Desemprego de longa duração: o que fazer?

Numa situação de desemprego de longa duração, saiba como contornar as perguntas complicadas de forma airosa.

desemprego_380x253Uma entrevista para um emprego novo é um momento assustador para qualquer pessoa, mas para quem está desempregado há muito tempo poderá ser uma experiência aterrorizadora. O sentimento de rejeição poderá minar a confiança e afetá-lo durante a entrevista, de forma a que o que poderia ser uma oportunidade de regressar ao ativo, torna-se num pesadelo.

Se está nessa situação, não é o único. Com a economia fragilizada e os despedimentos a acontecerem um pouco por todo o lado, até os mais brilhantes funcionários podem ser demitidos e experimentar longos períodos de desemprego. No primeiro trimestre de 2013, a taxa de desemprego de longa duração alcançou os 10,4%, o que representa 58,9% do total da população desempregada, de acordo com as Estatísticas do Emprego do primeiro trimestre deste ano, do INE. Isto significa que existem mais 144,3 mil pessoas à procura emprego há mais de 12 meses (um aumento de 34,7% face ao trimestre homólogo).

Nesta situação, uma ida a uma entrevista poderá ser uma experiência mais difícil e existem algumas questões que o entrevistador poderá colocar que poderão embaraçá-lo ou deixá-lo engasgado, sem saber o que responder. O truque para combater os suores frios e as mãos a tremer é a preparação e, claro, mostrar que tem estado ativo. Saiba como contornar as perguntas complicadas de forma airosa, para que fique sempre “bem na fotografia”, com a ajuda de Carlos Andrade, responsável da Michael Page Porto.

 

Saiba mais na próxima página: como responder às perguntas difíceis?

 

Quatro perguntas, quatro respostas:

1. Porque deixou o seu último emprego (quer se tenha despedido ou ter sido despedido)?

Relativamente a esta questão não há uma boa resposta. O ideal é que a pessoa diga a verdade. Contudo, evite dizer mal do seu último emprego. “Muito pelo contrário, deve dizer bem da empresa e das pessoas com quem trabalhou. Poderá sempre ter uma visão crítica da gestão e orientação da empresa e da sua concordância ou não com as políticas levadas a cabo”, explica Carlos Andrade da Michael Page Porto.

2. Porque está há tanto tempo desempregado e ainda não conseguiu encontrar outro emprego?

“O importante é demonstrar que está ativo, à procura de novas oportunidades. Que tem colocado toda a sua energia nesta atividade e ao mesmo tempo que ativou todo o seu networking, está atento aos sites de emprego, aos meios de comunicação e às empresas em crescimento”, recomenda o especialista da área de recursos humanos.

Segundo Carlos Andrade “deve referir que tem havido uma baixa procura, por parte do mercado, de profissionais com a sua experiência, mas que tem estado atento a todas as oportunidades e feito um trabalho de pesquisa e follow-up de candidaturas enviadas. Ao mesmo tempo deve acrescentar que se tem apercebido que as empresas estão a recrutar menos e os processos são cada vez mais longos”.

3. O que faz para ocupar o tempo?

“Todas as respostas que envolvam uma aposta na melhoria do seu CV, ao nível da formação académica, pós-graduações, idiomas… são boas respostas”, garante o especialista da Michael Page.

Segundo Carlos Andrade, a pessoa deve demonstrar uma procura ativa de emprego e ao mesmo tempo levar uma vida normal, estar com os amigos ou praticar desporto. “O importante é manter o corpo e a mente ativas e com um espírito positivo e confiante”.

4. Acha que o tempo que esteve parado o deixou “enferrujado” em termos profissionais?

A resposta a esta questão terá de ser, obrigatoriamente negativa. Carlos Andrade explica como deverá responder: “Terá de demonstrar que durante o período em que esteve desempregado esteve a reciclar os seus conhecimentos, foi mantendo contacto com os seus amigos que estão a trabalhar na mesma área e leu sobre novas metodologias, descobertas, ideias, no que concerne à sua atividade profissional”.

Rute Gonçalves Marques 

 

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