Quais são os custos associados aos fundos de investimento?

Se está a pensar em aplicar o seu dinheiro em fundos de investimento, uma das variáveis que deverá analisar são as comissões associadas.

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Quais são os custos associados aos fundos de investimento?

O  investimento em fundos de investimento pode trazer benefícios numa lógica de construção de uma carteira de investimentos diversificada a médio e longo prazo.

Ao escolherem um fundo onde vão aplicar o seu dinheiro, os investidores devem analisar diversos fatores, nomeadamente, os riscos associados ao investimento, bem como os custos inerentes à aplicação. E, neste último capítulo, são vários os custos em que os investidores incorrem. Existem vários tipos de comissões que podem ser cobradas nos fundos de investimento:

– Comissão de Subscrição: Esta comissão, que está a cair cada vez mais em desuso, é cobrada pelas entidades comercializadoras no momento em que o investidor subscreve as unidades de participação, sendo o seu montante adicionado ao valor das unidades de participação.

 – Comissão de Gestão: Esta é a comissão que se destina a pagar os serviços da entidade gestora do fundo. Ou seja: É o preço que o investidor paga ao gestor do fundo pelo facto de ele cuidar do seu dinheiro. Por norma, quanto mais complexa for a gestão do fundo, mais elevada tenderá a ser esta comissão. Este encargo já está incorporado no valor das unidades de participação, pelo que os investidores não sentem diretamente o peso deste custo.

Comissão de Resgate: Nem todos os fundos cobram esta comissão. A comissão de resgate corresponde a uma percentagem do valor resgatado, sendo que esta comissão pode muitas vezes variar em função do prazo de permanência do investidor no fundo. Ou seja, quanto maior for o prazo de investimento, menor será a comissão de resgate cobrada.

 

Como comparar?

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disponibiliza no seu site uma área específica onde é possível os investidores acederem a uma tabela comparativa dos custos cobrados pelas entidades gestoras de fundos de investimento. Ao mesmo tempo, os investidores podem também simular os custos do investimento em fundos. Essas ferramentas estão disponíveis aqui.

 

Além das comissões, os investidores não poderão esquecer-se de um outro custo: o da fiscalidade, sendo que se aplica a regra da tributação “à saída”. No entanto, a forma como a tributação é aplicada pode variar consoante estejam em causa rendimentos provenientes de fundos nacionais ou de fundos de investimento estrangeiros. Se os fundos de investimento forem nacionais, os rendimentos são sujeitos a uma taxa liberatória de 28%. Isto significa, que o IRS é retido na fonte e, como tal, as mais-valias não precisam de ser declaradas no IRS, tal como explicam os especialistas da Proteste Investe neste artigo. A situação é diferente no caso dos fundos de investimento estrangeiros. Nestas situações, os resgates das unidades de participação estão sujeitos à tributação autónoma (à taxa de 28%) e têm de ser declarados no IRS. “No momento do resgate, os eventuais ganhos não são tributados, mas as operações de resgate efetuadas em cada ano pelo investidor terão de ser inscritas na declaração de  IRS. O saldo global das mais e menos-valias (ações, obrigações e fundos) será tributado à taxa autónoma de  28%”, explicam os especialistas da Proteste Investe.

 

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