Conheça o novo apoio aos sobre-endividados

Se tem dívidas a mais e não sabe como sair dessa situação, agora existe um novo organismo que o pode ajudar. Conheça-o.

sobre-endividados

A partir de agora existe uma outra porta onde as famílias sobre-endividadas podem bater: o SOS Famílias Endividadas, uma iniciativa que nasceu da união entre a Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF) e o Centro de Apoio ao Endividado (CAE). O objetivo deste organismo é dar uma resposta célere e eficaz na resolução de problemas de endividamento.

A necessidade de criar o SOS Famílias Endividadas surgiu após inúmeros contactos à CNAF por parte dos seus associados com excesso de dívidas. “Não tendo uma resposta eficaz para dar, a CNAF entrou em contacto connosco (CAE) para revermos estas situações”, explicou Hélder Mendes, fundador e consultor financeiro da SOS Famílias Endividadas, ao Saldo Positivo.

Diz o especialista que por norma o português adia a resolução do problema até à última, até a solução já ser difícil. “Quando nos contactam já estão numa situação limite, de fazer créditos para pagar créditos e o seu rendimento não chega para a subsistência do agregado, quanto mais para suportar os encargos financeiros”, explica. Esta é a situação mais comum, no entanto, a crise económica trouxe um novo surto de casos de endividamento, motivado principalmente pelo desemprego.

 

Como se processa?

“Quando nos contactam fazemos uma análise e é proposta uma solução: ou a reestruturação ou a insolvência. Todos os processos são tratados por via judicial, pois não existe tanta flexibilidade à negociação amigável”. A partir deste momento, passa a existir uma negociação a três partes: os mandatários do sobre endividado, os mandatários do credor e o tribunal. Para além disso, “a partir do momento em que o processo vai para tribunal, os credores deixam de poder entrar em contacto com as pessoas e isso traz-lhes tranquilidade”, explica Hélder Mendes.

 

Evolução do número de sobre-endividados em Portugal

A crise levou ao aumento do número de pessoas em dificuldades financeiras. O Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da DECO registou no ano passado mais de 29 mil pedidos de ajuda, o que representa um aumento de 26% face ao ano anterior. No entanto, quando contabilizado os números de processos efetivamente abertos pela associação, os dados são bem mais reduzidos: apenas 4.034 processos (o que representa uma descida de quase 25% face aos números de 2012).O desemprego continua a ser a principal causa para o sobre-endividamento, seguido dos cortes salariais e da doença.

 

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