Empreendedorismo feminino: Como financiar um negócio?

No passado dia 24 de setembro, várias mulheres empreendedoras reuniram-se num 'workshop' organizado pela plataforma WomenWinWin sobre financiamento.

finaciamentoCerca de 30 mulheres estiveram reunidas no passado dia 24 de setembro num ‘workshop’ na Culturgest. Não se tratou de um ‘workshop’ tipicamente associado à esfera feminina. O tema da formação foi outro: Como conseguir financiamento para criar e gerir uma empresa? A formação foi promovida pela plataforma WomenWinWin e teve como principal objetivo dar a conhecer às mulheres empreendedoras os principais canais e fontes de financiamento para ‘startups’ e pequenas e médias empresas.

“As mulheres estão cada vez mais presentes em setores que antes eram característicos dos homens”. Quem o diz é Marta Miraldes, ‘partner’ da SBI Consulting – empresa de consultoria a pequenas e médias empresas – empreendedora e a oradora convidada para dar esta formação sobre financiamento. Para reforçar a ideia, Marta Miraldes deu o exemplo da empresária Sandra Correia que está no setor da cortiça “e que é um setor que antes associávamos muito aos homens. Vemos também cada vez mais as mulheres a conduzir táxis, que era uma atividade só de homens. As mulheres são muito pragmáticas e quando é preciso estão lá”, assegura.

A responsável afirma que há algumas características típicas das mulheres que poderão até funcionar como uma vantagem a seu favor no mundo empresarial. “De uma maneira geral, a mulher é mais determinada e sente que tem que fazer alguns sacrifícios pessoais para atingir o seu objetivo”, explicou ao Saldo Positivo.

Interpretações à parte, na altura de financiarem os seus projetos, tanto mulheres como homens enfrentam as mesmas barreiras. Aqui não existem de facto diferenças de género.

 

Como selecionar a fonte de financiamento mais adequada?

Para Marta Miraldes, que também colabora com a Startup Lisboa, o primeiro passo que as empreendedoras devem dar – ainda antes de identificar a fonte de financiamento ideal – é analisar o tipo de projeto, os objetivos e o tipo de estratégia a implementar com o investimento. “É mediante estas condições que temos que tentar selecionar qual a forma de financiamento mais adequada. Se tivermos um projeto de crescimento e de inovação, o capital de risco é o meio de financiamento que melhor se aplica. Se tivermos outro tipo de estratégia para o investimento existem outras fontes a analisar”.

financiamentoAlém disso, é igualmente fundamental conhecer de forma detalhada os mecanismos de funcionamento dos meios de financiamento selecionados. “Se a fonte de financiamento escolhida for o capital de risco, por exemplo, é importante visitar o website do sector – o APCRI, e conhecer os operadores que existem e quais as estratégias de investimento de cada um deles. Se for um ‘business angel’, é também importante consultar as associações disponíveis e perceber qual o modo de funcionamento e que tipo de operações fizeram anteriormente. É importantíssimo pesquisar e perceber onde é que nos encaixamos melhor de acordo com a estratégia de negócio”, explica Marta Miraldes, dando a conhecer a sua experiência como consultora de ‘startups’ e de pequenas e médias empresas.

Durante o ‘workshop’, a fonte de financiamento que levantou mais dúvidas pela sua forma de atuação foram os ‘business angels’. “Os ‘business angels’ são uma fonte de financiamento como outra qualquer e têm as suas vantagens e desvantagens. Mas é importante perceber o tipo de parceiro que estamos a escolher para o nosso negócio. Perceber o que é que já fez, as empresas que já fundou e a sua experiência profissional”. A especialista da SBI Consulting adianta ainda que é essencial saber o que os ‘business angels’ trazem de valor para a empresa. E isso passa por perceber as necessidade do negócio: o empreendedor precisa apenas de financiamento ou de um mentor e parceiro que o ajude no dia-a-dia do negócio?

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