Onde estão os empregos?

Conheça as dicas de especialistas para regressar em grande ao mercado laboral.

O cenário da economia nacional não é brilhante. De acordo com os últimos dados do Eurostat, a taxa de desemprego, em Dezembro, ficou-se pelos 10,9 por cento e a tendência é para que este índice prossiga em curva ascendente. “O mercado continua a sofrer os maus efeitos da falta de confiança na economia”, afirma Vera Rodrigues, Senior Consultant & Team Leader, da Hays. “Impostos excessivos, legislação laboral rígida, falta de dinamismo e dificuldades na concessão de crédito surgem como os factores críticos para a recuperação económica”, prossegue a especialista.

Entrevista de emprego
São hoje muitos os aspirantes a um trabalho

Se está desempregado ou está na iminência de engrossar a taxa que mede o desemprego, mantenha a calma, pois existe esperança. O importante é ser versátil. “A tendência para o aumento do número de desempregados, conjugada com o agravamento das condições económicas das maioria das famílias vai certamente provocar um aumento do número de pessoas a procurar trabalho e forçar um reajuste entre oferta e procura de trabalho”, afirma Cláudia Ferreira, da Adecco Portugal. “Capacidade de adaptação, flexibilidade e confiança” são, segundo a especialista, os factores fundamentais para ter sucesso na procura de um novo emprego. Assim, são os candidatos que têm de estar em sintonia com as competências que o mercado pede e estar disponíveis para novas áreas profissionais.

Áreas de oportunidade

Este ano, diz Vera Rodrigues, continuará a ser um ano de contenção, sobretudo nas empresas que dependam exclusivamente do mercado interno. “No que respeita às multinacionais, cuja actividade se dirija ao exterior, aí os sinais serão mais positivos e será a essas empresas que ficará a dever-se algum dinamismo”, explica a responsável da empresa de recursos humanos.

Ainda assim, existem sectores que estão a ganhar dinâmica, como a indústria, a saúde e o turismo. Posições na área de engenharia, marketing e vendas, são os perfis mais procurados pelas empresas que recrutam novos empregados, refere a especialista da Hays. Mais especificamente, as funções mais requisitadas são as de account manager/gestor de clientes, gestor de produtos, programadores (IT), controllers financeiro/gestão ou store manager.

Já Cláudia Ferreira afirma que as ofertas dependem das zonas geográficas. “Nos grandes centros urbanos, recebemos muitas solicitações para a área comercial e de atendimento com cliente (telefónico, presencial e back office). Fora destas áreas, temos muitos pedidos para sectores da indústria”.

3 conselhos

Atitude positiva – No contexto actual, as empresas vão procurar ter nos seus quadros recursos humanos capazes de contribuir activamente para os resultados e sucesso da organização, pelo que manter uma atitude dinâmica e positiva pode fazer toda a diferença entre o seleccionado ou não.

Novas competências – Aproveite a altura para apostar na sua formação, aprenda uma língua nova ou ganhe competências informáticas que não tem. Além de o manter activo, pode fazer a diferença na hora de ser contratado.

Flexibilidade – Não se trata de deixar de procurar opções na sua área profissional, mas procure abrir os seus horizontes. Ter experiências profissionais em áreas distintas, seja através de formação ou missões de trabalho temporário, pode dar-lhe alguma polivalência, que será apreciada.

Outplacement pode ser uma opção

Se está prestes a ser despedido, pode sugerir à sua futura ex-empresa os serviços de uma companhia de recursos humanos de outplacement. Estes consistem “em apoiar os colaboradores desvinculados em transição de carreira”, explica Yves Turim, managing director da Transitar, empresa especialista em Outplacement.

Como? “Através de uma metodologia agressiva que permite ao candidato encontrar rapidamente um novo emprego ou solução adaptada ao seu perfil e necessidades”, prossegue o responsável. Isto traduz-se em aconselhamento, orientação e estímulo ao profissional demitido.

Quem pede? Só as empresas que estão em processo de despedimento é que podem recorrer a estes serviços, nunca o empregado. “No entanto, no processo de negociação de saída, é com frequência que acontece ser o candidato a sugerir o apoio em outplacement”.

Quem paga? A empresa que desvincula assume 100 por cento dos custos de outplacement.

Desvantagens Por vezes, o custo pode saír-lhe do bolso, pois as despesas que a empresa da qual se está a desvincular poderão ser deduzidas do valor da sua indemnização. Ao aceitar um serviço de outplacement como parte do processo de despedimento, tenha isso em atenção.

Taxa de sucesso A performance de uma empresa de outplacement é medida com base em dois índices: taxa de êxito e duração média de transição efectiva dos candidatos, isto é, de recolocação. Em 2010, a taxa de sucesso da Transitar foi de 79 por cento e a duração média de recolocação de 5,8 por cento.

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