Proteja o seu dinheiro da inflação

Saiba o que pode fazer ao seu dinheiro para protege-lo da inflação.

O maior inimigo do seu dinheiro está de volta. Depois da crise financeira ter empurrado os preços dos bens alimentares e energéticos para baixo, é agora altura da inflação voltar a ameaçar as poupanças das famílias.

Notas moedas mealheiro
O dinheiro que colocar hoje no seu mealheiro não irá valer o mesmo quando o retirar

A variação do índice de preços no consumidor (IPC), normalmente designada taxa de inflação, atingiu os 4 por cento em Março em termos homólogos, um valor que é o mais alto desde Fevereiro de 2003. Em Janeiro, a inflação homóloga tinha sido de 3,6 por cento e em Fevereiro de 3,5 por cento, com o petróleo a desempenhar um papel determinante nas subidas dos preços.

Qual o impacto nas suas finanças?
Estes valores bastante elevados são prejudiciais à sua carteira, já que a quantidade de bens que consegue adquirir hoje com uma determinada quantidade de dinheiro, por exemplo 100 euros, é inferior à quantidade de bens que conseguia adquirir há um ano com o mesmo montante. O resultado é simples: perda de poder de compra.

Ter dinheiro “parado”, sem estar investido ou aplicado em poupanças, faz com que o mesmo vá perdendo poder de compra devido à evolução dos preços na economia nacional. Para que o dinheiro que possui actualmente mantenha o mesmo poder de compra daqui a um ano num cenário de inflação, é necessário que o ponha a render.

Como combater a inflação?

Depósitos

Embora as taxas de juro médias oferecidas actualmente (2,78 por cento) sejam inferiores à taxa de inflação homóloga de Março, a história faz dos depósitos protectores de inflação interessantes. Segundo os valores da inflação e das taxas de juro oferecidas pelos bancos nos novos depósitos entre 2007 e 2010, divulgados pelo Banco de Portugal, colocar o seu dinheiro num depósito bancário permitia-lhe não só combater a inflação, como também ganhar poder de compra. Em 2009 a taxa de inflação em Portugal foi negativa, significando isto que os preços dos bens ficaram mais baratos. Como nessa altura as taxas de juro oferecidas atingiram os 2 por cento, aforrar via depósitos poderia ter resultado num ganho de 2,9 por cento para os depositantes.

Convém, no entanto, não esquecer que os depósitos bancários podem em certos momentos não conseguir acompanhar a evolução da inflação. Contudo, são sempre uma maneira de obter rendimento extra sem correr riscos. Veja aqui o vídeo sobre depósitos.

Certificados de aforro e Tesouro

Estes dois instrumentos de captação de poupança do Estado português são alternativas de baixo risco aos depósitos bancários, apresentando no entanto rendibilidades diferentes. A taxa de juro (taxa anual bruta) para as subscrições em Abril nos certificados de aforro é de 1,257 por cento, enquanto a taxa de juro oferecida pelos certificados do Tesouro, se mantidos no prazo recomendado de 10 anos, pode atingir os 4,53 por cento anuais.

A diferença das remunerações dos dois produtos está relacionada com a fórmula de cálculo das taxas, sendo que no caso dos certificados de aforro a taxa depende essencialmente da taxa Euribor a três meses, enquanto nos certificados do Tesouro as taxas são calculados com base nos valores que os bilhetes do Tesouro e as obrigações do Tesouro a 5 e a 10 anos pagam.

Ouro

O ouro é uma das matérias-primas mais transaccionadas a nível mundial, sendo que no ano de 2010 a procura de ouro para investimento financeiro representou 34,9 por cento da procura total, que inclui também a procura por parte do sector da joalharia, 54 por cento, e do sector tecnológico, 11,1 por cento, de acordo com as informações do World Gold Council. Tradicionalmente, o investimento em ouro a nível mundial aumenta quando existem dúvidas sobre a evolução da economia mundial e quando existem taxas de inflação bastante elevadas. Além de ser um dos metais preciosos mais valorizados é também um dos melhores investimentos do último milénio, registando uma rendibilidade anual média de 12,65 por cento entre 2000 e 2010.

Para investir em ouro existem vários produtos, mas os mais acessíveis são os fundos de acções e os fundos cotados (ETF). Neste artigo poderá verificar qual a melhor opção, caso pretenda investir em ouro. De realçar que os fundos cotados que replicam o comportamento do preço do ouro obtiveram em 2009 e 2010 rendibilidades de 20,2 por cento e 38,3 por cento, respectivamente. Para perceber melhor o atractivo do ouro poderá consultar o seguinte vídeo.

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