Consultório: Os meus investimentos estão seguros?

Veja qual é o risco que corre nos seus investimentos e quais os mecanismos de proteção aos investidores e aforradores que existem.

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Os meus investimentos estão seguros?

A segurança do dinheiro e das poupanças é uma das questões que tem estado mais presente na cabeça dos aforradores e dos investidores portugueses nos últimos anos. A turbulência vivida no setor financeiro levou os clientes bancários a preocuparem-se cada vez mais com o nível de risco associado aos seus produtos financeiros. E embora não existam produtos de poupança e investimento 100% seguros e à prova de qualquer risco, a verdade é que existem algumas aplicações que são mais seguras do que outras.

No ‘ranking’ dos instrumentos financeiros mais seguros estão os certificados de aforro ou os certificados do tesouro Poupança Mais (ambos são instrumentos de capital garantido pelo Estado) e os depósitos (que também beneficiam da garantia de capital dada pela instituição financeira que recebe os depósitos). Além disso, estas tradicionais aplicações financeiras beneficiam ainda da proteção dada pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FDG). Este mecanismo garante o reembolso dos depósitos constituídos junto das instituições de crédito, na eventualidade destes se tornarem indisponíveis. Mas com limites: O FDG garante o reembolso até ao limite máximo de 100 mil euros por titular e por instituição. Sendo que estão abrangidos por esta garantia “quaisquer depósitos, independentemente da sua modalidade, nomeadamente, depósitos à ordem, com pré-aviso, a prazo, a prazo não mobilizáveis antecipadamente, em regime especial, poupança-habitação, de emigrantes, poupança-reformados, poupança-condomínio, outros depósitos de poupança, depósitos representados por certificados de depósito e depósitos obrigatórios”, pode ler-se no site do Fundo de Garantia de Depósitos.

 

Para conhecer com detalhe qual é o nível de risco a que as suas poupanças estão expostas consulte o guia do Saldo Positivo “O termómetro do risco dos seus investimentos”

 

Para os restantes produtos financeiros, o único mecanismo de proteção aos investidores que existe é o Sistema de Indemnização dos Investidores, que se encontra sobre a alçada da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Este mecanismo “foi criado para proteger os investidores, caso uma entidade participante não tenha capacidade financeira para reembolsar ou restituir o dinheiro ou os instrumentos financeiros que lhes pertençam”, explica a CMVM no seu site. Se o SII for acionado será paga uma indemnização aos investidores no limite máximo de 25 mil euros por investidor, independentemente, do número de contas em que este seja titular. Estão abrangidos pelo SII os instrumentos financeiros que constam na secção C do Anexo I da diretiva 2004/39/CE, que incluem ações, obrigações, títulos de participação, unidades de participação em fundos de investimento, papel comercial, bilhetes do tesouro, CFD, entre outros. Veja aqui, com mais detalhe, as situações em que o SII pode ser acionado.

 

Tenha cuidado a quem entrega o seu dinheiro

Periodicamente o Banco de Portugal e a CMVM publicam avisos dando conta das instituições que estão a operar no setor financeiro sem terem a devida autorização dos reguladores e alertam os investidores/clientes bancários para o facto de estas entidades estarem a operar fora da lei. Poderá consultar a lista das entidades não autorizadas pelo Banco de Portugal a receber depósitos aqui.  E nesta área do site da CMVM poderá ter acesso aos alertas sobre as entidades que estão a exercer a intermediação financeira sem a autorização do regulador do mercado de capitais.

 

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