Eles puseram os portugueses a poupar

Uma rúbrica de televisão, um software, um comparador de preços e um agregador de promoções, fazem parte do dia-a-dia de quem quer poupar.

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Eles puseram os portugueses a poupar

Num cenário de crise, em que os rendimentos dos portugueses encolheram, a poupança é urgente e todas as ajudas contam. Uma rúbrica de televisão, um software, um ‘site’ comparador de preços e um agregador de promoções. São tudo ferramentas que passaram a fazer parte do dia-a-dia dos portugueses que procuram, e precisam, de poupar dinheiro no quotidiano. O Saldo Positivo falou com Pedro Andersson, autor da rubrica de televisão “Contas-poupança”, Rubim Fonseca, do programa informático “Boonzi”, Paulo Pimenta, do site KuantoKusta, e Marta Soares, do Sapo Promos, para conhecer o impacto que têm junto do seu público e nas suas rotinas de poupança.

 

1. Contas Poupança: 1,3 milhões de espetadores atentos

CP1Todas as semanas milhões de portugueses estão de “olhos postos” no “Contas-Poupança” – a rubrica semanal do Jornal da Noite, da SIC, que oferece dicas para poupar em todas as áreas da vida, desde a conta do supermercado aos impostos. Desde que começou, em junho de 2011, que o programa foi um sucesso. Pedro Andersson, jornalista, autor e mentor desta rubrica, revelou ao Saldo Positivo o segredo do sucesso: “As pessoas associam as reportagens a informação útil para a sua vida e bolso. De alguma forma, acarinham a rubrica e isso reflecte-se nas audiências”.

A crise ajudou a cimentar o programa e hoje em dia, por semana, 1,3 milhões de pessoas assistem àquela que “costuma ser uma das reportagens mais vistas, ou a mais vista, dentro do Jornal da Noite”. O autor revela que o ‘feedback’ é fenomenal. Para além das audiências, recebe ‘emails’ de espetadores e, há cerca de dois meses, criou uma página na rede social ‘Facebook’, com o mesmo nome do programa, e tem tido um “crescimento brutal”, como classifica o próprio. “Em pouco tempo angariámos aproximadamente 5.500 seguidores, alguns ‘posts’ têm cerca de 60.000 visualizações e as reportagens semanais, que são colocadas no ‘site’ da SIC Notícias, são vistas centenas de milhares de vezes”.

As ideias para as reportagens surgem de todo o lado: da vida, da sua experiência, dos amigos, colegas, vizinhos e espetadores. Mas um dado é certo: Tudo é investigado. “Tenho de experimentar primeiro. Se resultar comigo, resulta com os outros”, explicou Pedro Andersson. “Se não resulta ou há alguma coisa que falha, simplesmente não faço a reportagem. Há muitas reportagens que desisto a meio”, explicou o jornalista. Leia o artigo:  Seis programas de televisão que ajudam a poupar

 

Qual a sua dica preferida de poupança?

Para Pedro Andersson a acumulação de promoções é o seu “trunfo” de poupança favorito. “Por exemplo, algumas marcas estão permanentemente a oferecer cupões de desconto aos seus seguidores. No dia em que os supermercados têm esse produto a 50%, é nesse dia que vai utilizar esses cupões. Acaba por fazer muitas compras de graça ou quase. Essa dica mudou a minha vida enquanto consumidor. Se seguir as páginas algumas páginas no Facebook, como o “Caça Promoções” ou “Poupadinhos e com vales” tem a papinha toda feita”, explicou  o jornalista ao Saldo Positivo.

 

2. Boonzi: 30.000 fãs para a vida

boonzi1Já alguma vez ouviu falar no Boonzi? É uma aplicação de gestão de finanças pessoais que ajuda a saber onde é que gasta o dinheiro e onde é que pode poupar. Este software está no mercado desde janeiro de 2013 e já é utilizado por 30.000 pessoas, revelou Rubim Fonseca, gestor comercial do Boonzi, ao Saldo Positivo. “Nós não temos clientes, temos fãs”, prosseguiu. “Isto acontece porque a partir do momento em que as pessoas utilizam um software que as faz poupar tempo e dinheiro, sentem que ganham um amigo e aliado”. Isto faz com que a mensagem passe de boca em boca, de tal forma que serve de presente. “Quem tem um Boonzi acaba sempre por oferecer, no Natal ou no aniversário, a familiares e amigos. Isto demonstra o quanto estão contentes e deixa-nos cheios de orgulho”.

Existem no mercado outras aplicações com o mesmo propósito, no entanto, o que distingue o Boonzi “e o torna único, mesmo a nível mundial”, diz Rubim Fonseca, é que tem um sistema de importação e organização de extratos bancários, compatível com quase todos os bancos, o que facilita o trabalho, bastando cinco minutos por semana para ter o orçamento em ordem. Outro aspeto em que o Boonzi se distingue da concorrência é que não se foca apenas nos gastos do passado, mas também no futuro. “É possivel fazer orçamentos de acordo com os nossos objetivos e curto, médio e longo prazo”. Imagine que quer ir de férias daqui a um ano e precisa poupar cinco mil euros, o Boonzi vai dizer se consegue poupar esse dinheiro. Se não conseguir, pode ir mês a mês, fazer pequenas alterações para que consiga poupar esse dinheiro e atingir o objetivo. Depois é seguir esse orçamento. Dia-a-dia conforme vai gastando o dinheiro, o Boonzi avisa se está dentro da média, abaixo ou se já ultrapassou o limite.

O Boonzi tem também, a partir deste mês, uma versão gratuita, chamada Boonzi Light. “As pessoas podem utilizar o Boonzi, com todas as funcionalidades, durante 30 dias. No final, ou continuam a utilizar o Boonzi gratuito, mas com menos funcionalidades, ou então compram”, explicou o gestor comercial. Leia o artigo:  Quatro bloggers, quatro conselhos de poupança

 

Quais os principais erros cometidos pelos portugueses?

“As pessoas não têm noção do dinheiro que gastam em determinadas categorias, nem que se pouparem um pouco aqui e ali, ao final do ano faz uma grande diferença. Por exemplo: Descobri que gastava muito dinheiro em pequenos-almoços fora, passei a acordar uns minutos mais cedo e a poupar esse dinheiro. Antigamente não ligava muito aos descontos das gasolineiras, mas (com o Boonzi) passei a saber quanto é que gastava em gasóleo por ano e pensei: e se conseguisse pagar menos 10 cêntimos por litro? Descobri que conseguia poupar quase 250 euros por ano”, afirma Rubim Fonseca.

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Uma resposta a “Eles puseram os portugueses a poupar”

  1. Filomena Vieira

    O que os governantes fizeram aos portugueses, não foi ensinar a poupar, pois isso eles sabem. O que foi feito foi tirar o poder de compra e dignidade aos mesmos, com a redução de salários e subsídios. Aumentando o custo de vida e bens essenciais como a luz, água, gás e alimentos!

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