Conheça oito incubadoras e aceleradores setoriais

Há incubadoras e aceleradoras em Portugal que ajudam a sua empresa nos primeiros anos de vida. Fique a conhecer os setores onde atuam.

artigodicasPortugal é considerado um dos melhores países para os empreendedores experimentarem as suas ideias. E com o crescimento do número de novas ‘startups’ que todos os anos são lançadas no mercado, aumenta também a oferta de programas de aceleração e incubadoras para ajudar as empresas a desenvolver as suas ideias de negócio. São cada vez mais as estruturas de apoio ao empreendedorismo para setores específicos como a tecnologia, os seguros, as indústrias criativas ou mesmo a agricultura.

Conheça oito incubadoras e programas de aceleração, cada uma delas direcionadas para um setor de atividade específico.

 

1. Protechting: Seguros

O maior grupo segurador do país, o grupo Fidelidade lançou recentemente o programa de aceleração Protechting. Através do programa de captação e aceleração de ‘startups’ em parceria com a Beta-i, a Fidelidade pretende encontrar ideias e projetos inovadores que possam trazer mais-valias para o seu mercado de atuação. O programa de captação já começou e procura soluções em quatro áreas de negócio: proteção e prevenção, serviço, saúde e poupança.

“A entrada da Fidelidade no mundo dos programas de aceleração tem dois objetivos: manter a liderança do mercado de seguros através da inovação e aposta no empreendedorismo. Queremos trazer inovação não só nos produtos que temos mas também nos processos e atitudes dentro da companhia. Por outro lado, queremos apoiar a economia portuguesa”, afirmou José Villa de Freitas, ‘marketing manager’ da seguradora na cerimónia de lançamento do programa.

A aposta neste programa está também ligada à história da dona da Fidelidade, o grupo chinês Fosun. Este grupo foi fundado há 23 anos e ele próprio resultou da criação de uma ‘startup’, por quatro estudantes da Universidade de Fudan. Saiba mais sobre o assunto no artigo “Incubadoras empresariais: Conheça as vantagens”.

 

 2. Deloitte Digital Disruptors : Seguros

Pela primeira vez, a Deloitte lança um programa de aceleração focado na procura de soluções digitais que “visem revolucionar a indústria dos seguros”, explica a consultora em comunicado. Lançado em parceria com a Beta-i, o Deloitte Digital Disruptors abriu as inscrições no dia 7 de outubro e iniciou o ‘bootcamp’ no dia 22 de outubro em Lisboa. O programa de aceleração tem duração de um mês e as startups selecionadas estarão desde 11 de janeiro a junho de 2016 em incubação na Deloitte. Leia também o artigo “Incubação ou Aceleração: Qual é a melhor opção para a sua empresa?”.

 

3. Act Cotec: Tecnologia

É o acelerador dedicado ao desenvolvimento e à criação de empresas de base tecnológica e ao licenciamento de tecnologias. Foi lançado em 2009 pela COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação e tem como missão apresentar ideias e ‘startups’ nacionais nesta área. Ao mesmo tempo, pretende estimular os empreendedores, instituições de Investigação e Desenvolvimento (I&D) e empresas, a globalizar as suas tecnologias. Leia também o artigo “Portugueses vencem no Silicon Valley”.

 

 

4. Building Global Innovators: Tecnologia e inovação

O Building Global Innovators (BGI) é um programa de aceleração internacional com base em Lisboa e em Cambridge, nos USA. A iniciativa foi criada em 2010 pelo ISCTE-IUL em conjunto com o MIT Portugal, o Deshpande Centre for Technological Innovation, o MIT School of Engineering, a Sloan Business School e a Caixa Capital. A BGI apoia empreendedores na área da inovação e tecnologia, com foco em quatro áreas: economia do mar; dispositivos médicos e ‘health IT’; ‘smart cities’ e tecnologias industriais; tecnologias de informação para empresas. No próximo dia 19 de novembro, vai realizar-se o ‘Demo Day’ do BGI, durante o qual os vários projetos que fazem parte da mais recente edição do programa acedem aos ‘pitches ’ para angariação de financiamento. Leia também o artigo “O que é um pitch?”.

