Como se dá uma ordem de bolsa?

Um investidor não pode negociar diretamente em bolsa. Ele tem de recorrer a um intermediário financeiro. Saiba como se faz.

ordem de bolsa

Como se dá uma ordem de bolsa?

Ganhos avultados e perdas volumosas que são registadas num ápice, ‘traders’ colados aos ecrãs dos terminais e linhas vermelhas que sobressaem de gráficos. Estes são exemplos de algumas imagens que muitas pessoas associam ao investimento em ações. Mas como se materializa uma ordem de bolsa? Qual é o percurso que a ordem de bolsa faz desde o momento em que o investidor decide comprar ou vender um conjunto de ações até que a operação seja efetivamente realizada?

Com o desenvolvimento tecnológico das plataformas de negociação, tudo parece ser feito de forma instantânea e automática. Mas há toda uma ordem e um conjunto de regras que têm de ser cumpridos.

Em primeiro lugar, um investidor não pode negociar diretamente na bolsa. Ou seja, para comprar ações, um investidor tem de recorrer a um intermediário financeiro que esteja autorizado a prestar este tipo de serviços. Os intermediários financeiros podem ser instituições de crédito, sociedades corretoras, sociedades financeiras de corretagem, consultores para investimento, agentes vinculados e sociedades de consultoria para investimento. Qualquer um deles tem de estar obrigatoriamente registado junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), segundo explica o regulador do mercado de capitais neste guia de investimento em ações.

As ordens podem ser transmitidas pelo investidor ao intermediário financeiro de várias formas: presencialmente, por telefone/telemóvel ou pela internet (o meio mais comum e mais barato para o investidor). Caberá depois aos intermediários financeiros colocarem as ordens no sistema. Essas ordens podem ser executadas através dos mercado regulamentados – como a Euronext Lisbon- ou fora do mercado, através dos sistemas de negociação multilaterais. Segundo explica a CMVM no seu guia, após a transmissão das ordens elas “são executadas, de acordo com regras predefinidas que promovem o encontro entre a oferta e a procura, tendo em conta as quantidades e os preços”. Sendo que nem sempre é possível executar uma ordem dada pelo investidor pois pode não existir no mercado um outro investidor com a intenção de comprar ou vender, ao mesmo preço e ou quantidade da ordem dada, explica o supervisor do mercado de capitais.

Existem regras que definem a ordem pela qual as transações em bolsa são executadas. Segundo explicam os especialistas da Proteste Investe, no que diz respeito ao preço, são sempre executadas primeiro as ordens dadas ao melhor. “Em condições de igualdade no preço proposto por dois ou mais investidores (seja para compra ou para venda), é sempre executada primeiro a ordem que foi introduzida no sistema de negociação há mais tempo.  A cotação deve ser sempre aquela que assegure a transação da maior quantidade de títulos possível”, adiantam os especialistas.

Outra questão importante está relacionada com o prazo de validade de uma ordem de bolsa. E neste caso há duas situações a distinguir. Se o investidor não definir uma data ou um prazo para a sua ordem ser executada é assumido que a ordem é válida apenas até ao final do dia ou da sessão em que foi introduzida. No entanto, o investidor pode colocar uma data de validade para que a sua ordem seja realizada. Mas, segundo explica a CMVM, esse prazo nunca poderá exceder aos 365 dias.

 

Que tipos de ordens de bolsa existem?

Existem vários de ordens de bolsa. Conheça as mais comuns:

– Ordem com limite de preço: Neste caso, o investidor define a quantidade de ações que quer comprar ou vender e também o preço que deseja que o negócio seja realizado. Por exemplo, se o investidor quiser comprar ações de uma determinada empresa ele dá a indicação de qual é o preço máximo a que está disposto a pagar por cada ação. A ordem é executada ou quando a cotação atingir o valor especificado ou se houver interessados em vender a ação a esse preço.

 

 – Ordem ao melhor preço do mercado: Nestas situações, o investidor diz apenas qual é a quantidade de títulos que quer comprar ou vender, sendo que o preço será definido pelas condições do mercado no momento em que a ordem é inserida no sistema. Pela natureza das suas características, estas ordens são executadas quase imediatamente. Mas atenção: Quando estão em causa títulos com pouca liquidez o investidor corre o risco de fazer um mau negócio. Pode pagar muito pela compra de uma ação, ou pelo contrário, vender um título a um preço muito baixo, como explicam os especialistas da Proteste Investe.

 

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