OPINIÃO

Susana AlbuquerqueCoordenadora de Educação Financeira da ASFAC

Opinião: Como poupar com os saldos

Susana Albuquerque, da ASFAC, avança neste artigo de opinião com alguns conselhos para os consumidores tirarem o melhor partido da época de saldos.

Saldos

Opinião: Como poupar com os saldos?

Os descontos, as promoções e os saldos estão aí. As montras das lojas começam a anunciar reduções de vinte, cinquenta e, dentro de algum tempo, chegarão aos 70% A nossa tendência imediata é de querer aproveitar imediatamente a oportunidade para poupar, pois se não o fizermos alguém o fará antes de nós. Para quem tem tendência para comprar por impulso este sentimento aumenta exponencialmente.

Mas para que os saldos sejam mesmo uma forma de poupança precisamos de seguir as seguintes regras: em primeiro lugar identificar os produtos de que preciso realmente (olhando para o armário de roupas), depois fazer uma lista dessas coisas necessárias e, em terceiro lugar, definir o montante disponível, tendo em conta o seu orçamento mensal. Só depois disto é que devemos ir às compras. E quando digo ir às compras não significa comprar logo. Devemos, primeiro, analisar as ofertas disponíveis e comparar preços. A internet é, em meu entender, um excelente meio para essa pesquisa e, até, para a compra. Sobretudo se já souber o que quer comprar. Além disso, também permite a devolução. Nas lojas, e quando se está indeciso, há geralmente a opção de reserva. Sempre que tiver dúvidas peça para reservar, pois em casa calma e tranquilamente – e fora do modo de compras – saberá se precisa realmente daquilo. Caso tenha comprado e se tenha arrependido, tem a hipótese de devolver. Na altura da compra informe-se do período disponível para o efeito, já que em época de saldos pode reduzir-se o prazo para trocas e devoluções.

E, para não ceder àquela avassaladora tentação de comprar apenas porque está muito barato, deixo algumas dicas. Comece por perguntar-se a si próprio se precisa mesmo do bem. Em caso afirmativo, se tem espaço para guardar e quantas vezes o vai usar. Depois disso, veja se tem orçamento disponível para essa compra. Se não tem, e se está a equacionar comprar a crédito, veja quanto lhe custará o bem no final, ou seja, com os custos do crédito. Se continuar a compensar e tiver capacidade financeira para assumir essa compra, avance.

Por fim, lembro que os saldos não se aplicam apenas a roupas e acessórios. Se neste tipo de artigos é possível comprar a menos de metade do preço, outros há que, apesar de terem descontos menores, representam também poupanças significativas devido ao seu valor. Estou a referir-me, por exemplo, às compras de eletrodomésticos ou mobiliário, em que é comum as grandes superfícies comercias baixarem preços. Basta estar atento e programar estas compras para conseguir boas poupanças.

 

“Para não ceder àquela avassaladora tentação de comprar apenas porque está muito barato, deixo algumas dicas. Comece por perguntar-se a si próprio se precisa mesmo do bem. Em caso afirmativo, se tem espaço para guardar e quantas vezes o vai usar. Depois disso, veja se tem orçamento disponível para essa compra. Se não tem, e se está a equacionar comprar a crédito, veja quanto lhe custará o bem no final, ou seja, com os custos do crédito”

 

Em suma, reflita, defina o que precisa, faça contas e aproveite as oportunidades desta altura do ano para fazer compras de que precisa a bons preços.

 

Susana Albuquerque, Coordenadora de Educação Financeira da ASFAC

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