Famílias entregam menos casas à banca

A dação de imóveis à banca tem vindo a diminuir. Saiba porquê.

dação de imóveisÉ uma boa notícia: em 2012, as famílias portuguesas entregaram os bancos menos 1462 casas do que em 2011. Os números fazem parte das estimativas da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) que foram esta semana divulgadas. Segundo a associação em 2012, o número de imóveis entregues em dação situou-se nos 5.500. Ou seja, em média, os portugueses entregaram 15 casas por dia às instituições financeiras por não conseguirem continuar a pagar os encargos do crédito à habitação. É um número elevado, mas ainda assim, é um dado que é 21% inferior às casas entregues pelos portugueses em 2011. Nesse ano, foram entregues em dação mais de 6900 casas.

Recorde-se que com o aumento do desemprego para níveis recorde, aliado à implementação de muitas medidas de austeridade conduziu à perda de rendimento das famílias. Como consequência, muitas pessoas deixaram de conseguir pagar os seus créditos à banca e o número de pedidos de ajuda junto do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado disparou. Segundo dados da associação de defesa do consumidor, no ano passado a Deco recebeu mais de 23 mil pedidos de ajuda de famílias portuguesas. E o número de novos processos de apoio disparou 26% em 2012 para um total de 5.400.

Os números do primeiro trimestre de 2012 da APEMIP anteviam o pior. “No primeiro trimestre de 2012 previa-se um colapso autêntico do mercado imobiliário, com um aumento de 74% do número de imóveis entregues face ao mesmo período de 2011. Os trimestres a seguir revelaram-se mais tranquilos e o balanço do ano de 2012 veio contrariar os meus receios”, referiu em comunicado Luis Lima, presidente da APEMIP. Segundo este responsável para a inversão desta tendência negativa terá contribuído também uma maior sensibilidade do setor financeiro para estas questões. “O setor financeiro passou a encarar o fenómeno com outra sensibilidade, passando a assumir um papel mais atento e preocupado junto dos seus clientes, e criando deste modo um ambiente mais propício à renegociação dos créditos que se revelou bastante importante”, explicou este Luis Lima.

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