Qual a melhor forma de pagar a dívida do cartão de crédito

Saiba como utilizar o cartão de crédito da melhor forma e descubra qual é a modalidade de pagamento mais vantajosa.

cartõesartigoOs cartões de crédito caracterizam-se por terem uma linha de crédito associada, cujo montante é definido pela instituição financeira de acordo com o perfil e as condições apresentadas pelo cliente. Para tirar o melhor partido possível desta ferramenta financeira, o Saldo Positivo explica-lhe o modo de funcionamento dos cartões de crédito e dá a conhecer as formas possíveis de pagamento destes instrumentos para evitar cair numa situação de endividamento.

 

1. Como funcionam?

Como explica a Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) no seu site, o cartão de crédito é um instrumento que pode ser usado para “comprar agora e pagar depois”, enquanto o cartão de débito é um meio que é usado para “comprar agora e pagar agora”.

A filosofia de funcionamento dos cartões de crédito é simples: ao utilizar um cartão de crédito, os consumidores estão a aceder a uma linha de financiamento concedida por uma instituição financeira para fazerem pagamentos até a um limite acordado previamente. Sendo que se trata de um crédito ‘revolving’. Isto é: Se o consumidor tiver um ‘plafond’ no cartão de três mil euros e utilizar num mês cerca de 800 euros, quando saldar os valores utilizados, o cliente volta a ter o ‘plafond’ de três mil euros disponíveis para nova utilização.

 

Conheça as outras vantagens dos cartões de crédito

As vantagens de um cartão de crédito não ficam confinadas ao ‘plafond’. A maioria dos cartões de crédito tem seguros associados (responsabilidade civil familiar, seguro de doença, assistência em viagem, etc.). Existem ainda alguns cartões que permitem acumular milhas para comprar viagens. Por isso, analise e aproveite bem todos os benefícios associados ao seu cartão.

 

 

2. Quais os custos de ter um cartão de crédito?

Existem vários encargos a considerar. Um deles é a anuidade. No entanto, saiba que já existem vários cartões de crédito no mercado que não cobram a anuidade, ou que isentam os consumidores deste encargo mediante a utilização regular do cartão.

Outra despesa importante a ter em conta nestes instrumentos são os juros aplicados pela utilização do ‘plafond’ disponibilizado. Esta questão é, particularmente, importante, já que os juros associados aos cartões de crédito são mais elevados do que os juros associados às restantes modalidades de crédito ao consumo. Todos os trimestres, o Banco de Portugal fixa as taxas de juro máximas para os diferentes tipos de crédito ao consumidor, como os cartões de crédito. Para conhecê-las, consulte esta área do Portal do Cliente Bancário, do Banco de Portugal.

Além dos juros, os clientes bancários devem também informar-se sobre outras despesas cobradas nestes cartões. Entre as comissões mais comuns está a comissão cobrada pelos levantamentos de dinheiro (‘cash advance’) ou a comissão de recuperação de valores em dívida, por cada prestação vencida e não paga.

 

3. Como é que os juros são cobrados?

Um ponto importante: nem sempre um consumidor incorre no pagamento de juros pela utilização do cartão de crédito. Isto porque existe um período de crédito gratuito, durante o qual o consumidor se pagar a totalidade da dívida do cartão não lhe serão cobrados juros. Este período varia consoante a data em que o consumidor realizou um pagamento e a data limite definida para o pagamento do montante utilizado, mas pode ir até aos 50 dias.

Se o cliente não saldar a totalidade da dívida na data limite pode optar por pagar apenas parte desse montante, pagando juros sobre o montante que ficou em dívida. A modalidade de pagamento é definida entre o cliente e a instituição mas pode ir desde os 100%, passando pelos 75%, 50%, 25%, 10%, 5% ou mesmo 3% da dívida. Sendo que muitas instituições definem também um montante mínimo em euros (Ex: 25 euros) para o “abate” da dívida.

Em termos práticos, significa que se um cliente que utilizar 1.000 euros do seu cartão de crédito que tem uma TAEG associada de 18% e optar por fazer o pagamento da sua dívida de forma faseada, pagando o valor mínimo de 5%, ele irá demorar 52 meses a saldar a dívida. Ou seja: Ao pagar a dívida em pequenas parcelas demorará mais de quatro anos a liquidar a dívida. São quatro anos em que estará a pagar juros todos os meses. Segundo uma simulação feita no simulador disponibilizado no portal Todos Contam, no final do prazo os encargos totais com juros pela utilização de 1.000 euros de um cartão de crédito (com o pagamento parcelar de 5%) irão ultrapassar os 256 euros.

É por esta razão que todos os especialistas de finanças pessoais recomendam os consumidores que optem por saldar a dívida a 100% (para não incorrerem no pagamento de juros), ou então se tiverem de pagar a dívida de forma parcelar, escolham a modalidade que lhes permita pagar o maior montante possível da dívida.

Recorde-se que quer a modalidade de pagamento, quer a data-limite para o pagamento do montante do cartão de crédito utilizado são acordados previamente entre o cliente e a instituição de crédito.

Veja em baixo um exemplo prático dos custos associados à utilização de um cartão de crédito, consoante a modalidade de pagamento escolhida.

 

Exemplo: Utilização de 1.000 euros de um cartão de crédito com uma TAEG de 18%  

Modalidades de pagamento do cartão 100%75%50%25%10%5%
Nº de meses que irá demorar a saldar a dívida158163252
Encargos totais com juros05,0617,9944,84130,39256,30
 Fonte: Simulador de cartões de crédito do portal financeiro Todos Contam

 

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