Crédito, Leasing ou ALD: Como financiar a compra de um carro?

As vendas de automóveis estão a subir. Veja quais são as modalidades financiamento que existem para a compra de uma viatura.

carro artigoSão cada vez mais os portugueses que estão a comprar um automóvel novo. Os números da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), relativos a agosto deste ano, mostram que a venda de carros novos nesse mês aumentou 24% face aos números registados no mesmo período do ano passado. Os dados sobre a concessão de crédito ao consumo, divulgados pelo Banco de Portugal também confirmam a mesma tendência. Em julho (os últimos dados disponíveis) indicam que o número de novos contratos de crédito para a compra de automóveis novos disparou 40%, face aos registados em julho do ano passado.

A melhoria da confiança dos consumidores está assim a levar muitas pessoas a equacionar a possibilidade de trocarem de carro, seja ele novo ou usado. No entanto, esta não é uma compra que se faça de ânimo leve. Logo a seguir à compra de uma casa, o automóvel aparece no topo da lista das compras mais caras que uma família faz ao longo da sua vida. E como em muitos casos, os consumidores não têm disponível o dinheiro necessário para comprar a viatura a “pronto pagamento”, a solução passa por recorrer a um financiamento.

Atualmente existem diversas formas de financiar a compra de um automóvel. Conheça-as e veja qual aquela que melhor se adapta ao seu perfil e às suas necessidades.

 

1. Crédito automóvel

Esta é a forma mais clássica e comum de comprar um carro com recurso a financiamento. O crédito pode ser contratado junto dos bancos mas também através das concessionárias de automóveis. Se já tem o modelo do carro escolhido, compare a oferta de financiamento proposta pela concessionária com as condições que o seu banco lhe oferece para ver em que entidade o crédito fica mais barato. Não se esqueça, quanto maior for o  envolvimento com o seu banco e quanto mais garantias apresentar, melhores condições no crédito terá.  Para conseguir comparar qual é a oferta mais barata utilize a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global), já que esta taxa reflete todos os custos associados ao crédito, nomeadamente, juros, comissões, impostos, etc.

Na maioria dos casos, os contratos preveem a reserva de propriedade. Ou seja, no título de registo de propriedade é o consumidor que aparece como o proprietário da viatura, mas existe uma menção de reserva de propriedade à entidade financeira. Isto significa que até ao final do contrato de crédito, o consumidor não poderá vender o automóvel sem a autorização da instituição financeira.

No caso dos créditos em que não existe a reserva de propriedade podem ser pedidos outros tipos de garantias (como uma fiança, por exemplo).

 

Vantagens:

– O consumidor é o dono do automóvel

– O consumidor não está obrigado a contratar um seguro de danos próprios.

Desvantagens:

– As taxas de juro associadas ao crédito automóvel podem ser, em média ,mais elevadas face aos juros oferecidos em outras modalidades de financiamento.

 

 

2. ‘Leasing’ e ALD

Uma outra modalidade de financiamento que tem vindo a ganhar adeptos é o ‘leasing’. Segundo os dados do Banco de Portugal, o número de novos contratos ‘leasing’ e ALD estão a aumentar este ano cerca de 30% face aos números registados em período homólogo. Esta modalidade de financiamento caracteriza-se por a entidade que a concede, a empresa locadora, ficar com a propriedade do veículo. Ou seja, nestes contratos “a instituição de crédito (locadora) cede ao cliente (locatário) a utilização temporária de um carro, em contrapartida do pagamento de uma renda mensal. No final do contrato, o cliente poderá adquirir o carro, se estiver interessado, mediante o pagamento do valor definido no contrato (valor residual)”, explica o portal Todos Contam, da responsabilidade dos supervisores financeiros.  Qual é a vantagem? É uma opção mais barata, já que as taxas de juro associadas ao ‘leasing’ são em média mais baixas do que as praticadas no crédito automóvel tradicional.

Já o ALD (aluguer de longa duração) tem muitas semelhanças com os contratos de ‘leasing’. A grande diferença entre a forma de funcionamento das duas modalidades advém do facto de no ALD os consumidores terem a obrigatoriedade de comprar o veículo no final do prazo do contrato.

 

Vantagens:

-As taxas de juro são em média mais baixas.

Desvantagens:

– Durante a vigência do contrato, a viatura não pertence ao consumidor.

– As entidades locadoras obrigam à contratação de um seguro de danos próprios para a viatura (que é mais completo mas mais caro do que a apólice obrigatória de responsabilidade civil).

 

 

3. ‘Renting’

O ‘renting’ é uma modalidade alternativa e que é menos conhecida. Também aqui a entidade locadora cede ao consumidor o direito de utilizar a viatura, durante um determinado prazo acordado. No entanto, esta modalidade tem algumas particularidades, até porque o ‘renting’ não é considerado uma forma de financiamento, mas sim uma modalidade de aluguer operacional de viaturas (para mais pormenores, consulte esta página). Além do simples aluguer do automóvel, o ‘renting’ permite também aos consumidores contratarem um pacote de serviços extra associados ao uso da viatura. Tais como, o seguro de danos próprios; a gestão dos pneus, a gestão das inspeções periódicas e do pagamento dos impostos; a gestão de acidentes em que a viatura possa ser envolvida, entre outros.

Outra característica do ‘renting’ é o facto de o contrato celebrado pressupor uma utilização média da viatura em quilómetros. “É importante fazer uma previsão realista dos quilómetros que vai realizar. Caso contrário, arrisca-se a pagar um valor elevado pelos quilómetros em excesso e receber pouco por aqueles que não realizar”, explica a Deco Proteste.

 

Vantagens:

– A comodidade. Já que nestes contratos muitos dos aspetos burocráticos, técnicos e fiscais relacionados com a viatura são assegurados pela entidade locadora.

Desvantagens:

– Não é a solução indicada para todas as pessoas. Segundo um estudo elaborado no ano passado pela Deco Proteste esta é uma forma de financiamento que é mais adequada para quem pretenda conduzir um carro de gama mais alta e não queira ficar com automóvel no final do contrato.

– O consumidor apenas aluga o automóvel. Não fica proprietário da viatura.

 

Leia também os seguintes artigos:

-Cinco meios de transporte mais ecológicos

– O que fazer em caso de acidente automóvel?

– 10 dicas para poupar nos transportes

– Oito dicas para quem quer comprar carro usado 

Uma resposta a “Crédito, Leasing ou ALD: Como financiar a compra de um carro?”

  1. carlos sequeira

    parabéns, e muito obrigado pelas todas informações que nos são m uteis Saldo Positivo

    Responder

Deixe um comentário

A Caixa de Comentários é moderada. O Saldo Positivo reserva-se o direito de não publicar os comentários que possam ser considerados ofensivos.

PUB