O que fazer em caso de acidente automóvel

Num acidente, a ansiedade e o nervosismo dos condutores podem dificultar o preenchimento da declaração amigável. Saiba como se faz.

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O que fazer em caso de acidente automóvel?

Um estacionamento mal calculado, uma mudança de direção abrupta, uma distração ao volante, ou um despiste motivado pelo facto de estar o piso escorregadio. Estes são alguns motivos que frequentemente dão origem a acidentes de viação. E, muitas vezes, perante um acidente de automóvel (mesmo que se trate de um sinistro ligeiro, sem danos maiores), a ansiedade e o nervosismo tomam conta dos condutores, o que pode dificultar o preenchimento correto da declaração amigável e ter consequências sérias no apuramento das responsabilidades e no pagamento de indemnizações pelos danos causados.

Por isso mesmo e para se proteger nestas situações, o Saldo Positivo dá-lhe a conhecer alguns cuidados que deve ter em conta caso venha a estar envolvido num acidente automóvel, com base nas recomendações da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

Uma das dúvidas mais frequentes é saber se os condutores envolvidos num acidente devem ou não chamar a polícia. E neste campo o regulador do setor dos seguros recomenda que sempre que haja danos pessoais, ou seja, pessoas feridas em resultado do sinistro se solicite a presença da polícia. A presença da polícia é também recomendável nos casos em que não haja um acordo entre os condutores sobre a forma como se deu o sinistro. A mesma recomendação é dada também pelos especialistas da Deco Proteste, num artigo sobre esta matéria: “Chame as autoridades policiais (PSP ou GNR) se houver feridos, não puder preencher a declaração amigável, existirem dúvidas quanto às circunstâncias, a sua versão não coincidir com a do outro condutor ou este não assinar a declaração”.

Um outro ponto importante é a recolha correta dos elementos de identificação dos condutores, dos veículos e das respetivas apólices de seguros. E neste campo deverá recolher os seguintes elementos das apólices: o nome do segurador e o número da apólice. Recorde-se que estes dados podem ser encontrados no selo que deverá estar colocado no vidro da viatura. Se houver testemunhas do acidente também deverá recolher os seus contactos. Além disso, deverá juntar sempre que possível fotografias dos danos e do local do acidente.

Ainda no que diz respeito ao preenchimento da declaração amigável de acidente automóvel, havendo acordo entre os condutores, eles devem preencher e assinar a declaração amigável, sendo que cada condutor deve ficar com um exemplar para entregar ao seu segurador. “Se não for possível chegar a acordo, cada condutor deve preencher e assinar o seu próprio formulário de declaração amigável e entregá-lo ao segurador do outro veículo”, explicou a ASF, numa apresentação.

Imagine que não tem consigo uma declaração amigável. Nesta situação, poderá utilizar uma folha branca para descrever as circunstâncias em que o acidente ocorreu, sendo que a folha tem de estar assinadas pelos vários intervenientes no sinistro.

 

E se o automóvel não tiver seguro?

Muitos consumidores desconhecem, mas através da matrícula de um carro é possível um consumidor saber se o veículo tem ou não o seguro obrigatório e qual é a seguradora do mesmo. Para isso, basta inserir a matrícula nesta área do site da ASF. Se o veículo não tiver seguro, os condutores lesados não estão desprotegidos uma vez que podem recorrer ao fundo de garantia automóvel (FGA). Este fundo foi criado para garantir o pagamento de indemnizações de danos corporais e materiais resultantes de um acidente de viação ocorrido em território português, quando o condutor responsável pelo sinistro seja desconhecido, ou sendo conhecido, não tenha celebrado o seguro de responsabilidade obrigatório. Para saber mais detalhes sobre como funciona o fundo de garantia automóvel leia este artigo.

 

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Uma resposta a “O que fazer em caso de acidente automóvel”

  1. sm

    E qd o outro condutor bate em andamento e foge em plena via rápida?!?!?;

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