Produtos de investimento: Que custos existem?

Fique a conhecer as comissões que são cobradas pelas instituições financeiras e os impostos que paga pelos seus investimentos.

custo-artigoImagine que ganha um prémio no valor de 25.000 euros e pretende investir este montante. O primeiro passo é procurar junto de várias instituições financeiras qual é aquela que lhe oferece uma remuneração mais elevada. Mas este não deve se o único fator a ponderar. É fundamental também olhar para o risco associado ao produto financeiro: Tem ou não capital garantido? E se não tiver a garantia de capital, qual é o nível de risco associado?

Além da remuneração e do risco há ainda um terceiro critério que deve ser tido em conta pelos investidores e que muitas vezes acaba por ser esquecido: os custos associados ao investimento.

Este aspeto é muito importante porque em alguns casos os custos de investimento podem ser de tal forma elevados que acabam por “engolir” uma parte substancial dos ganhos gerados pela aplicação. Conheça os principais custos associados a cinco categorias diferentes de aplicações financeiras.

 

1. Depósitos a prazo

O mais popular e tradicional produto de poupança entre os portugueses não tem comissões ou encargos diretos associados. No entanto, há um custo que os aforradores não devem desprezar: os impostos que recaem sobre estas aplicações. Recorde-se que actualmente sobre os juros dos depósitos recai uma taxa de IRS de 28%. Quer isto dizer que por cada 100 euros que um aforrador obtenha em juros, 28 euros são retirados e vão para os cofres do Estado. Sendo que o aforrador quando recebe os rendimentos provenientes de um depósito, eles já vêm líquidos de imposto. Consulte também a nossa calculadora de depósitos.

 

2. Planos de poupança reforma (PPR)

Os Planos Poupança Reforma são o produto de poupança vocacionado para a reforma mais popular entre os portugueses. O facto de estas aplicações terem benefícios fiscais incentiva os investidores a apostarem nestas aplicações.

Mas os investidores não devem apenas olhar para as vantagens fiscais. É importante analisar a performance histórica dos vários PPR e também as várias comissões cobradas pelas entidades gestoras dos PPR. E neste campo, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) disponibiliza no seu site um quadro comparativo dos vários PPR sob a forma de seguro (os mais populares entre os portugueses), com as comissões cobradas nos vários produtos, bem como as rendibilidades geradas no ano passado e nos três anos anteriores. Pode consultar este quadro comparativo aqui.

Segundo a ASF, as entidades gestoras podem cobrar os seguintes encargos num PPR: comissão de subscrição; comissão de depósito; comissão de gestão; comissão de transferência e comissão de reembolso.

Não se esqueça ainda de além destes custos, há ainda que contabilizar também os encargos com a fiscalidade que recai sobre os rendimentos (e que é mais favorável do que os impostos que recaem sobre os juros dos depósitos).

 

3. Seguros de capitalização

Os seguros de capitalização estão vocacionados para a constituição de uma poupança a médio/longo prazo. Quanto mais longo for o investimento num seguro de capitalização, menor será a taxa de imposto que recai sobre o rendimento gerado por estas aplicações. Por exemplo, se resgatar o dinheiro aplicado num seguro de capitalização entre o primeiro ano e até ao quinto ano os rendimentos são tributados a uma taxa de 28%. No entanto, o valor baixa para os 22,4% se o resgate ocorrer entre o quinto e o oitavo ano da aplicação. Sendo que a partir do oitavo ano os rendimentos são tributados a uma taxa de apenas 11,2%.

Estas vantagens fiscais podem tornar o investimento em seguros de capitalização atrativo, mas mais uma vez, os investidores devem olhar para a rendibilidade e para as comissões cobradas que podem ser elevadas. Segundo uma análise feita pelos especialistas da Proteste Investe, da Deco, “as comissões, regra geral, são cobradas por cada montante entregue pela aplicação; pela gestão corrente e caso ocorra o resgate antecipado”. A Proteste Investe disponibiliza no seu site um quadro comparativo com as comissões e as rendibilidades geradas no ano passado por 27 seguros de capitalização.

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