Competitividade: Portugal sobe para o 36º lugar no mundo

Conheça os pontos mais fortes e fracos de Portugal em termos de competitividade.

competitividade artigoPortugal é o 5º país do mundo onde é mais fácil criar uma nova empresa. Além disso, é o 18º melhor no que toca a infraestruturas e transportes e o 29º melhor em termos do nível de educação da sua força laboral. As conclusões são do recente Índice Global de Competitividade do Fórum Económico Mundial, cuja edição 2014-2015 avalia Portugal na 36ª posição dos países mais competitivos do mundo. Esta classificação representa uma subida de 15 lugares face ao relatório do ano passado, no qual Portugal não ia além do 51º lugar.

Pelo sexto ano consecutivo, o ‘ranking’ da competitividade continua a ser liderado pela Suíça, seguindo-se depois Singapura, Estados Unidos, Finlândia, Alemanha, Japão, Hong Kong, Holanda, Reino Unido e Suécia no top 10.

Com a ascensão registada este ano na tabela da competitividade mundial, a economia portuguesa consegue também uma vantagem competitiva face a outros países concorrentes em termos de captação de investimento estrangeiro, como é o caso da Polónia (este ano em 43º lugar), por exemplo. Além disso, conseguiu também ultrapassar países como a República Checa (37º), Malta (47º), Itália (49º), Bulgária (54º), Roménia (59º) e Grécia (81º). Por seu lado, Espanha ficou um lugar acima de Portugal em 35º lugar.

O resultado marca também uma inversão da tendência de queda de Portugal no ‘ranking’ da competitividade, que se verificava desde 2005, ano em que se registou a melhor classificação (no 22º lugar). Desde aí, o país tem vindo a perder competitividade e a cair na lista que analisa um total de 144 países a nível mundial. Apenas em 2011 Portugal não piorou na avaliação.

“O ambicioso programa de reforma que o país adotou parece ter começado a compensar, tendo em conta os resultados positivos em termos de avaliação dos principais indicadores económicos, sobretudo no que diz respeito ao funcionamento do mercado de bens e serviços”, refere o relatório final do Índice Global de Competitividade, divulgado esta semana. No entanto, e apesar das melhorias registadas, o Fórum Económico Mundial aconselha Portugal a manter o esforço para melhorar cada vez mais. “Ao mesmo tempo, Portugal não deve ser complacente e deve continuar com uma implementação total do seu programa de reforma, de maneira a conseguir continuar a lidar e a reverter os seus problemas macroeconómicos persistentes, causados pelos elevados níveis de dívida pública e défice”, explica o documento.

 

Os pontos fortes e fracos de Portugal em termos de competitividade

Na sua avaliação mais detalhada, o Índice Global de Competitividade do Fórum Económico Mundial refere que os aspetos mais positivos no perfil de Portugal são as infraestruturas, estradas, portos, aeroportos, a mão-de-obra qualificada, capacidade de inovação e também a ética nas empresas. No entanto, o indicador no qual Portugal mais se destaca é no ambiente de negócios e facilidade de criação de uma empresa, ocupando o 5º lugar, por oposição ao 89º registado em 2006. Outras mais-valias do país prendem-se com o ensino primário e superior e a preparação tecnológica.

Pelo contrário, os fatores mais problemáticos e menos favoráveis a um bom ambiente de negócios, identificados pelo Fórum Económico Mundial, são a ineficiência da burocracia governamental, impostos, acesso ao financiamento, estabilidade de políticas, legislação laboral restritiva, entre outros. No entanto, e apesar de serem problemáticos, estes fatores melhoraram face aos anos anteriores o que contribuiu para a subida do país no ‘ranking’.

Para manter o nível alcançado em 2014, o relatório aconselha Portugal a lidar com os elevados níveis de défice (107ª posição) e dívida pública, a 6 ª pior do mundo (138º), e também a reforçar o seu setor financeiro (em 104º lugar) para que o crédito regresse aos níveis do passado. Aconselha-se ainda a aumentar a flexibilidade da força laboral, a aumentar a qualidade da educação e a capacidade de inovação para “suportar as transformações económicas no país”.

Também em 2014, Portugal subiu três lugares no ‘ranking’ de competitividade do Institute for Management Development, no qual ocupou a 43ª posição (a primeira melhoria desde 2009), o que significa que este ano Portugal registou uma melhoria simultânea nos dois mais importantes rankings mundiais de competitividade.

 

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