Siga os conselhos para investir em Angola

Conheça o mercado que está cada vez mais na mira dos empresários portugueses para as suas estratégias de internacionalização.

investir em angola artigoO mercado angolano está cada vez mais na mira dos empresários portugueses como primeira opção para as suas estratégias de internacionalização e como destino privilegiado para as suas exportações. Prova disso é o facto dos empresários que participaram recentemente no ‘workshop’ “Como investir em Angola?”, realizado pela Associação Nacional de Jovens Empresários, em Lisboa, “planearem todos investir em Angola, tendo metade já visitado o país para prospeção de mercado”.

“Sentimos a vontade do empresariado português de crescer, internacionalizar-se e aproveitar as oportunidades oferecidas pelo mercado angolano”, explicou ao Saldo Positivo a formadora Teresa Boino, advogada portuguesa e angolana, sócia da BPO Advogados. No entanto, refere a especialista naquele mercado africano, apesar de muitos empresários desejarem internacionalizar os seus negócios e reconhecerem Angola como um destino aliciante, muitos também têm dúvidas sobre os trâmites legais necessários à implementação de um negócio em Angola e quais as dificuldades a ultrapassar. Como criar uma empresa, quais as implicações fiscais, laborais e estratégicas, como investir e trabalhar em Angola, são assim as principais dúvidas dos empresários portugueses, explica Teresa Boino.

Tomada a decisão de investir em Angola, a formadora aconselha que o mais importante é “saber onde investir e como investir, aproveitando todo o leque de incentivos criados pelo Estado angolano”.

Soma-se ainda a necessidade de uma estratégia muito bem delineada, tendo em conta que se trata de um país muito grande e com muitas oportunidades de negócio, mas também com muitos países estrangeiros a concorrer por essas mesmas oportunidades e interessados em investir. “Porém, realço sempre a grande vantagem de sermos portugueses e falarmos a mesma língua”, explica a advogada.

 

Como aproveitar as oportunidades?

À espera dos empresários portugueses está a terceira maior economia subsariana e a sétima maior economia africana, com um crescimento previsto do Produto Interno Bruto de 5,9% em 2014 e 2015. Destaque também para “o grande leque de projetos que estão a ser implementados” no país para o mercado ávido e recetivo face ao ‘know-how’ do tecido empresarial nacional.

Desta forma, o primeiro passo para pôr em prática uma estratégia de internacionalização para Angola é “fazer bem os trabalhos de casa”, recomenda a formadora, ou seja, “que se preparem e informem o melhor possível sobre as regras do investimento em Angola e sobre a realidade do mercado angolano”. Para isso, há que derrubar alguns mitos e ter os cuidados normais que qualquer empresário deverá ter quando se encontra a investir num país estrangeiro.

“O primeiro mito a derrubar é explicar que a legislação angolana não exige que se tenha um sócio ou parceiro de nacionalidade angolana para que um estrangeiro, neste caso português, possa investir em Angola. O único sector de actividade que tem requisitos a este nível é o petrolífero”, refere Teresa Boino. Em segundo lugar, a especialista garante que há várias formas de “suavizar” o valor mínimo de um milhão de dólares necessários para que o investidor estrangeiro possa ter direito ao repatriamento de lucros de dividendos. E finalmente, explica, “as dificuldades de instalação, características das duas décadas anteriores estão, neste momento, mais esbatidas e os empresários têm hoje melhores condições para investir em Angola”.

Do lado negativo, a maior surpresa que os empresários podem ter ao investir em Angola é “não conseguir repatriar os lucros ou os dividendos do seu negócio em tempo útil”, enquanto o aspeto mais positivo passa pela “boa margem de rentabilidade que os negócios em Angola apresentam, de uma forma geral”.

Para mais informação sobre como investir no mercado angolano consulte o Guia do Saldo Positivo “Como levar a sua empresa para Angola”.

 

ANJE aposta na formação sobre internacionalização

Com a temática da internacionalização das empresas a ganhar cada vez mais destaque, Ana Cristina Rodrigues, diretora executiva do Núcleo de Lisboa e Vale do Tejo da ANJE, este é um ‘workshop’ que a ANJE faz regularmente, garante a responsável. “Além de missões empresariais, a associação tem a preocupação de organizar eventos formativos e informativos, com o objetivo de preparar os empresários para a internacionalização, dotando-os de competências relevantes para o mercado global, mas também de conhecimentos úteis a um processo de internacionalização estrategicamente planeado, sustentado e bem-sucedido”, refere a diretora regional.

Sobre Angola, em particular, Ana Cristina Rodrigues diz que se trata de um mercado lusófono emergente, que tem vindo a despertar cada vez mais o interesse dos jovens empresários associados da ANJE. Desta forma, e tendo em conta que este mercado se evidencia entre os mais procurados pelos empresários nacionais, a ANJE tem apostado em fomentar esse interesse, sensibilizando os jovens empresários para o potencial e as oportunidades deste mercado lusófono, “sem descurar os riscos a ele associados”. Formas de organização empresarial em Angola, nova lei do investimento privado, retrato da realidade do mercado angolano, repatriamento de capitais, entre outras, são algumas das temáticas abordadas no ‘workshop’, cuja próxima edição terá lugar em 2015.

Para saber mais sobre as oportunidades de investimento em Angola, veja este vídeo da Caixa Geral de Depósitos. 

 

Deixe um comentário

A Caixa de Comentários é moderada. O Saldo Positivo reserva-se o direito de não publicar os comentários que possam ser considerados ofensivos.

PUB
PUB
PUB