Quer criar uma empresa? 8 formas de financiar um negócio

Do 'crowdfunding' ao crédito em condições vantajosas, encontre a melhor forma de financiar um novo projeto empresarial.

Oito alternativas de financiamento para criar a sua empresaTem uma ideia de negócio repleta de potencial, mas falta-lhe capital para lançar a sua própria empresa? Seja a título de empréstimo, financiamento a fundo perdido ou donativo, descubra oito opções que o ajudam a financiar um negócio. Tenha em conta a verba de que necessita para ver nascer o seu negócio, as contrapartidas ou os juros que terá de pagar e escolha a melhor solução para o seu projeto.

 

1. Crowdfunding

Se o seu capital não é suficiente para financiar um negócio, pode optar por recorrer primeiro ao seu círculo de amigos e conhecidos. Apostar no ‘crowdfunding’ (financiamento colaborativo) é uma forma prática de captar o interesse de “Family, Fools and Friends” e crescer para um leque potencial de pequenos investidores particulares.

Lance uma campanha de angariação de fundos numa plataforma online de ‘crowdfunding’, explique a sua ideia de negócio e estabeleça uma meta de financiamento. A partir daí, a porta está aberta para receber donativos. Em Portugal, poderá recorrer à PPL, uma das mais relevantes plataformas de ‘crowdfunding’ nacionais, cuja maior campanha permitiu angariar 20 mil euros. Leia também o artigo: 7 dicas para conseguir financiamento com o crowdfunding.

 

2. Crédito bancário para financiar um negócio

Esta alternativa é mais convencional e passa por pedir um empréstimo numa instituição bancária. A oferta de crédito mais vantajosa para o seu caso resultará da análise às taxas de juro e às comissões associadas, assim como às garantias necessárias. Deve sempre ter isso em conta.

Para obtenção de crédito, pode também recorrer ao mecanismo de Garantia Mútua. Este sistema privado foi desenvolvido especificamente para situações em que as empresas não têm garantias suficientes para aceder a crédito bancário. Cabe à sociedade de garantia mútua prestar garantias financeiras ao seu empréstimo (como se fosse uma fiadora), permitindo desbloquear um crédito bancário para a sua empresa. Informe-se, junto do seu banco.

 

3. Microcrédito

Não tem acesso ao crédito bancário tradicional e precisa de financiar um negócio? Nesse caso, o microcrédito pode ser a solução ideal para si. Este sistema disseminou-se como um financiamento alternativo a cidadãos excluídos do crédito (por falta de rendimentos ou garantias), mas com boas ideias de negócio.

Em Portugal, o montante máximo de financiamento é de 15 mil euros, através da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC). “Todos os tipos de negócio são admissíveis”, informa a ANDC, mas tenha em conta que este financiamento se destina a desempregados, jovens à procura do primeiro emprego e trabalhadores em regime precário.

 

4. Apoios IEFP

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) promove um conjunto de apoios à criação do próprio emprego e à criação de empresas para quem esteja em situação de desemprego. Ao abrigo da iniciativa Investe Jovem, o Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego dá acesso a condições especiais na obtenção de crédito bancário para desempregados inscritos no IEFP, com os seguintes apoios disponíveis:

a) Criação do Próprio Emprego

Destinado a beneficiários do subsídio de desemprego que pretendam criar e financiar um negócio (assegurando o próprio emprego, a tempo inteiro).

Tipo de apoio: Pagamento do montante global do subsídio de desemprego de uma só vez; Tem a vantagem de poder ser acumulado com as linhas de crédito especial MICROINVESTE (financiamento até 20 mil euros para investimentos até 20 mil euros) e INVEST+ (financiamento até 100 mil euros para investimentos entre 20 mil e 200 mil euros), beneficiando de taxas de juro vantajosas e de garantia (ao abrigo do mecanismo de garantia mútua), assim como apoio técnico ao projeto empresarial.

b) Criação de Empresas

Destinado a desempregados, jovens à procura do primeiro emprego ou trabalhadores independentes (cujo rendimento mensal seja inferior ao salário mínimo) inscritos no centro de emprego e que queiram financiar um negócio.

Tipo de apoio: Acesso às linhas de crédito especial MICROINVESTE e INVEST+, acesso a apoio técnico.