 

5. Start-Up Defesa : Defesa

Lançado em julho de 2015, o programa Start-Up Defesa destina-se ao desenvolvimento da economia do setor da defesa, sendo que os projetos serão apoiados pelo ministério da Defesa. Através deste programa, o Governo pretende criar novas empresas e postos de trabalho. As ideias apresentadas podem ser aplicadas em Portugal Continental ou dentro da comunidade da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Os candidatos podem submeter o seu processo através da plataforma idD que irá oferecer apoio logístico e acesso à rede das forças armadas. Leia também “Startup Lisboa mais próxima dos investidores”.

 

6. Academia do Centro de Frutologia: Agricultura

A Compal é um dos maiores nomes nacionais do setor das bebidas em Portugal. Para promover o empreendedorismo no setor da agricultora, a empresas criou a ACADEMIA, um programa de aceleração de sete meses para empreendedores agrícolas. Podem concorrer todos os interessados no setor agrícola que pretendam instalar-se, aumentar ou reconverter a sua exploração agrícola, produzindo uma destas frutas: Alperce, Ameixa, Ameixa Rainha Cláudia, Cereja, Clementina, Dióspiro, Figo, Laranja, Limão, Maçã, Melancia, Melão, Meloa, Marmelo, Pêssego e Pera Rocha. Além da parceria da Compal, o projeto conta com o apoio das principais associações agrícolas do país. As três melhores ideias podem ganhar uma bolsa no valor de 20 mil euros cada.

 

 7. Incubadora de Indústrias Criativas Bienal de Cerveira: Indústrias criativas

Vila Nova de Cerveira criou uma incubadora direcionada para as indústrias criativas para apoiar projetos nesta área. A Fundação Bienal de Cerveira aceita qualquer tipo de ideia, que pode ir desde as artes visuais, ao ‘design’, passando pela arquitetura até às antiguidades. Os candidatos têm ao seu dispor oficinas, gabinetes privados, espaços de exposição, ‘coaching’, apoio jurídico e de gestão operacional do negócio. Não existem datas para submeter os projetos. As candidaturas são espontâneas.

 

 8. Amorim Cork Ventures: Cortiça

A maior empresa de cortiça portuguesa criou uma incubadora de empresas em 2014. A realização do programa de capacitação do grupo Amorim tem como objetivo facilitar o acesso de empreendedores com ideias, aplicações ou propostas de negócio inovadoras para o setor da cortiça. A Amorim Cork Ventures já vai na segunda edição e conta com a parceria da Beta-i. Além do financiamento no projeto, a Amorim Cork Ventures pretende ajudar as empresas candidatas com um conjunto de competências de gestão, ‘know-how’ e acesso a redes de contactos em diferentes setores e países. Leia mais sobre o tema “Conselhos de investidores”.

 

 

 Incubadoras e aceleradores: Descubra as diferenças

As incubadoras são estruturas criadas por associações ou empresas que têm como objetivo auxiliar os empreendedores na criação e instalação de uma empresa. Apoiam o nascimento de novos negócios e disponibilizam diferentes serviços como um escritório, infraestruturas, apoio jurídico, etc. São uma boa opção para quem prevê um desenvolvimento da empresa a longo prazo e não procura investimentos privados. Numa incubadora, as organizações recebem apoio durante um ano e dois anos.

Os programas de aceleração podem ser uma melhor opção para quem pretende ver a sua empresa crescer rapidamente. Os programas de aceleração são compostos por várias fases que vão desde a inscrição, passando pelo desenvolvimento até ao lançamento do projeto durante o seu primeiro ano de vida. Mas neste caso, o tempo de duração de um programa de aceleração é mais curto: varia entre os três a oito meses. Além disso, os aceleradores caracterizam-se por estarem mais focados na captação do investimento e na promoção do contacto direto dos empreendedores com mentores.

 

 

Leia também os seguintes artigos:

O que é a Beta-Start?

– Beta-i torna Lisboa a meca dos empreendedores

– Vale a pena investir num programa de aceleração?

Saiba como atrair os investidores para o seu negócio

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