O que é uma ronda de investimento?

As rondas de investimento são um passo essencial para que as 'startups' consigam financiamento. Saiba como funcionam.

Descubra o que é uma ronda de investimento de uma startup

ABC do Empresário: O que é uma ronda de investimento?

No mundo das ‘startups’, as atenções estão centradas na ronda de investimento. É uma corrida de milhões, à escala global. Com mais ou menos capital angariado – e com um ou mais investidores – as rondas de investimento são oportunidades fundamentais para que as empresas consigam financiar os seus negócios.

Uma ronda de investimento permite que uma empresa reúna investimentos de um ou mais investidores num mesmo momento. Com o amadurecimento do mercado, exigências dos investidores e valorização das ‘startups’, o levantamento de capital através de rondas de investimento ganhou um léxico próprio e modelos de funcionamento de grande especificidade.

 

Começar uma ronda de investimento

Na ausência de capitais próprios que impedem a possibilidade de ‘bootstrapping’, e perante dificuldades de garantia para obtenção de empréstimo bancário, a solução de muito empreendedores é recorrer ao apoio de investidores. Leia também o artigo “Quer criar uma empresa? 8 formas de financiar um negócio”.

Começa aqui a preparação da primeira ronda de investimento, conseguir entrar em contacto com o maior número possível de investidores (sejam ‘business angels’, representantes de sociedades de capital de risco ou empresas), especialmente através da recomendação de terceiros. O capital levantado neste primeiro momento, face às necessidades iniciais de capital da ‘startup’, constitui a primeira ronda de investimento.

 

Tome nota

“Por estes dias, é difícil ou quase impossível obter financiamento sem ter a empresa operacional e um produto quase finalizado”, avisa o empreendedor e investidor David S. Rose, num artigo de opinião publicado pela Forbes.

 

De A a D+, a partir de ‘seed’

O alfabeto latino tem 26 letras, mas o abecedário das rondas de investimento chega apenas ao D+. Estas são as letras que frequentemente se associam ao investimento em ‘startups’ (por exemplo, “ronda de Série A”) e que identificam as fases de financiamento de uma empresa – e, consequentemente, o seu nível de maturidade.

Tudo começa na ronda inicial (‘seed round’), que representa o primeiro capital externo a entrar numa ‘startup’. Atingindo a primeira meta de investimento, as rondas passam a ser identificadas por letras, de A a D+.

“A Série A ocorre quando um investimento ‘seed’ levou a empresa até onde podia; uma série B poderá ocorrer quando a empresa está perto de atingir rendibilidade, mas necessita de capital para fazer face às necessidades de recrutamento ou desenvolvimento. Série C e D+ são conhecidas como rondas de ‘late stage’, e normalmente ocorrem quando a empresa já tem o seu modelo de negócio bem desenvolvido, está a gerar receitas significativas e quer expandir em grande escala”, explica o glossário da Portugal Ventures, sociedade pública de capital de risco.

Muitas ‘startups’ recorrem a um novo levantamento de capital a cada 1-2 anos, informa ainda o site especializado em empreendedorismo TechCrunch.

 

Um investidor ou vários investidores?

Uma ronda de financiamento pode ser assegurada por um ou mais investidores. Tudo depende da meta de investimento (‘milestone’) definida pela empresa. Caso a oferta de financiamento de um único investidor corresponda, na totalidade, à meta da empresa, a ronda é finalizada. Caso contrário, ao investidor principal juntam-se outros investidores secundários, até atingir a verba necessária. Em troca do financiamento, negoceiam-se participações na empresa (ações ou quotas).

 

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