Conheça os benefícios fiscais para quem invista em ‘startups’

Vai ser criado, no âmbito do Programa Semente, um regime mais favorável para quem invista e apoie as 'startups'.

benefícios fiscais

Como vão funcionar os benefícios fiscais para quem invista em startups?

São boas notícias para as empresas e também para os investidores que estejam interessados em investir nelas. O Governo apresentou esta semana o programa completo e detalhado do Startup Portugal – a nova estratégia nacional de apoio ao empreendedorismo – onde está inserido o novo Programa Semente. Este plano consiste na criação de um regime fiscal mais favorável para quem invista em ‘startups’. Com uma particularidade, os incentivos a atribuir visam os investidores que fazem parte da famosa tríade “family, friends and fools”. Ou seja, os benefícios fiscais destinam-se aos investidores mais próximos dos empreendedores, aqueles a quem os empreendedores recorrem numa fase inicial do seu negócio para obter os primeiros fundos para a criação do seu projeto empresarial. Segundo explicou o ministério da Economia, o Programa Semente pretende “rever o regime de tributação das mais-valias obtidas através do investimento em ‘startups’ e criar benefícios em sede de IRS na venda de partes de capital”. São já conhecidas algumas regras de acesso a este programa:

– Os benefícios fiscais serão atribuídos aos investidores que apostem em ‘startups’ que tenham menos três anos de existência.

– Os benefícios fiscais serão atribuídos em sede de IRS. Ou seja, o investidor aplica o dinheiro numa ‘startup’ e depois vai declarar os montantes investidos na declaração de IRS, permitindo-lhes assim diminuir a sua fatura fiscal.

– Para usufruir destes benefícios, os investidores terão de apoiar as ‘startups’ num montante mínimo de 2.000 euros e um valor máximo de 100 mil euros.

– A seleção e certificação das empresas elegíveis para beneficiar deste programa ficarão a cargo da Rede Nacional de Incubadoras.

Com estas medidas, os empreendedores cuja ideia de negócio ainda se encontra numa fase de arranque têm mais um argumento de peso para conseguirem convencer os amigos e familiares a ajudar no financiamento do seu projeto.

 

Que cuidados devem ser tidos em conta quando se pede dinheiro emprestado à família e amigos?

Obter financiamento para a criação de um projeto empresarial pode ser uma barreira, sobretudo na fase inicial do negócio, em que não existem muitas garantias que possam ser dadas pelos empreendedores. Nestas situações, os familiares e amigos aparecem como os principais financiadores do negócio. Se for esse o seu caso, não se esqueça de cumprir com algumas regras:

 

1. Invista primeiro as suas poupanças antes de pedir dinheiro à família e aos amigos:

Desta forma estará a mostrar que é responsável e que poupou durante algum tempo para investir em algo que acredita mesmo e que não é apenas uma ideia passageira.

 

2. Apresente-lhes o seu projeto:

Tal como prepara o seu ‘pitch’ para convencer os investidores de que vale a pena apostar na sua ‘startup’, deve fazer o mesmo com a família. Reúna os seus potenciais investidores familiares para apresentar formalmente o negócio e dar conta dos montantes que pretende angariar.

 

3. Seja honesto e comunique os riscos envolvidos na operação: Mesmo que esteja 100% confiante no sucesso do seu negócio, deverá expor aos seus amigos e familiares os riscos que eles estão a correr ao investir na sua ideia de negócio. Para evitar equívocos e mal entendidos (que podem arruinar uma amizade ou um laço familiar) é fundamental que redija um documento com as regras do empréstimo assinado por si e por quem está a investir.

 

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