Minimalismo: Como funciona o movimento que ajuda a poupar?

O minimalismo está a ganhar mais adeptos. Saiba como funciona este movimento através do testemunho de quem já aderiu a este estilo de vida.

minimalismoJá diz o ditado que menos é mais. É nesse sentido que o minimalismo está a ganhar cada vez mais relevância nos dias que correm. As dificuldades económicas de muitos portugueses leva-os a seguirem uma vida mais frugal e um estilo de vida que influencia as suas decisões no dia-a-dia. Foi assim que Rita Domingues decidiu mudar a sua vida e passar a viver com menos objetos e menos problemas.

Ela relata o seu dia-a-dia no blogue The Busy Woman and the Stripy Cat onde dá dicas de culinária, gestão do tempo e meditação. Em declarações ao Saldo Positivo Rita Domingues conta que esta mudança deu-se essencialmente por sentir que os minimalistas pareciam ser pessoas felizes, livres de stress e sem a preocupação de ter mais e melhor que o vizinho do lado. Por isso, decidiu abraçar um estilo de vida minimalista e ‘destralhar’ tudo à sua volta. “Percebi que não posso criar relações emocionais com as coisas e o desapego é uma qualidade importantíssima a ser cultivada, que nos traz muita paz. Depois de me livrar da tralha física, ataquei a tralha mental, os compromissos, as responsabilidades. Comecei a dizer que não a muitas coisas, quer no trabalho, quer na vida social. Comecei a fazer aquilo que queria, e não aquilo que as outras pessoas queriam ou esperavam que eu fizesse. Estabeleci prioridades na minha vida e comecei a organizar a minha vida em função dessas prioridades. E nunca fui tão feliz como sou desde que tomei essa decisão de ser minimalista”, explica a blogger.

 

Abdicar do excessivo ou desnecessário é uma das filosofias do minimalismo

Rita Domingues conta que quando decidiu tornar-se minimalista, quis redecorar a casa e foi aí que se apercebeu que tinha coisas a mais. “Queria decorar a sala de determinada maneira, mas tinha mobília que não se enquadrava e finalmente apercebi-me que não precisava de tantas mesinhas de apoio, nem de uma mesa de jantar enorme, nem de quatro televisões, nem de toneladas de roupa e sapatos que nunca usava. Comecei a vender e a dar mobília que já não queria. Dei mais de metade da roupa e sapatos. Dei sacos cheios de livros que não tencionava voltar a ler. Livrei-me de muita louça que não usava. Depois comecei a dizer que não a certas atividades em que estava envolvida e que já não me diziam nada. Praticamente tudo na minha vida foi submetido a um exame rigoroso para definir a sua utilidade e funcionalidade. E com essa eliminação do excesso, ganhei tempo, espaço físico e mental, e claro, dinheiro”. Esta mudança foi fácil de controlar e não apresentou nenhumas dificuldades para a blogger. Diz ela que “o difícil seria viver rodeada de excessos. O minimalismo não é uma pobreza voluntária. Não diria que é viver com menos, mas sim viver com o suficiente, sem excessos, sem coisas desnecessárias que só ocupam espaço e tempo nas nossas vidas”.

 “Se quiser mesmo alguma coisa, espero uns dias para ver se a vontade passa, que é o que geralmente acontece. Se a vontade não passar, então compro e normalmente não me arrependo”, confessa Rita Domingues.

 

Reavaliar constantemente as despesas e aquilo que necessita

Planear os gastos e pensar antes de fazer qualquer tipo de compra passou a ser um hábito para Rita Domingues. Tudo o que compra é pensado e diz mesmo que evita ao máximo as compras por impulso: “Se quiser mesmo alguma coisa, espero uns dias para ver se a vontade passa, que é o que geralmente acontece. Se a vontade não passar, então compro e normalmente não me arrependo”, confessa. É importante ter em conta que apesar de uma boa gestão de finanças pessoais e de algumas contenções na gestão de dinheiro, isso não quer dizer que o minimalismo seja sinónimo de frugalidade.

A blogger conta que agora valoriza mais a qualidade do que a quantidade e exemplifica: “Sei que agora gasto mais em certos produtos porque prefiro comprar produtos de origem biológica. Poupo noutras coisas, como em roupa que só compro quando preciso ou em livros pois passei a usar mais a biblioteca e a comprar em formato digital que é mais barato que a versão em papel. Poupo também em gasolina pois ando mais a pé”. Rita Domingues dá ainda alguns conselhos de como ela própria gere as suas contas e despesas mensais: “Pago-me a mim própria em primeiro lugar ou seja, mal recebo transfiro logo um determinado montante para a minha poupança. Faço sempre orçamentos mensais nos quais todo o dinheiro tem um destino e pago as contas mal as recebo, em vez de esperar pela data limite. Quando uso o cartão de crédito, geralmente no estrangeiro, pago-o logo na totalidade. Dou também uma mesada a mim própria para gastar à vontade e assim não me sentir privada. Por fim, estabeleço objetivos financeiros e planeio os gastos, por exemplo: se quiser comprar alguma coisa de maior valor que não seja urgente, não recorro ao cartão de crédito nem à poupança – prefiro poupar todos os meses até ter o dinheiro necessário para essa compra”, explica.

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4 respostas a “Minimalismo: Como funciona o movimento que ajuda a poupar?”

  1. Helena Galvão

    Excelentes ideias ! Concordo com tudo o que a Rita diz…

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  2. Je

    Acabei de descobrir que sou minimalista.

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  3. Daniela Gonçalves

    Gostei muito das dicas… Por que pretendo ser adepta desse modo de vida minimalista. Me identifiquei muito e esse ano de 2015 quero fazer diferente.

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  4. MaraCampos

    Bom dia.
    A 10 anos pratico o minimalismo, qdo desmontei uma bela casa com uma grand cheroke na garagem e fui viver nos eua com colchao doado para dormir no chao, hoje vivo na italia, vivo com o necessario, mas vivo super bem, eh a maior delicia do mundo, mas para poucos, bjo e obrigado

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