Cinco mercados externos preferidos pelos empresários portugueses

Conheça em detalhe os países mais apetecíveis para a internacionalização das empresas nacionais.

mercados externosNo momento de escolher um mercado estrangeiro para internacionalizar a sua empresa, são vários os requisitos analisados pelos empresários para tomar uma decisão. A começar, desde logo, pela dimensão do mercado e número de consumidores potenciais, pelos aspetos culturais, aspetos linguísticos, proximidade geográfica, entre outros. As conclusões, avançadas pelo “Estudo Sem Fronteiras – PME levantam voo”, realizado em 2014 pela Deloitte e pela Aicep Portugal Global, explicam desde logo que as regiões e países considerados pelos empresários inquiridos como “mais aliciantes” para a internacionalização sejam a União Europeia (exceto Espanha), Angola, Brasil, restantes países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) e América do Norte. No top 10 dos mercados mais apetecíveis figuram ainda o Magreb (Argélia, Marrocos e Tunísia), Espanha, Médio Oriente, América do Sul (exceto Brasil) e Ásia (exceto China). Conheça em detalhe os mercados preferidos dos empresários portugueses.

 

1. União Europeia (exceto Espanha)

Depois de em 2012 (ano em que foi realizada a primeira edição do “Estudo Sem Fronteiras” da Deloitte e AICEP) 50% dos empresários inquiridos terem considerado a União Europeia como o mercado mais aliciante para a internacionalização, em 2014 esta percentagem aumentou para os 57%. No seu conjunto, os países da União Europeia foram assim eleitos como os espaços geográficos a privilegiar para as empresas que responderam ao estudo. Esta opinião ganha mais dimensão no setor das indústrias transformadoras e agroalimentar que, “face à qualidade dos produtos portugueses, entendem que a proximidade geográfica e o poder de compra destes mercados são fatores de vantagem competitiva”, explica o estudo.

Estas conclusões vão ao encontro dos números sobre as exportações portuguesas. De acordo com o documento “Estatísticas do Comércio Internacional 2013”, publicado pelo INE, as exportações portuguesas para os países Intra-UE totalizaram 33,2 mil milhões de euros em 2013 (mais 3,5% do que em 2012). Desta forma, “os países Intra-UE continuaram a dominar as transações de Portugal com o exterior”, mas esta tendência está a perder força: em 2005, 80% dos bens nacionais vendidos para os mercados externos tinham como destino os países Intra-EU; já em 2013 esta percentagem diminuiu para os 70,3%.

 

2. Angola

Mantendo a mesma posição na preferência dos empresários portugueses em 2012 e 2014 (39%), Angola é o segundo mercado mais valorizado na hora de ponderar a internacionalização, sobretudo para os setores de atividade do comércio por grosso ou a retalho, tecnologia, media e telecomunicações e prestação de serviços. De acordo com o estudo, para estes setores de atividade a dimensão do mercado apresenta-se como o fator mais relevante no processo de seleção do mercado de destino. Os dados estatísticos do INE mostram que as exportações para Angola aumentaram 4,2% em 2013 (para os 3,1 mil milhões de euros), face ao ano anterior, sobretudo ao nível das máquinas e aparelhos, produtos alimentares e agrícolas. Na lista de países para onde Portugal mais exporta Angola ocupa o 4º lugar, com um peso de 6,6%.

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3. Brasil

Uma das principais alterações no “Estudo Sem Fronteiras” da Deloitte foi a diminuição da relevância atribuída ao Brasil, que entre 2012 e 2014 caiu do segundo para o terceiro lugar das preferências dos empresários (de 46% para 32%). Apesar desta opinião observada pelas empresas inquiridas no estudo, a verdade é que em 2013 as exportações para o Brasil registaram um acréscimo de 8,5% (para os 739 milhões de euros) o que por sua vez se refletiu na subida deste parceiro a 10º maior mercado de destino dos bens nacionais. Recorde-se que em 2012, o Brasil tinha saído do top 10 dos países para onde Portugal mais exporta.

 

4. Outros PALOP

Também aqui a preferência dos empresários portugueses registou uma queda, dos 37% em 2012 para os 31% em 2014, o que significa que os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) não são todos tão atraentes, nem tão aliciantes na hora de exportar e internacionalizar o negócio. Tecnologia, Media e Telecomunicações e Prestação de Serviços são os setores de atividade mais privilegiados para apostar nestes países. De acordo com o INE, em 2013 as exportações para os PALOP ascenderam a 3,7 mil milhões de euros.

 

5. América do Norte

No espaço de dois anos, entre 2012 e 2014, a América do Norte ganhou alguns pontos nas preferências dos empresários portugueses. De 22% que consideravam esta região aliciante para a internacionalização em 2012, este ano são 28% os inquiridos que defendem esta opinião. À semelhança da União Europeia, as empresas da indústria transformadora assumem aqui maior destaque. Por outro lado, e de acordo com o documento “Estatísticas do Comércio Internacional 2013”, do INE, as exportações de bens para os Estados Unidos aumentaram 7,1% em 2013 (para os 1,9 mil milhões de euros), “em resultado da evolução positiva generalizada a quase todos os grupos de produtos”. Os EUA ascenderam assim ao 6º principal país de destino das exportações portuguesas, superando a Holanda. Para o Canadá, as exportações portuguesas totalizaram os 2.013 milhões de euros no ano passado.

 

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