Vai candidatar-se ao Portugal 2020? Evite estes erros

Conheça alguns erros que as empresas cometem quando concorrem ao Portugal 2020 e saiba como evitar que a sua candidatura seja inviabilizada.

2020-artigoAntes de submeter a sua candidatura ao novo quadro de financiamento europeu avalie se a sua empresa apresenta as características exigidas. Não se esqueça de que um erro cometido na submissão do seu projeto poderá inviabilizar a candidatura ou dar origem a atrasos.

 

1. Não ter uma estratégia definida

Um dos principais erros cometidos pelos empresários é não terem uma estratégia de negócio delineada. Segundo a coordenadora de consultoria da AREAGEST, Vânia Costa, há muitos empresários que “vão ao cardápio dos fundos ver onde há dinheiro e concorrem, sem a mínima noção [do que pretendem]”. Leia também o artigo:

 

2. Não ter o estatuto de PME

As grandes empresas podem candidatar-se aos apoios previstos no Portugal 2020. No entanto, os financiamentos são atribuídos maioritariamente às PME. E neste campo convém lembrar que segundo as regras europeias, se uma empresa tiver uma participação acionista superior a 25% de uma grande empresa ela não pode ter o estatuto de PME.

 

3. Indecisão sobre o programa operacional a candidatar-se

Antes de avançar, leia com atenção as características de cada um dos programas operacionais disponíveis e avalie qual deles se adequa ao seu projeto. Compete 2020; Inclusão Social e Emprego; Capital Humano; Programa de Desenvolvimento Regional (PDR) ou Programa Operacional Mar 2020 são alguns dos exemplos dos principais programas operacionais.

Este ponto é crucial para o sucesso da sua candidatura. Vânia Costa explica porquê: “O setor primário não é elegível para o Portugal 2020, por exemplo. Esta candidatura terá que ser feita pelo PDR2020”, explica a especialista.

 

4. Submeter a candidatura em cima do prazo limite

Tenha cuidado em reunir toda a documentação atempadamente, para se precaver de problemas que possam ocorrer à última hora. Recorde-se que na primeira fase dos concursos, o servidor bloqueou no dia 21 de maio, penúltimo dia de submissão de candidaturas. A partir das 16 horas deixou de ser possível entrar no Balcão 2020, consultar ou inserir informação. Esta situação arrastou-se durante o dia 22, data final de entrega. “O melhor é colocar ‘timings’ para ir inserindo os dados. Não deixe tudo para o último dia”, aconselha Vânia Costa.

 

5. Submeter a candidatura sem ajuda

O processo de submissão das candidaturas não é fácil, nem simples. O nível de detalhe de informação financeira que tem de ser fornecido pelas empresas é muito elevado. “Há um grau de exigência maior [face ao QREN] e há muita informação que temos de facultar e que antes não era obrigatória”, explica a coordenadora de consultoria da AREAGEST.

O grau de complexidade da informação exigida torna mais difícil para uma micro ou pequena empresa conseguir submeter uma candidatura ao Portugal 2020 com sucesso. Por exemplo, durante o processo de candidatura os empresários são questionados sobre quais os objetivos da empresa ou sobre a análise ‘swot’ dinâmica. “A maioria das PME não sabe responder a estas questões. Alguns empresários nem sequer têm os objetivos definidos”, esclarece a responsável da AREAGEST. Por isso mesmo, muitas empresas acabam por recorrer a consultorias externas.

 

6. Não conhecer a dinâmica dos programas regionais

Nem todas as regiões do país têm acesso aos mesmos valores de financiamento já que o Portugal 2020 dá prioridade a algumas zonas, como o Norte. Esta dinâmica pode fazer a diferença na hora da avaliação dos projetos. Vânia Costa explica melhor: ”Em Lisboa, há mais procura mas é a zona que tem acesso a menos fundos”, informa Vânia Costa. Uma das regiões com menos concretizações de candidaturas é o Alentejo uma vez que “não há muitas empresas familiarizadas com este fundo”.

 

Não esquecer:

– Faça o seu registo antecipadamente no Balcão 2020

– Junte toda a informação financeira e administrativa da empresa

– Não deixe para o último dia a entrega da candidatura

– Seja cauteloso e garanta uma autonomia financeira de 15% ou 20%

 

 

Leia também os seguintes artigos:

– Que alternativas existem para financiar a sua empresa

– Saiba como atrair investidores para o seu próprio negócio

– Como sobreviver ao primeiro ano da sua empresa

– Avalie a saúde financeira da sua empresa

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