Os conselhos de poupança de quatro figuras públicas

O Saldo Positivo falou com quatro figuras públicas para saber quais são os seus rituais de poupança e de gestão de orçamento familiar.

 

Simão Morgado: “Sempre fui educado no sentido de gerir o meu dinheiro de forma racional”

Simão1Tal como a chef Justa Nobre existe um item que o nadador olímpico Simão Morgado não dispensa, nem corta, mesmo apesar da crise: a comida. Ao Saldo Positivo, o recordista nacional dos 50 metros e dos 100 metros mariposa, explicou como se relaciona com o dinheiro e com a poupança e revelou quais são os seus hábitos de consumo que não abdica. “Não abdico de uma alimentação equilibrada. É impossível abdicar do combustível para a logística do dia-a-dia e não abdico de todas as necessidades e de alguns mimos para a minha filha”. Fora isso, o atleta Simão Morgado considera-se uma pessoa controlada na gestão do seu orçamento. “Sempre fui educado no sentido de gerir o meu dinheiro de forma racional, não gastar mais que tinha e evitar o uso dos cartões de crédito. Felizmente, que a crise não veio alterar muito a minha vida, nem das pessoas que me são próximas, portanto continuei da mesma forma, a controlar cuidadosamente os meus gastos”, afiança.

Esta gestão criteriosa das entradas e saídas de dinheiro tornou-se um trunfo precioso desde que o nadador decidiu saltar das piscinas para mergulhar nas ondas do empreendedorismo: Simão Morgado é sócio e gestor da Scullings, uma empresa que tem como foco principal a criação de fatos de banho personalizados. Sobre as dicas de poupança que costuma aplicar, o antigo atleta olímpico revela alguns dos seus rituais. “Tenho especial atenção aos consumos de eletricidade, quer em casa, quer na minha empresa, onde temos máquinas de alto consumo energético, que obrigam a um controlo rigoroso de utilização. Costumo efetuar compras em grandes superfícies adquirindo alguns produtos de marca branca com boa qualidade. E no final do mês procuro sempre pôr de parte uma quantia numa conta a prazo”.

Este hábito, de reservar algum dinheiro para uma poupança, tem sido, aliás, copiado por muitos portugueses. Olhando para os números do INE sobre a taxa de poupança das famílias portuguesas é possível verificar que as famílias estão a fazer um esforço para canalizar o dinheiro que antes era alocado para o consumo. Resultado: entre o segundo trimestre de 2008 e o segundo trimestre de 2014, a taxa de poupanças das famílias duplicou.

 

Herman José: “Não poupo. Trabalho é mais”

Para o apresentador de televisão e uma das maiores referências do panorama humorístico em Portugal, Herman José, o verbo “poupar” é difícil de conjugar. Apreciador das boas coisas da vida, o humorista confessou ao Saldo Positivo que mantém o mesmo estilo de vida que tinha antes da crise. “As minhas crises começaram todas antes da crise, porque sofri um desfalque de 1 milhão e 200 mil euros. Por isso, a minha vida ultimamente é pagar dívidas”.

Perante esta situação, e com o peso das dívidas a crescer, o apresentador tinha apenas duas hipóteses: Ou cortava nas suas despesas pessoais, abdicando de alguns consumos, ou então tinha de aumentar as suas fontes de rendimento. Herman José escolheu a segunda opção. “Aquilo que eu faço é o seguinte: Ganho dinheiro, pago tudo o que tenho de pagar e depois mantenho um nível de vida ótimo para me compensar de ter tido este azar. Não poupo, porque se não dava em doido. Não sofro duas vezes”, afiança ao Saldo Positivo. E adianta: “Prefiro trabalhar mais – e felizmente tenho tido imenso trabalho, com espetáculos – e não abdicar. Porque para mim a vida deixava de fazer sentido”.

 

E lá fora?

Fora de Portugal são muitos os exemplos de figuras públicas que se destacam pelos seus hábitos frugais no seu dia-a-dia. O terceiro homem mais rico do mundo, o mega-investidor Warren Buffett, continua a viver na mesma casa há mais de de 50 anos. E apesar de ser dono de uma fortuna avaliada em mais de 68 mil milhões de dólares, elege como a refeição preferida um simples hambúrguer com queijo. Já o fundador do IKEA, por exemplo, só viaja em classe económica e privilegia ficar em alojamentos mais económicos:quando visitou Lisboa ficou alojado numa pensão. Os exemplos continuam até às “mais altas instâncias”: a primeira-dama dos EUA usa em algumas ocasiões roupa de pronto-a-vestir que é possível encontrar nas lojas de retalho mais comuns, como é o caso da H&M.

 

 

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