Orçamento de férias: a não esquecer

Conheça alguns conselhos para planear os seus dias de férias sem que isso lhe arruíne a sua carteira.

Chegou a altura em que todos aqueles não planearam as férias antecipadamente, começam a pensar no tema e a ficar ansiosos pelos merecidos dias de descanso de verão. No entanto, frequentemente as consequências das férias são bem mais do que umas memórias maravilhosas, restando lembranças de um orçamento despedaçado e uma dívida generosa para pagar.

Para evitar esta sensação, que pode arruinar quaisquer férias de sonho, este ano deverá desenvolver um orçamento de férias, por forma a evitar os gastos impulsivos inerentes ao estado de férias. Pronto? Então pegue no papel e na caneta ou abra a folha de excel, e comece por definir os gastos. Seja qual for o destino escolhido (dentro ou fora do país), as despesas de férias podem dividir-se em quatro áreas: transporte, alimentação, alojamento e atividades. Pense nisto e determine que área vai levar-lhe mais dinheiro e como pode reduzir as despesas em outras áreas. Ficam as 7 dicas do Saldo Positivo para elaborar um orçamento de férias sem falhas, nem surpresas desagradáveis.

1º Limite o orçamento

Diferentes pessoas valorizam coisas diferentes: não existe uma fórmula que se aplique a todos, nem quantias “certas” ou “erradas” para gastar, exceto se for mais do que a sua conta bancária permite. Por isso, o primeiro passo do orçamento de férias é definir quanto é que pode despender sem pôr em causa a estabilidade financeira do agregado. Depois, impreterivelmente deverá manter o orçamento definido, sem margem para manobra.

2º Conte com imprevistos

Jamais vá de férias com “dinheiro contado”. Os imprevistos não acontecem só aos outros e quando lhe acontecem a si, pode ser desastroso e acabar por gastar bastante mais dinheiro do que o inicialmente previsto. Para evitar dissabores maiores, o orçamento de férias deverá contemplar sempre com uma quantia extra para fazer face a imprevistos como, por exemplo, perder o avião, ter a mala extraviada ou até mesmo um roubo. Não deverá mexer neste dinheiro, exceto em caso de necessidade.

3º Cuidado com o cartão

O uso do cartão de crédito durante as férias deve ser feito com moderação. O seu orçamento de férias deverá ter em conta que um dia, quando as férias terminarem, o cartão de crédito terá de ser pago e quando as faturas começarem a chegar, com elas poderá vir algum arrependimento. Por este motivo, é importante que exista algum tempo entre o início do planeamento e as férias em si, para que exista espaço para a poupança. No entanto, o cartão de crédito poderá ser o seu melhor amigo em qualquer viagem, pois nunca o vai deixar ficar mal, para além de ter alguns seguros anexados, que podem salvar o seu orçamento de férias em caso de imprevisto. Antes de partir em viagem, informe-se destas vantagens.

4º Inclua custos de viagem

O orçamento de férias deve conter todos os gastos, incluindo os que até poderá pagar antes das férias, como o transporte e alojamento. É importante que faça vários orçamentos, até encontrar um que seja feito à medida da sua carteira. Isto significa que se a viagem for de avião, estes custos deverão constar no orçamento, mas se for de automóvel, acrescente a gasolina à lista de despesas.

5º Contabilize gastos com compras

As compras e presentes são um ritual que muitas famílias não abdicam durante as férias. Neste campo também é importante traçar limites e destinar uma parcela que esteja de acordo com as possibilidades da família. Um bom exercício de preparação é, na fase de planeamento da viagem, descobrir artigos típicos do local onde vai passar férias e organizar as lembranças.

6º Valor diário por pessoa

Uma boa técnica para se manter fiel ao orçamento definido no “ponto um” é fixar um valor diário por dia que cada membro do agregado familiar poderá gastar nas pequenas despesas diárias, como café, gelados, lanches ou compras. Uma vez tendo definido esse valor, não deverá gastar mais do que o estipulado.

7º Outras despesas

Ao fazer o orçamento de férias deverá contar com outras despesas que podem influenciar o somatório final, como seguros de viagem, renovação de documentos, como passaporte ou cartão de cidadão expirados; vacinas e medicamentos, guias de viagem, taxas de aeroporto ou até mesmo roupa especial que tenha de comprar (por exemplo, botas de neve caso seja necessário). Inclua estas despesas no orçamento, por forma a saber exatamente quanto gastou na viagem.

 

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