mas são um sinal mais claro de inversão do ciclo económico”. Para o especialista este poderá ser um momento de viragem sobre a visão de investimento que existia até agora sobre a Zona Euro.

Se nos últimos três anos os investidores fugiram dos ativos da Zona Euro “como o diabo da cruz”, devido à crise da dívida instalada nos países periféricos, agora o cenário poderá ser o oposto. “Muitas empresas da Zona Euro vão beneficiar deste movimento de inversão do ciclo económico, principalmente aquelas que estão expostas à retoma do consumo e do investimento da Alemanha”, explica. Da mesma forma, o especialista em gestão de ativos está otimista para as bolsas dos países periféricos.

Apesar da boa notícia, o otimismo deverá ser olhado ainda com alguma prudência. 2014 será um ano muito difícil, vai exigir um grande processo de ajustamento para garantir o cumprimento das metas da Troika, haverá mais austeridade, e todos estes fatores poderão ter um efeito de travão aos sinais positivos que a economia começou a dar.

Igual opinião tem outro especialista contactado pelo Saldo Positivo que faz parte da direção de investimentos de um banco online. “Os números do segundo trimestre mostravam um crescimento mais expressivo do que os do terceiro trimestre. É preciso lembrar que estamos a falar de um crescimento neste último trimestre de apenas 0,2%. É um bom sinal que reflete uma melhoria da confiança que já se vem sentido no dia-a-dia, mas é ainda um sinal ténue e que merece ser analisado com alguma prudência”.

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