OPINIÃO

Susana AlbuquerqueCoordenadora de Educação Financeira da ASFAC

Opinião: Para um 2015 com as Finanças em ordem

A especialista da ASFAC dá, neste artigo de opinião, algumas dicas para os consumidores gerirem melhor os seus orçamentos nos próximos 12 meses.

O início de um novo ano é, por norma, tempo de reflexão e resoluções. É a altura certa para definir novas metas e planear os 12 meses que aí vêm. Deixar de fumar, mudar de casa, praticar mais exercício físico, fazer aquela viagem há tanto aguardada – muitas são as decisões que tomamos no último dia do ano procurando uma vida mais saudável e feliz.

Não devemos, no entanto, esquecer que a maioria dessas resoluções implica alterações no nosso dia-a-dia, com impacto nas finanças pessoais e familiares.

Mais uma razão para acrescentarmos à lista de objetivos a organização das nossas contas e otimização do orçamento, pois ter o nosso dinheiro em ordem é instrumental para concretizar os nossos objetivos e realizar os nossos sonhos.

Este ano, as novas regras do IRS traduzem-se num alívio fiscal, sobretudo para as famílias com filhos ou com pais a cargo, pois poderão deduzir um valor mais elevado com as despesas dos mesmos e as deduções abrangerão todas as despesas familiares, incluindo faturas da água, telefone e compras do supermercado.

 

O primeiro passo é reunir no início do ano todas as contas e despesas habituais – fixas ou periódicas – acrescentar o valor da poupança mensal e, com base nisso e nos seus objetivos pessoais para 2015, rever o seu orçamento mensal.

Para garantir que o seu rendimento em 2015 aumenta consistentemente, poupe uma quantia fixa à cabeça, de forma automatizada, todos os meses! Para isso dê uma ordem de transferência automática da sua conta à ordem para uma conta poupança para garantir que paga a si próprio primeiro.

Este ano, as novas regras do IRS traduzem-se num alívio fiscal, sobretudo para as famílias com filhos ou com pais a cargo, pois poderão deduzir um valor mais elevado com as despesas dos mesmos e as deduções abrangerão todas as despesas familiares, incluindo faturas da água, telefone e compras do supermercado.

Também poderemos deduzir mais despesas com saúde – os atuais 10% do valor do rendimento passam para 15%.

Mas esta poupança fiscal só será sentida no momento de pagar ou receber a liquidação de imposto, ou seja por volta do final do 1º semestre do ano, por isso planeie o que fará com ela.

Para termos ajuda na gestão do nosso orçamento, toda a família deve ser envolvida na sua realização, para que todos conheçam e respeitem os objetivos e limites financeiros definidos pela família.

Votos de um 2015 muito próspero e financeiramente saudável!

 

Consulte aqui o site da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) 

 

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