OPINIÃO

Susana AlbuquerqueSecretária-geral e Coordenadora de educação financeira da ASFAC

Opinião: Como tornar o crédito um aliado

Susana Alburquerque explica num artigo de opinião os cuidados que os consumidores devem ter em conta antes de contraírem um crédito.

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O crédito ao consumo, se for bem utilizado, pode ser um bom aliado dos consumidores, já que ao antecipar rendimentos permite o acesso a um conjunto de bens e serviços que, de outra forma, não seria possível alcançar tão rapidamente.

Para isso, há que ter em conta um conjunto de pressupostos, de maneira a contrair um crédito “saudável” para as nossas finanças pessoais e evitar desequilíbrios orçamentais.

A primeira decisão é a da aquisição do bem ou serviço. Primeiro, é preciso analisar se precisamos mesmo de efetuar essa compra e qual o impacto nas nossas finanças. Por exemplo, a compra de uma viatura implica não só custos de aquisição, como custos de manutenção. Se estivermos decididos a avançar, há que perceber quanto podemos despender mensalmente para esta despesa. É uma questão de analisar o nosso orçamento e perceber qual margem para fazer face a este novo compromisso (aconselha-se a que o peso das prestações creditícias não seja superior a 40% do rendimento). Se houver margem para contrair o financiamento, há que fazer uma pesquisa ao mercado para comparar propostas de crédito. Nesta comparação deve ter em conta os valores de duas siglas: TAEG – Taxa Anual de Encargos Efetiva Global e MTIC – Montante Total Imputado ao Consumidor (valor total do empréstimo e das taxas). Aconselho a que pesquise pelo menos em três instituições financeiras comparando as TAEGs.

 

O crédito ao consumo, se for bem utilizado, pode ser um bom aliado dos consumidores, já que ao antecipar rendimentos permite o acesso a um conjunto de bens e serviços que, de outra forma, não seria possível alcançar tão rapidamente

 

Uma nota importante sobre a subscrição de um seguro de proteção ao crédito que, não sendo obrigatória, deverá ser analisada para perceber quais as coberturas em caso, por exemplo, de desemprego ou doença, e em que situações a seguradora assume o pagamento das prestações.

Depois de analisadas as propostas e de decidir qual a que melhor responde às suas necessidades, esclareça todas as dúvidas que, eventualmente ainda tenha. Não deve celebrar nenhum contrato, seja ele de crédito ou de qualquer outra natureza, que não compreenda na íntegra. Pergunte ao intermediário de crédito ou diretamente à entidade financeira, consoante o caso, todos os pontos que não entende. Só depois de conhecer todos os direitos e deveres é que deve assinar o contrato. Após a assinatura, guarde uma cópia. É fundamental que tenha consigo este documento até ao final do contrato, não só para consulta sempre que tiver dúvidas, mas também para o caso de ter alguma divergência com a entidade financeira.

Em suma, o crédito pode ser um excelente recurso financeiro se for bem gerido de acordo com as suas necessidades e capacidade financeira.

 

Para mais informações sobre este tema consulte o site da ASFAC aqui

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