Segundo as estatísticas do emprego do INE relativas ao 2º trimestre de 2013, o número de desempregados no nosso país é estimado em 886 mil, o que representa um aumento de 59,1 mil em relação ao trimestre homólogo de 2012.
Face a esta realidade, à redução de efectivos no setor público onde a criação de emprego é quase inexistente, e ao reduzidíssimo número de novos postos de trabalho no setor empresarial, é natural que o empreendedorismo, a criação do próprio emprego, pareça ser a única alternativa que se apresenta como viável para muitas pessoas na situação de desemprego.
O número de contactos recebidos na ANDC-microcrédito confirma isso mesmo, com cada vez mais candidatos a microempresários a contactarem os nossos serviços, por telefone ou através do formulário disponível no nosso site. Do 2º semestre de 2012 para o 1º semestre de 2013, esse número cresceu de 521 para 907 – o que significa um aumento de 74 %.
Muitos destes contactos, no entanto, não dão origem a um microcrédito nem à criação duma nova empresa, porque o projeto de negócio não é suficientemente sólido ou porque o proponente não tem o perfil necessário ao empreendedorismo.
Não se trata duma questão de idade, ou de género, ou de habilitações académicas. Desse ponto de vista, o microcrédito é para todos. Pelo contrário, nos mais de 1700 microcréditos apoiados pela ANDC, 52 % foram atribuídos a mulheres, 48 % a homens. Quanto a idades, 48 % foram atribuídos a menores de 35 anos, 28 % a pessoas com idade entre 35 e 45 anos e 24 % a maiores de 45 anos. No que se refere a habilitações académicas: 28 % diz respeito a pessoas com escolaridade até ao 2º ciclo, 22 % com o 3º ciclo, 30 % com o ensino secundário e finalmente 20% com o ensino superior.
É, sobretudo, necessário ter, além dos conhecimentos necessários ao negócio que se pretende criar, certas características de personalidade e de comportamento: autoconfiança, determinação, persistência e capacidade para enfrentar o risco. Mas também humildade, capacidade de aceitar e de corrigir os erros, espírito de serviço, boa comunicação, atenção aos clientes, e rigor nas contas e no cumprimento dos prazos.
Dito assim, parece uma alternativa só para super-homens ou super-mulheres. E de certo modo é. Felizmente, sabemos que temos muitos entre nós.
Para mais informações consulte o site da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC) aqui.

























