Poupança versus Investimento

Saiba como poderá tirar um maior partido da sua poupança, sem danificar os seus investimentos.

A poupança e o investimento são conceitos próximos que se interligam entre si, uma vez que a poupança é o motor do investimento. No entanto, poupar não significa investir, ou seja, mesmo que poupe, não significa que esteja a aumentar directamente o valor do seu capital.

A poupança refere-se à preservação de recursos para consumo futuro, em resultado de uma decisão consciente no sentido de não consumir de imediato os bens disponíveis. Já o investimento significa rentabilizar as suas poupanças e dessa rentabilidade depende um conjunto de factores como, por exemplo, a taxa de juro ou a inflação que irão determinar o seu poder de compra  mais tarde. O objectivo de qualquer investidor é gerar valor acrescentado ao seu património e, para tal, aplica o capital que poupou em algum produto financeiro que lhe ofereça rendimento.

Por outras palavras, poupar significa “pôr dinheiro de lado”, não gastar os recursos que detém por inteiro e adiar decisões de consumo. Esforço de economizar ou controlar custos.

Ao decidir não consumir de imediato o rendimento de que dispõe na compra de bens e serviços, as pessoas podem em alternativa investir os seus recursos e aumentar o valor das suas poupanças e consumir no futuro. O investimento é o motor do crescimento económico, uma vez que a poupança dos cidadãos é utilizada para financiar os bancos que por sua vez financiam a actividade económica. Ao aplicar o dinheiro num produto financeiro, está a ceder temporariamente os seus recursos, que decidiu consumir no futuro, a outras pessoas ou entidades que os querem consumir de imediato.

O investidor vai então cobrar um preço por isso, ao qual se chama de taxa de rendibilidade do seu investimento. Por outras palavras, está a disponibilizar o dinheiro que pretende gastar a longo prazo, para que outros se financiem a curto prazo.

No entanto, é importante não esquecer que aumento da poupança não corresponde necessariamente ao aumento do investimento. Desta forma, por mais dinheiro que “mantenha debaixo do colchão”, não está a aumentar o capital disponível. Lembre-se que dinheiro em casa, numa conta de depósito à ordem, ou mesmo numa conta de depósito a prazo que lhe garanta uma remuneração abaixo da inflação, significa perder ou desvalorizar a sua poupança.

Ou seja, está a poupar, mas no futuro vai poder consumir menos do que poderia consumir hoje com o mesmo dinheiro, pois o preço dos bens evolui ao longo do tempo. Pelo contrário, se optar por depositar o seu dinheiro numa conta que lhe renda juros superiores ao nível da inflação ou se investir em produtos mais rentáveis, então sim, está a procurar preservar ou aumentar as suas poupanças e está efectivamente a investir.

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