 

Qual a diferença?

Ambos são financiados pelo IEFP, mas há diferenças. O “Criação do próprio emprego” destina-se a quem está a receber subsídio de desemprego e consiste no pagamento integral ou parcial do montante global que têm a receber, além do acesso a linhas de financiamento. Já o “Criação de Empresas” destina-se a alguns inscritos no Centro de Emprego (não têm de estar a receber subsídio) e permite apenas o acesso a linhas de financiamento, sem outros montantes envolvidos.

 

5. Business Angels

O apoio de ‘Business Angels’ pode ser fundamental para financiar e capacitar a sua ideia de negócio. Estes ‘anjos empresariais’ – na sua maioria empreendedores que geraram capital suficiente para apostar em novos projetos – investem em negócios ainda em fase embrionária, prestando também orientação e ‘mentoring’. Em troca de financiar um negócio, ficam com uma posição minoritária na empresa. Visite o website da Associação Portuguesa de Business Angels e, antes de apresentar a sua proposta, leia o artigo: Saiba como atrair os investidores para o seu negócio.

 

6. Capital de Risco

As entidades de capital de risco especializam-se no investimento em empresas emergentes, o que se traduz na aquisição de uma parte do capital. As participações são temporárias (entre três a sete anos) e estão particularmente focadas em ‘startups’ inovadoras, com grande potencial de crescimento e rendibilidade. Por norma, os montantes de investimento são mais elevados do que um ‘Business Angel’ poderia ceder.

 

7. Apoios públicos

O seu projeto empresarial traduz-se numa PME com elevado nível de inovação e valorização do território onde se insere? Nesse caso, fique atento aos diversos apoios públicos disponíveis. No portal do Portugal 2020 poderá encontrar informações sobre candidaturas aos fundos estruturais da União Europeia. Identifique a oportunidade mais adequada para a sua empresa e prepare a candidatura.

Em Lisboa, por exemplo, a Câmara Municipal promove o programa Lisboa Empreende, de apoio ao micro empreendedorismo local. Além do acesso a taxas de financiamento favoráveis, o programa disponibiliza apoio técnico especializado.

De forma indireta, o Programa FINICIA do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) também mobiliza os esforços públicos em prol da criação de novas empresas. Esta iniciativa apoia a criação de PME através do acesso a soluções de financiamento mais vantajosas, nas quais o Estado partilha o risco com Sociedades de Capital de Risco, Sociedades de Garantia Mútua e instituições bancárias.

 

8. Competições para ‘startups’

As competições para ‘startups’ são uma forma prática de angariar capital para desenvolver o seu negócio. Vocacionadas para ‘startups’ com forte ADN inovador, estas iniciativas chamam também a atenção de potenciais investidores. Os prémios podem estar associados a programas de aceleração, capital de risco ou recompensas monetárias sem contrapartidas.

Exemplos internacionais e nacionais

A cada Web Summit, centenas de start-ups participam na competição de ‘pitch’, perante um júri internacional. Na última edição do evento – considerado o maior encontro internacional de tecnologia, empreendedorismo e inovação na Europa –, o prémio foi de 100 mil euros de investimento por parte da sociedade de capital de risco Portugal Ventures.

Também a nível internacional, a TechCruch Disrupt dinamiza as famosas competições Startup Battlefield. Com edições na Europa, Estados Unidos e Ásia, as start-ups com maior potencial vencedoras são distinguidas com um prémio de 50 mil dólares.

Em Portugal, por exemplo, o Prémio do Jovem Empreendedor apoia empresas em fase de criação ou expansão de negócios. A empresa vencedora recebe um prémio de aceleração, dividido entre uma verba monetária de 50 mil euros, um ‘financial award’ de 50 mil euros e apoios complementares ao nível da formação e ‘mentoring’.

Esta iniciativa, organizada pela ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários e pelo IEFP, tem o apoio da Caixa Capital que financia os projetos mais promissores. Isto à semelhança do que acontece noutros programas de aceleração, que podem habilitar as suas startups ao Caixa Empreender Award.

 

Sinalize as próximas competições em Portugal e no estrangeiro, prepare o seu ‘pitch’ e rume à vitória. À procura de inspiração? Consulte oito dicas de investidores para um pitch perfeito.

 

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