Tech Tour e Seedcamp: Portugal atrai investidores

Lisboa recebeu a visita dos maiores fundos internacionais de capital de risco. Conheça as mensagens que deixaram aos empreendedores.

Investidores do Seedcamp de regresso a Lisboa para avaliar ‘startups’ portuguesas

Carlos Espinal, 'partner' do Seedcamp, apresentou o fundo de investimento aos empreendedores.
Carlos Espinal, ‘partner’ do Seedcamp, apresentou o fundo de investimento aos empreendedores.

Depois de já ter investido em sete ‘startups’ nacionais nas duas vezes anteriores em que marcou presença em Portugal (quatro investimentos na primeira edição e três na segunda edição), na semana passada os responsáveis do Seedcamp, o fundo de investimento especializado em ‘micro-seed investment’, estiveram de novo em Lisboa a convite da Beta-i para ouvir os ‘pitches’ de 10 empresas portuguesas e uma espanhola, cujos empreendedores vieram especialmente de Madrid para o evento.

“Não é surpresa que Portugal seja o segundo país do mundo com mais ‘startups’ investidas pelo Seedcamp”, disse Pedro Rocha Vieira, presidente da Beta-i. Das 10 ‘startups’ que se apresentaram aos investidores do Seedcamp, sete são ‘alumni’ do programa de aceleração Lisbon Challenge e outra da Beta-i. Como resultado do Mini Seedcamp Lisbon, os projetos com as melhores apresentações serão escolhidos para participar no Seedcamp Week em Berlim, em novembro, onde serão decididos os próximos investimentos do fundo.

Em Lisboa, uma das novidades sublinhadas pelos responsáveis do Seedcamp foi o novo fundo de investimento no valor de 30 milhões de euros. “O Seedcamp nasceu de uma vontade de mudar as oportunidades para o empreendedorismo na Europa. Já o fazemos há sete anos, já investimos em mais de 140 empresas e queremos que todos os empreendedores saibam que podem ter acesso ao Seedcamp. Somos muito seletivos, mas às empresas selecionadas para o nosso programa garantimos que as ajudamos com as ferramentas e a ajuda certa na hora certa, para evoluírem mais rapidamente”, explicou Carlos Espinal, ‘partner’ do Seedcamp, em declarações ao Saldo Positivo.

Cerca de 80% das ‘startups’ investidas pelo Seedcamp garantiram posteriormente outras rondas de investimento de investidores internacionais de peso, tais como a Index Ventures (que investiu em empresas como a Skype, Moleskine, SoundCloud e Moo), representando um valor agregado de 50 milhões de euros.

Sobre Portugal, Carlos Espinal diz que “a fraqueza do país é a sua força”. “O fato do mercado português não ser muito grande é desde logo uma mais-valia. Por definição, os empreendedores portugueses pensam de forma global e internacional desde o primeiro minuto. É isso que torna único este ecossistema”, defendeu o responsável, lembrando que “as histórias de sucesso das empresas em que já investimos em Portugal inspiraram outras empresas”.

Desta vez, o ‘partner’ do Seedcamp não tem dúvidas que o fundo irá investir de novo no talento português: “De todas as vezes que viemos a Portugal investimos em ‘startups’ e tenho grandes expetativas de ver mais empresas investidas em Portugal”.

 

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