Contas bancárias para cada fase da sua vida

Abrir uma conta num banco é essencial para o seu a dia-a-dia. Conheça as contas bancárias disponíveis ao longo da sua vida pessoal e profissional.

contasbancariasartigoAo longo da nossa vida vamos mudando e as nossas necessidades enquanto consumidores alteram-se. Essa realidade é também visível no plano financeiro.

Do nascimento à reforma, conheça as principais contas bancárias que os bancos oferecem para cada fase da vida dos seus clientes.

 

Dos 0 aos 14 anos: Primeira Conta

É considerada a primeira conta da vida. Pode ser aberta pelos pais, representantes legais ou tutores mas o menor é sempre o primeiro titular. Normalmente funciona para clientes com idades compreendidas entre os 0 aos 14 anos. Os valores mínimos para abertura variam de banco para banco, podendo começar dos 40 aos 100 euros. Aproveite as datas festivas como aniversários, batizados ou datas importantes em que as crianças recebem dinheiro dos avós, tios ou amigos e coloque de imediato o dinheiro na conta do seu filho.

 

– Comece a incentivar o seu filho desde pequeno a poupar. Explique como é importante e apresente as vantagens de ter dinheiro disponível para mais tarde.

– Ofereça-lhe um mealheiro. Pode colocar lá o dinheiro que recebe de semanada ou mesada ou de datas especiais.

 

 

Dos 15 aos 25 anos: Conta Jovem

Ajudar no pagamento dos estudos, viagens ou na compra de um carro podem ser alguns dos motivos para abrir uma conta jovem. Esta é uma forma dos adolescentes pouparem dinheiro para quando atingirem a maioridade. Existem várias ofertas bancárias para multiplicar as poupanças dos jovens nos principais bancos portugueses.

Este tipo de conta não tem despesas de manutenção e, normalmente, não obriga a um saldo mínimo obrigatório. Oferece ainda opções de cartão pré-pago que pode ser utilizado para fazer pagamentos, levantar dinheiro, carregar o telemóvel ou comprar bilhetes de cinema. É ainda possível aceder aos movimentos da conta através da internet ou da aplicação do banco.

 

Se considerar que estas contas não são o produto financeiro mais adequado para fazer crescer o dinheiro dos seus filhos poderá optar por constituir outro tipo de poupanças para o mesmo objetivo. Ex: constituição de depósitos a prazo ou o investimento num fundo misto, como sugerem os especialistas da Proteste Investe.

 

 

Dos 18 aos 65 anos : Conta Ordenado

A conta ordenado é uma conta de depósito que pressupõe a transferência do ordenado todos os meses pela entidade patronal para esta conta. Tem habitualmente associada uma linha de crédito automática, com ‘plafond’ igual a uma parte ou à totalidade do ordenado domiciliado. Este valor está disponível para ser utilizado de imediato, caso haja uma situação inesperada. A conta-ordenado está, na maioria dos casos, isenta de comissão de manutenção. Há instituições financeiras que oferecem também as anuidades dos cartões de débito ou mesmo emissão de um determinado número de cheques para quem tem este tipo de conta.

 

– Permite usar o ‘plafond’ de uma forma imediata para situações de emergência e que não tenha dinheiro na conta disponível.

– Dá a possibilidade aos clientes de subscreverem alguns produtos sem custos ou com condições especiais.

 

 

Quando casa ou passa a viver em união de facto: Conta bancária solidária

Se está a pensar partilhar a sua vida com alguém, por exemplo, casar, comprar casa em conjunto com o seu/sua companheiro(a), pense em abrir uma “conta solidária ou colectiva” para fazer a gestão do dia-a-dia. Uma conta solidária permite que mais que um titular consiga geri-la e pode ser movimentada por qualquer dos seus titulares isoladamente. Há diversas opções nos bancos para contas conjuntas, quer sejam contas à ordem, quer na vertente ordenado ou de poupança.

Existe ainda a opção de conta coletiva conjunta que só pode ser movimentada mediante as assinaturas de todos os seus titulares ou a conta coletiva mista que oferece diferentes possibilidades de movimentação, dependendo do que os titulares acordarem com o banco, segundo explica do Banco de Portugal.

 

-Ao fazer a gestão a partir de uma conta em que são creditados os rendimentos e debitadas as despesas de ambos os titulares, consegue fazer um controlo mais eficaz do seu orçamento.

– Ao cruzar as receitas e as despesas numa só conta conseguirá apurar, no final de cada mês, se há saldo excedentário disponível, para fazer face a despesas adicionais ou para constituir/reforçar a poupança.

-Alguns bancos disponibilizam uma ferramenta de gestão do orçamento das famílias que classifica e organiza automaticamente os movimentos das contas e cartões dos clientes, facilitando o controlo das despesas e receitas.

 

 

Para quem quer poupar para a reforma: Planos Poupança-Reforma

O PPR funciona de forma simples. O investidor tem de entregar uma determinada quantia, todos os meses ou não, a uma companhia seguradora ou a uma sociedade gestora de fundos de pensões ou de fundos de investimento mobiliário. São estas entidades que vão gerir o PPR. O montante mínimo para a subscrição é, normalmente, de 500 euros, regra geral.Os montantes entregues são investidos de acordo com determinadas regras. No reembolso, o subscritor receberá as quantias acumuladas (soma das entregas), mais o rendimento originado pelos investimentos efetuados pela entidade que geriu o dinheiro.

 

O facto de os PPR terem benefícios fiscais incentiva os investidores a apostarem nestas aplicações. Este ano, e devido à entrada em vigor da reforma do IRS, o limite máximo de 100 euros que os contribuintes poderiam usufruir com os benefícios fiscais caiu. Isto significa que este ano, quem tem um PPR pode deduzir no IRS 20% das entregas feitas nestas aplicações e ter acesso a um benefício máximo de 400 euros (no caso do investidor ter menos de 35 anos); 350 euros (para quem tem entre 35 e os 50 anos) ou 300 euros (para quem tem mais de 50 anos).

 

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