OPINIÃO

Susana AlbuquerqueCoordenadora de Educação Financeira da ASFAC

Opinião: Sete mandamentos da gestão do orçamento

Conheça as regras básicas para conseguir ter um orçamento familiar saudável e equilibrado, segundo a opinião de Susana Albuquerque.

gestão

1. Gestão: Plano de gastos

O plano de gastos é essencial para uma correta gestão do orçamento. O ideal é fazer um plano anual, que contemple todas as despesas correntes e ocasionais, assim como aquelas que derivam dos objetivos de curto, médio e longo prazo. Este plano deverá depois ser transposto para planos mensais (que contemplam as despesas daquele mês, assim como parcelas das despesas ocasionais de montantes superiores que irão ocorrer em meses seguintes).

Tão importante como fazer o plano é cumpri-lo!

 

2. Renegociações

As renegociações regulares dos contratos existentes – de telecomunicações, seguros, gás, eletricidade, ginásio, etc – são um instrumento de poupança, pois podem reduzir custos e/ou melhores condições para o consumidor. Para o efeito, são importantes as pesquisas de mercado, em que a internet é um excelente aliado.

 

3. Lista de compras

O momento em que vamos às compras pode ser a altura em que deitamos por terra o cumprimento do nosso orçamento. Assim, aconselho a que nunca vá às compras sem uma lista. Antes de sair de casa – olhando para o que tem na despensa e no frigorífico – defina o que precisa de comprar, assim como o montante máximo que poderá gastar. Se tiver filhos, leve-os e responsabilize-os pelo cumprimento da lista. Nada melhor do que aprender na prática como respeitar um plano de gastos.

 

4. Envolvimento da família

A família, incluindo os mais jovens, deverá ser envolvida na gestão financeira da família. Se os objetivos de curto, médio e longo prazo forem definidos em conjunto, o envolvimento e a predisposição para o seu cumprimento é maior. Gostaria apenas de salientar que a informação transmitida às crianças deverá depender da sua maturidade. Sou da opinião de que não é necessário estar a sobrecarregá-las com demasiados detalhes sobre as contas da família, mas é importante que conheçam a sua capacidade financeira real, por isso pode-se ir explicando o que se pode ou não gastar e porquê.

 

5. Poupança

Sugiro que a poupança seja encarada como um gasto consigo próprio (a célebre ideia de pagarmos a nós próprios em primeiro lugar), logo deverá ser feita à cabeça e de forma automática. Ou seja, no início do mês devemos colocar de parte a fatia do ordenado que se destina à poupança. Se dermos ao banco uma instrução para que exista uma transferência automática para outra conta, tanto melhor. Esta outra conta deve ser uma conta poupança, em que não existam cartões (o que evita levantamentos irrefletidos). No que diz respeito ao montante a poupar, pode ser uma quantia fixa ou uma percentagem do seu rendimento. Mais importante do que quanto poupa, é a regularidade com que o faz.

 

6. Siga o seu dinheiro

O saldo das contas bancárias deve ser visto com regularidade para ter uma noção clara da sua realidade financeira em cada momento e, se for caso disso, fazer reajustes ao seu orçamento.

 

7. Revisão

O plano de gastos não é um documento estanque, pelo que deve ser revisto frequentemente para, caso seja necessário, haver ajustamentos face a despesas ou rendimentos imprevistos.

 

Consulte aqui o site da autora

 

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