Dica 18: Como aplicar o subsídio de férias?

Gastar, poupar ou amortizar dívidas? Saiba qual é, no seu caso, a melhor forma de utilizar o subsídio de férias.

subsídio de férias

Qual é a melhor forma de utilizar o subsídio de férias?

A resposta a esta pergunta está dependente da situação financeira de cada consumidor. Idealmente, todas as pessoas gostariam de usar o subsídio de férias para financiar uns dias de descanso confortáveis. Mas nem sempre esta prestação pode ser utilizada para este fim, já que este rendimento pode ser essencial para ajudar as famílias a fazerem face ao pagamento de algumas despesas ou mesmo para ser canalizado para uma poupança.

Se tem dívidas por regularizar, como é o caso do cartão de crédito ou do condomínio, utilize este montante para saldar de forma parcial ou mesmo totalmente estes encargos. Já no que diz respeito às dívidas maiores, como é o caso do crédito à habitação, pode não ser muito vantajoso utilizar o subsídio de férias para amortizar o empréstimo. Isto acontece porque como o valor da amortização é muito reduzido face aos montantes em dívida, a prestação da casa praticamente não sofre alterações. Imagine, por exemplo, o caso de uma família com um empréstimo à habitação no valor de 100 mil euros a pagar em 30 anos e com uma TAN de 2,5%. Se cada um dos membros do casal receber o subsídio de férias num montante de 1.000 euros e utilizar esse valor para amortizar o crédito à habitação, a prestação mensal desce dos 395,12 euros para os 391,3 euros. Ou seja: uma poupança de apenas 3,82 euros. Além do valor de poupança obtido ser muito reduzido, não se esqueça que terá de pagar ainda uma comissão pela amortização do empréstimo.

Outra alternativa de aplicação do subsídio de férias passa pela canalização deste rendimento para despesas futuras, tais como: a revisão do carro, o pagamento do seguro automóvel, a liquidação do IMI ou a compra de livros escolares. Para isso pode, por exemplo, colocar estes montantes numa conta-poupança, pois assim o seu subsídio sempre lhe poderá render alguns juros. Além disso, as contas-poupança permitem-lhe levantar o dinheiro sempre que necessitar.

Se a sua situação financeira é confortável e não precisa de recorrer ao valor do subsídio de férias no curto prazo então poderá colocá-lo num produto de poupança ou investimento, de forma a fazer o seu pé-de-meia crescer. Pegando no mesmo exemplo anterior, em que cada um dos membros do casal recebeu o subsídio de férias no montante de 1.000 euros cada, se o casal aplicar estes 2.000 euros no melhor depósito a prazo a 12 meses do mercado chegará ao final de um ano e terá registado um rendimento líquido de impostos de 46,8 euros. Já se estivesse disponível para arriscar um pouco mais e tivesse optado por colocar estes 2.000 euros num fundo de investimento de obrigações taxa fixa euro, teria obtido um rendimento de 138 euros ao final de um ano, já que segundo os dados da APFIPP, em termos médios, estes fundos obtiveram nos últimos 12 meses uma rentabilidade de 6,9%. No entanto, é importante ressalvar que rentabilidades passadas não são garantia de retornos futuros.

 

Número: 770 euros

É quanto planeiam gastar nos próximos meses os portugueses que vão passar férias fora de casa, segundo um inquérito divulgado na semana passada. Este número reflete também um aumento da percentagem de portugueses inquiridos que admite a possibilidade de vir a gastar mais dinheiro em lazer e viagens.

 

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