Poupar: O que precisa saber sobre os combustíveis simples?

Será que faz mal ao carro? Conheça a resposta a esta e outras dúvidas sobre os combustíveis simples.

Publicado em: Automóvel Particulares

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Poupar: O que precisa saber sobre os combustíveis simples?

Portugal é um dos países da Europa onde o combustível é mais caro. De acordo com um estudo da Entidade Nacional para o Mercado de Combustível, feito em Fevereiro deste ano, o País situa-se em oitavo lugar no que diz respeito aos preços médios de venda ao público de gasolina e em 12º quando se trata de gasóleo.

No entanto, em abril de 2015 entrou em vigor uma lei que obriga todos os postos de combustível a disponibilizar combustível simples, mais conhecido ‘low cost’. Passado meio ano da sua introdução, os portugueses continuam a ter dificuldades em confiar no produto e, quando estão a atestar o automóvel, acabam quase sempre por optar pelo combustível com aditivos, disse Paulo Carmona, presidente da Entidade Nacional para o Mercado de Combustível (ENMC), em entrevista ao Jornal de Negócios. Leia o artigo: Saiba como encontrar o combustível mais barato

 

Qual a diferença entre combustíveis simples e com aditivos?

De acordo com a legislação, o combustível simples cumpre todas as especificações que constam na legislação (Decreto-Lei n.º 89/2008 e Decreto-Lei n.º 142/2010), mas não foram submetidos a processos de aditivação suplementar para além do mínimo necessário ao cumprimento das respetivas especificações legais. Leia o artigo: Cinco ‘apps’ para quem anda de carro

 

Existe diferença de preços?

Uma vez que não têm aditivos, os combustíveis simples são, em teoria mais baratos, sendo os preços de referência afixados pela ENMC. Mas na prática as diferenças de preços são mínimas – entre 0 a três cêntimos, de acordo com um teste da Deco Proteste, que remonta a abril, quando a Lei entrou em vigor. Leia o artigo:  Sete questões antes de comprar carro

 

O combustível simples faz mal ao carro?

Segundo um estudo da Deco, que data de 2012, não existem diferenças significativas que justifiquem a diferença de preço. A Associação enfatiza que os combustíveis no mercado nacional devem cumprir a legislação que regula as suas características de base, para garantir o correto funcionamento dos motores. E acrescenta “os veículos à venda no País estão adaptados para as especificações dos combustíveis nacionais. As marcas de automóvel não valorizam os combustíveis ditos ‘premium’, sendo a única exigência apontada a utilização de combustíveis que respeitem a legislação”. Assim, prossegue, “não há razão nenhuma para que um veículo que abasteça num posto de abastecimento, legalmente aberto ao público, tenha problemas a curto ou longo prazo”.Leia o artigo: Crédito, Leasing ou ALD: Como financiar a compra de um carro?

 

Vale a pena?

A diferença de preços entre os simples e os tradicionais pode ser apenas de cêntimos, mas se atestar o tanque de combustível duas vezes por mês, ao final do ano a diferença pode chegar às centenas. Por exemplo, de acordo uma pesquisa feita no ‘site’ Preços de Combustível, da DGEG, no dia 1 de outubro, num posto de combustível situado no centro de Lisboa, a gasolina 95 “normal” custava 1,404 euros por litro, enquanto a simples custava 1,374 euros, uma diferença de três cêntimos por litro.

Uma pessoa que costumasse abastecer o tanque de 50 litros duas vezes por mês neste posto, gastaria 140,4 euros por mês caso o fizesse com a gasolina “normal” e 137,4 euros se optasse pela simples. Uma diferença de três euros por mês e 36 euros por ano.

No entanto, segundo uma pesquisa no mesmo ‘site’, se a pessoa procurasse pela gasolina simples mais barata na zona onde vive, podia encontrar preços mais em conta. A poucos quilómetros de distância, um posto de combustível vende gasolina 95 simples a 1,3240 euros/litro. Se optasse por esta última, a poupança anual aumentaria para 96 euros.

 

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