Dica 11: Englobar os rendimentos é vantajoso?

Tem rendimentos que não sejam de trabalho? Saiba quando é vantajoso optar pelo englobamento.

englobamento

Devo optar por fazer o englobamento dos meus rendimentos? Em que situações é que o englobamento é vantajoso?

Uma opção que os contribuintes têm à sua disposição é o englobamento dos rendimentos. Desta forma, o rendimento coletável em IRS resulta do englobamento dos rendimentos recebidos no ano anterior nas várias categorias, depois de feitas as respectivas deduções. Esta opção obriga a que os contribuintes englobem todos os seus rendimentos, incluindo os rendimentos de trabalho, as mais-valias mobiliárias e os juros obtidos com depósitos, entre outros. Ou seja: ao optar pelo englobamento estará a aumentar o bolo dos seus rendimentos.

Segundo os especialistas da Deco Proteste, na maior parte dos casos, o englobamento não é vantajoso porque faz aumentar o imposto a pagar. Mas esta pode ser uma opção vantajosa quando o rendimento coletável no englobamento estiver sujeito a uma taxa de imposto inferior à taxa liberatória que seria aplicada caso o contribuinte não optasse pelo englobamento. Por exemplo: Os rendimentos de capitais estão sujeitos a uma taxa liberatória de 28% e só compensa englobar quando o rendimento coletável for inferior a 7 mil euros, pois é aplicada uma taxa de imposto até 14,5%. Acima dos 7 mil euros, o imposto a pagar é superior à taxa liberatória de 28% e deixa de compensar.

Para conhecer as regras do englobamento consulte esta área do site do Portal das Finanças.

 

Número: 23.811 mil euros

É o rendimento líquido anual médio por agregado familiar. Isso dá uma média mensal de cerca de 1.984 euros, de acordo com o Inquérito às Despesas das Famílias 2010/2011, do INE. A região de Lisboa tem o rendimento líquido anual mais elevado (27.468 euros) por agregado familiar e o mais baixo fica no Alentejo, onde o rendimento médio por agregado é de 20.643 euros.

 

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